Histórias das Marcas



Ela inventou a indústria da beleza nos Estados Unidos. Revolucionou o mercado com maquiagens e cosméticos, fazendo com que milhares de mulheres ressaltassem sua beleza. ELIZABETH ARDEN, foi, e ainda é, uma das marcas de cosmético e beleza mais influentes do mundo.
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A história
Nascida Florence Nightingale Graham em 31 de dezembro de 1884 na cidade canadense de Woodbridge, ela perdeu sua mãe aos seis anos de idade, mas continuou vivendo com seu pai e irmãos. Cursou e se formou em enfermagem. Anos mais tarde, em sua cozinha, começou a formular cremes para queimaduras e elaborou loções e pastas cosméticas, utilizando gorduras, leites e outras substâncias. Estas substâncias eram diferentes das utilizadas pelos médicos da época, e tinham finalidades hidratantes e nutritivas. Logo a sua cozinha passou a ser seu laboratório, e ela começou a dedicar seu tempo em busca do creme perfeito. Os odores que vinham da cozinha incomodavam os vizinhos, que achavam que a família de Florence estava passando necessidades e não tinham dinheiro para comprar comida fresca e, por isso, consumiam ovos podres.
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Florence passou por momentos difíceis, desacreditada até mesmo por sua família. Mas como uma grande guerreira foi, aos 30 anos de idade, para a cidade de Nova York em 1908. Cheia de esperanças e expectativas, rapidamente se inseriu na cultura da cidade. Lá ela conheceu um químico e juntos começaram a elaborar o “creme perfeito”, o seu grande sonho. Ao mesmo tempo foi trabalhar em um salão de beleza e dominou a arte da massagem facial orientada e treinada pelo maior especialista da época. A partir daí, Florence estava se tornando uma esteticista. Finalmente, em 1910, ela abriu seu primeiro salão de beleza em uma loja na Quinta Avenida em Nova York, com US$ 6.000 emprestados de seu irmão mais velho. Com a célebre frase “ser bela e natural é um direito de toda mulher”, ela introduziu o conceito de SPA day, e transformou o país no principal destino de resort spas do mundo. O espaço disponibilizava serviços de manicure, limpezas de pele e o famoso creme Arden. Florence, com sua visão empreendedora, então mudou seu nome para ELIZABETH ARDEN, uma homenagem a sua sócia Elizabeth Hubbard (Arden foi retirado de um poema de Alfred Lord Tennyson), e instalou na loja uma porta vermelha luminosa, começando também a divulgar seu negócio com a propaganda de seus cremes e de sua massagens relaxantes e rejuvenecedoras.--
Já como Elizabeth Arden, começou freqüentar lugares importantes da sociedade e foi assim que seu salão logo passou a ser conhecido como o melhor da cidade. Elizabeth Arden idealizou a beleza completa, com a pele tratada com cremes e loções específicas para adstringir, tonificar e hidratar. Elizabeth Arden fez do seu salão um perfeito complexo da beleza. Em sua primeira viagem a Paris em 1912, se encantou com a prática da maquiagem das mulheres francesas, o chamado estilo “visual total” (Total Look), coordenando maquiagens no lábios, olhos e esmalte nas unhas; e o uso do ruge e do pó. Quando retornou a Nova York introduziu uma completa linha de maquiagen, com muitas cores, para sua clientela.--
Dois anos depois, sua linha de maquiagem, chamada Venetian, seu famoso creme facial Amoretta, comercializado em um frasco sofisticado, e a loção Arden Skin Tonic, tornaram- se um sucesso instantâneo. Em pouco tempo, a maquiagem, antes exclusiva das atrizes de cinema, se tornou uma coisa fashion para as demais mulheres. Em 1920, mais de cem produtos levavam a marca ELIZABETH ARDEN, e dois anos depois, ela inaugurava seu primeiro salão na cidade de Paris, iniciando um processo de internacionalização da marca. Com o sucesso de seu salão, os produtos da marca eram cncontrados também nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo. Foi também, Elizabeth Arden que introduziu pioneiramente na indústria as chamadas “Consultoras de Beleza” como conhecemos hoje em dia.
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Na década seguinte havia em sua linha mais de 600 produtos, tornando a ELIZABETH ARDEN uma das mais conhecidas do mundo na época, estando presente em todos os cantos do planeta. Ainda nesta década, ela inaugurou o Maine Chance Beauty Resort em 1934, quando converteu sua casa de verão localizada na cidade de Mount Vernon no belo estado de Maine em um resort, e, criou e lançou, no ano seguinte, seu primeiro perfume. O Blue Grass Perfume by Elizabeth Arden tinha uma suave e doce fragrância floral que combinava lavanda, jasmim, entre outras. Nos anos seguintes a empresa lançou outros perfumes, que utilizavam a “fixação” (duração) como maior argumento. Os perfumes de ELIZABETH ARDEN usavam o seguinte slogan: “meu perfume dura 24 horas”.- - -
Quando começou a Segunda Guerra Mundial, Elizabeth lançou um batom vermelho chamado Montezuma Red, o qual era para ser usado pelas mulheres das forças armadas, para dar vida aos uniformes e um toque a mais de feminilidade. No período pós-guerra, na década de 50, a marca foi a primeira a introduzir no mercado fragrâncias voltadas exclusivamente para o público masculino. Elizabeth Arden morreu aos 88 anos, no mês de outubro de 1966, deixando uma herança de fórmulas de cremes e loções e maquiagem de qualidade, além de uma empresa com faturamento de US$ 66 milhões anuais. Sendo uma mulher modelo de determinação, confiança, poder e luta, fez seu sonho se tornar realidade, tornando-se um ícone feminino.
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Na década de 80 a empresa diversificou seu protifólio com a introdução de uma linha de protetores solares. Depois de passar pela mãos do Laboratório Eli Lilly e da Unilever, a ELIZABETH ARDEN se tornou uma empresa independente em 2003. Recentemente passou a contar com a bela atriz Catherine Zeta-Jones como o rosto de sua marca. O reposicionamento da marca visa conquistar a mulher atarefada que consegue conciliar o papel de profissional, mãe e esposa, como Catherine. Outra inovação recente da marca foi o lançamento da Elizabeth Arden Open for Beauty Express Stores, máquinas automáticas, localizadas dentro de shopping centers e lojas de departamento, que vendem produtos de maquiagem e tratamento de pele da marca.
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A linha do tempo1932 Lançamento de uma inovadora linha de batom com cores diferentes. Antes, os batons eram comercializados apenas em cores básicas.1934 Lançamento do Eight Hour Cream, um revolucionário creme facial. O creme fez enorme sucesso por mais de cinqüenta, ganhando o apelido de “Miracle Cream”, e foi re-lançado em 1989.1935 Lançamento da Stage & Screen, uma linha de maquiagens desenvolvida e direcionado ao segmento de cinema.1940 Lançamento da sua primeira linha de esmaltes.
1945
Introdução em seus salões e spas de uma linha de roupa assinada por Charles James. Depois, outros estilistas famosos assinaram as coleções como Antonio Castillo, Fernando Sarmi e Oscar de la Renta.
1953
Lançamento do perfume masculino Arden for Men.1989Lançamento do perfume feminino Red Door Perfume by Elizabeth Arden, uma mistura de rosas vermelhas, violetas, jasmim, lírios do vale, orquídeas e um toque de mel.1990 Lançamento do tratamento anti-rugas em cápsulas CERAMIDE. Desde seu lançamento o tratamento já vendeu mais de 500 milhões de cápsulas no mundo inteiro.1991● Lançamento do perfume feminino White Diamonds, que em pouco tempo se tornou o perfume mais vendido dos Estados Unidos.
1994
Lançamento do perfume feminino Sunflowers Perfume by Elizabeth, uma mistura exótica de melão, pêssego, jasmim e rosas.
Lançamento do True Love Perfume for Women by Elizabeth Arden, uma fragrância romântica com jasmim, sândalo, iris, lótus e outras flores.1999 Lançamento do Green Tea Perfume, que traz na composição o chá verde. No perfume homeopático, o aroma de chá verde ajuda a relaxar a mente, fortalecer o corpo e confortar a alma.2005 Lançamento do PREVAGE, um revolucionário creme anti-rugas. Era o primeiro tratamento cosmético elaborado com Idebenona, antioxidante que modifica a reação em corrente que faz com que a pele apresente um aspecto prematuramente envelhecido.2006 Lançamento do perfume feminino Elizabeth Arden Mediterranean, que contou com a atriz Catherine Zeta-Jones em sua campanha de divulgação.
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Os produtos
A ELIZABETH ARDEN possui um expressivo portifólio de produtos que abrangem uma completa linha de tratamento de pele, incluindo Ceramide, Intervene, Eight Hour Cream e o famoso creme anti-ruga PREVAGE, além de uma linha sofisticada de maquiagens e perfumes como Red Door, Elizabeth Arden 5th Avenue, Elizabeth Arden green tea, Elizabeth Arden Mediterranean e Elizabeth Arden Provocative Woman. A empresa ainda cria e fabrica perfumes para marcas de celebridades famosas como Mariah Carey, Hilary Duff, Britney Spears, Danielle Steel e Elizabeth Taylor e Usher; e grifes como Juicy Couture, Alberta Ferretti, Alfred Sung, Badgley Mischka, Bob Mackie, Geoffrey Beene, Halston, Liz Claiborne, Lucky Brand, Nanette Lepore, Gant e Rocawear.--
Red Door SPA
A necessidade de cuidar do corpo, da mente e do espírito está cada dia mais presente em nossa sociedade. Com a agitação das grandes cidades, as pessoas buscam por soluções que integrem beleza, saúde e bem-estar, com qualidade, eficiência e rapidez em serviços. É exatamente isso que oferecem os RED DOOR SPAS by ELIZABETH ARDEN. Em ambientes modernos e sofisticados, com ampla predominância da cor vermelha, cada SPA oferece uma compreensiva e diversa gama de serviços como tratamento de pele, massagens, tratamentos corporais, manicure, pedicure, cabelereiro e maquiagem. Além disso, é possível encontrar a mais variada linha de produtos com a marca ELIZABETH ARDEN.
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O Red Door Spa Holdings atualmente possui e opera mais de 31 unidades de serviço completo de SPA urbano e salões de beleza em todo os Estados Unidos e em Londres.
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Dado corporativos
● Origem: Estados Unidos● Fundação: 1911
● Fundador: Elizabeth Arden● Sede mundial: Miramar, Florida● Proprietário da marca: Elizabeth Arden Inc.● Capital aberto: Sim (2001)
● Chairman & CEO: E. Scott Beattie
● Faturamento: US$ 1.1 bilhões (2009)
● Lucro: US$ 19.5 milhões (2009)
● Valor de mercado: US$ 562.5 milhões (outubro/2010)
● SPAS: + 31● Presença global: 100 países● Presença no Brasil: Sim● Funcionários: 2.240● Segmento: Cosméticos● Principais produtos: Maquiagens e perfumes● Ícones: Os salões de beleza Red Door Spa● Slogan: First name in beauty.
● Website: http://www.elizabetharden.com/
-A marca no mundoOs produtos ELIZABETH ARDEN estão presentes em aproximadamente 100 países ao redor do mundo, sendo comercializados em lojas de departamentos e redes especializadas. A empresa ainda opera mais de 31 SPAS urbanos (uma mistura de salão de beleza, SPA day e loja). Sua linha de produtos é composta por mais de 300 itens de cosméticos e beleza, além de uma completa linha de perfumes.-Você sabia?
Seu nome virou sinônimo de luxo e glamour. Tanto que, na diplomacia, o termo “Circuito Elizabeth Arden” designa as embaixadas que estão situadas nas capitais mais visadas (Roma, Paris, Londres e Washington).

 Fonte: mundodasmarcas.blogspot.com

 

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“If you have a body, you are an athlete”. Pode parecer um exagero, mas não é. É verdade. Mesmo você, que não faz exercício físico, sabe disso. Já se você faz qualquer atividade física, sabe melhor do que ninguém que a afirmação é rigorosamente verdadeira. Seja como for, mais que uma simples frase, ela é a síntese da missão da NIKE que há quase 40 anos atrás produzia tênis e hoje fabrica desejos. Quem os compra, leva de brinde todo um ideal de vitória. Mesmo que não ganhe uma medalha sequer, em qualquer competição esportiva. Tênis e uma centena de outros produtos são apenas um endosso. Seu logotipo que não carrega mais o nome da marca dispensa explicações. Talvez seja a mais contundente e representativa síntese gráfica de uma marca. Nenhuma outra marca ligada aos esportes voou tão alto nas asas de sua originalidade e relação com seus consumidores. O slogan “Just do it” passa idéia de simplicidade. Mas não é tão fácil assim inovar e se manter no topo por tanto tempo. No entanto, é o que a NIKE faz. E há décadas. NIKE é um mito que patrocina mitos.
A história
A idéia de criar a NIKE surgiu de um projeto de MBA de Phil Knight, um ex-atleta de corridas de média distância da universidade de Oregon, enquanto este freqüentava o curso de gestão administrativa da universidade de Standford. Ele acreditava que, ao importar tênis que eram fabricados no Japão, utilizando mão-de-obra barata, poderia conquistar uma parcela de mercado da marca alemã Adidas. Começou então pelos tênis de atletismo. Em 1963 foi ao Japão negociar com a marca Tiger a importação e representação de tênis para atletismo, com o objetivo de introduzi-los no mercado americano, que até aquele momento era dominado por marcas alemãs. No ano seguinte a primeira remessa de 300 pares da Tiger chegava à cidade de Portland, no Oregon, costa oeste dos Estados Unidos, em nome da empresa Blue Ribbon Sports, que Phil Knight e Bill Bowerman, seu treinador de atletismo na universidade de Oregon, haviam criado em janeiro com apenas US$ 1.000 e um aperto de mão. No primeiro ano a empresa faturou US$ 8.000.


Bill prontamente modificou o modelo, incorporando ao tênis a primeira entressola completamente acolchoada, inovação radical para a época. O tênis caiu no gosto do público e tornou-se o modelo da Tiger mais vendido em 1968. A dedicação à corrida era tanta que ambos sentiram a necessidade de um tênis que pudesse contribuir para a melhoria do desempenho do atleta. Bowerman decidiu então, em 1970, testar um solado de forma inusitada, mas que acabou dando certo: despejou borracha na chapa de waffles da esposa para criar um solado melhor, mais leve e durável. Surgia então um tênis com uma sola leve e ondulada, muito mais aderente e considerada revolucionária para a época. Começaram então a produzirem seus próprios tênis.


Esta parceria não poderia ser melhor, além de grandes amigos, ambos entendiam do negócio que estavam começando. Enquanto Phil vendia os tênis no porta-malas de seu carro nas competições de atletismo, Bill cuidava do desenvolvimento e design de novos modelos. A partir daqui a tecnologia ligada ao esporte nunca mais seria a mesma. Mas os novos tênis com a primeira entressola inteiriça da história, que seriam produzidos inicialmente no México, precisavam de uma marca.

E isto aconteceu no ano de 1971, quando a jovem estudante de design gráfico, Carolyn Davidson, criou por míseros US$ 35 o famoso símbolo da marca, chamado Swoosh. O nome Nike surgiu logo depois e foi por sugestão de Jeff Johnson, ex-rival de Phil nas pistas de atletismo e primeiro funcionário da Blue Ribbon Sports, que havia sonhado com a Deusa grega da vitória, “NIKÉ” (pronuncia-se niqué). Diziam os gregos que a Deusa podia voar e correr em grandes velocidades. E nada mais apropriado para a nova marca que surgia.

A primeira aparição oficial da marca em eventos esportivos foi em 1972, nas classificatórias olímpicas realizadas no Oregon. Os atletas da maratona que usaram tênis NIKE CORTEZ classificaram-se entre o 4º e o 7º lugar, enquanto os atletas da marca Adidas conquistaram os primeiros três lugares. Para promover a marca, a empresa confeccionou camisetas distribuídas durante as eliminatórias, sendo o primeiro item de vestuário da NIKE. Desde os corredores até fãs e juízes usaram as camisetas. Foi neste mesmo ano que o Canadá se tornou o primeiro país estrangeiro a receber os produtos da marca. Neste período Bowerman melhorou o material das solas utilizando borracha mais flexível, mais elástica e menos compacta. Em 1976, nas eliminatórias olímpicas americanas na cidade de Eugene, os tênis NIKE eram vistos em abundância nos pés de jovens promessas do atletismo.


Sua verdadeira expansão internacional começou em 1978, ano em que a empresa passou a ser oficialmente chamada NIKE Inc., com a entrada no mercado sul-americano e distribuição dos produtos no continente europeu. O ano de 1980 foi marcado pela inauguração do primeiro laboratório de pesquisa e desenvolvimento da empresa, onde era possível testar vários aspectos da biomecânica e da fisiologia do corpo humano. Pouco depois, em 1982, ingressou no mercado europeu de futebol ao firmar contrato de patrocínio com o time francês do Paris Saint-Germain. Nesta época a empresa já possuía uma linha de tênis com mais de 200 modelos. No final desta década, em 1988, a NIKE ingressou no segmento de calçados não esportivos ao adquirir a Cole Haan, uma marca Premium de sapatos e acessórios. A década de 80 foi marcada por grandes sucessos, principalmente os tênis NIKE Air e Air Jordan, que se tornaram objetos de desejo entre os jovens do mundo inteiro.


Depois de passar por um período difícil entre 1993 e 1997, devido a um plano de expansão e acusações de utilização de mão de obra infantil em suas fábricas no continente asiático, o que levou a uma forte queda nas vendas e conseqüentemente no faturamento, a NIKE se reposicionou: “decidimos que éramos uma empresa de artigos esportivos e não apenas uma empresa de calçados”, afirmou Phil Knight. Além disso, a NIKE resolveu entrar para valer na briga direta pelo mercado de futebol. A nova visão traduziu-se em contratos de publicidade e patrocínios que tinham como objetivo alcançar uma audiência esportiva mais ampla, patrocinando assim atletas individuais, como o jogador de golfe Tiger Woods. No mês de fevereiro de 2002 anunciou a compra da marca de roupas e equipamentos de surfe Hurley. No ano seguinte, comprou a fabricante do tradicional tênis All Star, a Converse, por US$ 305 milhões. A compra da marca All Star iria ajudar a ocupar um espaço que a marca ainda não havia conseguido se fixar: tênis de preço mais acessível. Nesta época, a NIKE se tornou verdadeiramente uma marca global, com o faturamento mundial superando o do mercado americano.


A campanha Joga Bonito, lançada em 2006, foi um sucesso mundial para a NIKE. Nela, o ex-jogador francês Eric Cantona, frustrado com os aspectos negativos do futebol, cria uma emissora para transmitir seu próprio manifesto defendendo os atributos que podem salvar o esporte que ele ama: honra, garra, habilidade, alegria e espírito de equipe. Para tanto, ele contou com a ajuda de craques como os brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno, o francês Thierry Henry e o inglês Wayne Rooney. O sucesso da campanha foi refletido em números: a marca vendeu mais de 2.4 milhões de uniformes e aproximadamente 23 milhões de pares de chuteiras em todo o mundo, consolidando assim uma posição de liderança, ao lado da rival Adidas, no mercado de futebol. Em 2007 surpreendeu o mundo ao adquirir por US$ 582 milhões a tradicional britânica UMBRO, marca com uma sólida herança e com uma profunda experiência no esporte mais popular do mundo e no maior mercado de futebol do mundo, acirrando ainda mais a guerra com a rival Adidas.

Em 2008, os Jogos Olímpicos na China serviram de palco para a apresentação da tecnologia Flywire, que permitia mudar a forma como calçados eram projetados, reduzindo ao mínimo a quantidade de tecido necessária para estruturar o tênis. Essa nova tecnologia, que consumiu sete anos de pesquisas, foi inspirada nas famosas pontes suspensas. Atualmente a NIKE trabalha com duas grandes categorias de produtos: Performance (produtos para uso esportivo) e Sports Culture (produtos para uso casual inspirados no esporte). Por tudo isso, a NIKE pertence àquele escasso time de empresas reputadas por revolucionar o setor em que operam. Maior fabricante mundial de artigos esportivos, a empresa foi pioneira no movimento de terceirização da produção, que acabou por se tornar um padrão global. Sem fábricas próprias, a NIKE passou a se concentrar na inteligência de marketing, design e inovação. Também transformou sua marca em um ícone mundial ao casar cultura popular com esportes e elevar o culto ao atleta a um ponto nunca antes imaginado. Nesse processo, criou o marketing esportivo moderno e produziu uma legião de milionários.



A linha do tempo
1972
Lançamento do NIKE CORTEZ, primeiro tênis produzido pela empresa, confeccionado em náilon e camurça, e que desde então se tornou um símbolo dentro da NIKE. O tênis foi batizado com o nome do conquistador espanhol que dominou o México no século XVI. Desde gangues em Los Angeles, descendentes de mexicanos, motoqueiros, grafiteiros, artistas e roqueiros, muita gente adotou o modelo como “tênis oficial” nos anos 80 e 90.
Introdução de sua primeira linha de calçados, entre eles o conhecido “Moon Shoe”, com seu solado baseado em “waffles”, distribuído largamente em competições eliminatórias de atletismo pelos Estados Unidos.
Lançamento do NIKE BLAZER MID, tênis inspirado em um modelo utilizado pelo jogador de basquete George “Iceman” Gervin do San Antonio Spurs durante a década de 70.
1974
Lançamento do NIKE WAFFLE TRAINER, um tênis para treinamento com o tradicional solado waffle.
1975
Lançamento do NIKE ELITE, tênis de corrida que rapidamente se tornou um dos mais estrondosos sucessos da marca.
1977
Criação do NIKE AW77, um agasalho clássico de meio zíper com capuz estilo mergulhador com camadas múltiplas. O AW77, que significa “Athletics West 1977”, primeira organização americana apoiada pela NIKE, que dava suporte aos atletas americanos para que pudessem se dedicar inteiramente a seus treinamentos, foi criado por Geoff Hollister, terceiro funcionário na história da empresa.
1978
Lançamento do NIKE WALLY WAFFLE, BURT BRUIN e ROBBIE ROAD RACER, primeira linha da marca voltada para o público infantil.
Lançamento do NIKE WINDRUNNER, o tradicional agasalho de náilon para corrida, desenvolvido para resistir ao clima (chuva e vento) e oferecer condições máximas de desempenho aos atletas.
1979
Lançamento do NIKE TAILWIND, primeiro tênis com bolsas de ar no solado. Os famosos tênis havia estreado no dia 30 de novembro de 1978 na maratona de Honolulu nos pés de pouquíssimos e selecionados atletas.
Lançamento do NIKE APPAREL, a linha de acessórios, vestuário e equipamentos da marca.
1982
Lançamento do NIKE AIR FORCE I, primeiro tênis de basquete a utilizar a tecnologia Air, e do NIKE AIR ACE, voltado para a prática do tênis.
1985
Lançamento do AIR JORDAN, um tênis para a prática do basquete e primeiro produto de uma extensa linha com a assinatura do jogador de basquete Michael Jordan.
Lançamento do NIKE DUNK, um tênis de basquete que se tornou uma verdadeira febre entre as equipes universitárias da época. O modelo foi então foi re-lançado em 1998 e se tornou um ícone da marca, presença constante desde então nos pés de skatistas até em quadras de basquete.
1986
Lançamento das linhas de vestuário e equipamentos para basquete e tênis, endossadas por Michael Jordan e Jonh McEnroe, respectivamente.
1987
Lançamento dos tênis NIKE AIR e AIR CROSS TRAINING, este último voltado para a prática da ginástica aeróbica.
1988
Lançamento do NIKE AIR STAB, um tênis que utilizava a nova tecnologia de estabilização chamada Footbridge.
1990
Inauguração de sua primeira mega loja temática e conceitual, conhecida como NIKETOWN, no centro da cidade de Portland.
Lançamento do NIKE AIR MAX, uma evolução do tradicional tênis NIKE Air.
1991
Lançamento da linha de acessórios FIT, uma malha têxtil de alta tecnologia.
Lançamento do NIKE AIR HUARACHE, tênis que utilizava a tecnologia Huarache Fit.
Lançamento do NIKE AIR MAX 180, tendo como principal característica a visibilidade de toda a bolsa de ar na parte traseira do tênis. 1994
Lançamento da NIKE AIR DESCHUTZ, uma sandália que se tornou um dos produtos mais vendidos da marca.
1995
Lançamento do NIKE ZOOM AIR, sistema de amortecimento de baixo perfil que oferecia proteção contra impactos.
1996
Lançamento da NIKE EYEWEAR, uma linha de óculos modernos e arrojados.
1997
Lançamento do NIKE TRIAX, primeiro relógio especificamente desenvolvido para atletas, que continha a caixa “torcida” para se adaptar melhor ao pulso. Com o passar dos anos inúmeros modelos foram introduzidos no mercado.
1998
Lançamento da NIKE MERCURIAL, chuteira mais leve do mundo na época, proporcionando mais aderência e conseqüentemente maior velocidade e precisão no chute.
Lançamento da NIKE AIR ZOOM M9, primeira chuteira feminina assinada pela jogadora americana de futebol Mia Hamm.
Lançamento das famosas NIKE GOLF BALLS (bolas de golfe).



1999
Lançamento do NIKEID.com, um site que disponibilizava vários modelos de tênis, malas e relógios com inúmeras opções de personalização, permitindo ao cliente adaptar o modelo com suas próprias especificações, escolhendo as cores e o estilo que expressavam sua identidade. “Just do it – yourself” era a mensagem da NIKE para os clientes que procuravam produtos personalizados.
2000
Lançamento do NIKE AIR PRESTO, um revolucionário tênis de corrida, lançado em seis tamanhos diferentes e várias cores.
Lançamento da tecnologia SHOX, um sistema extremamente moderno utilizando colunas em forma de molas nos solados de seus tênis.
Lançamento do SWIFT SUIT, uma roupa que reduzia o atrito com a pele em até 7%, podendo assim representar uma melhora de 0,02 segundos em uma prova de 100 metros rasos. A roupa, um estranho macacão com capuz, criada para facilitar a aerodinâmica do corpo nas provas de curta distância se tornou sensação nas Olimpíadas de Sydney.
2001
Inauguração da NIKE GODDESS, uma loja totalmente voltada para o público feminino, que abriu sua primeira unidade na cidade californiana de Newport Beach. Em 2004, a rede de lojas foi renomeada passando a chamar NIKEWOMEN.
2002
Lançamento da NIKE COOL MOTION, uma tecnologia inovadora, aplicada em roupas, baseada no conceito de duas camadas. A camisa e o calção apresentam dois tecidos, um que fica em contato com a pele e tem a tecnologia DRI-FIT, e um externo, impermeável, com elasticidade e recortes em mesh (tecido com orifícios), que maximizam a regulagem térmica através do movimento do jogador.
Lançamento dos primeiros tacos de golfe profissionais da marca. O esporte se tornou tão importante para a empresa, que foi criada uma divisão chamada NIKE GOLF, atualmente a maior do mundo no segmento.
Lançamento do NIKE GO, um programa comunitário que visava a prática de atividade física nos jovens americanos.
2004
Lançamento da NIKE TOTAL 90, uma linha de bolas, chuteiras e roupas voltadas para o futebol.
2005
Lançamento da NIKE HERITAGE, uma linha de calçado, vestuário e equipamento que expressava a identidade da marca ao longo de sua história.
Lançamento do NIKE FREE, tênis que permitia total sensibilidade e flexibilidade em alta performance.
Lançamento da NIKE MAXSIGHT, lentes de contato coloridas anti-reflexo para utilização em vários esportes.
2006
Lançamento do NIKE AIR MAX 360, um tênis revolucionário que não possuía entressola, apenas ar.
Lançamento do NIKE+ iPod SPORT KIT, um sistema sem fios que permite que o tênis NIKE+ comunique-se com o iPod Nano, fornecendo dados sobre a corrida do atleta.
2007
Lançamento do NIKE AIR NATIVE N7, um tênis desenhado especificamente para os índios americanos, atendendo os requisitos de forma e largura dos pés dos nativos, com design inspirado em sua cultura. Para desenvolver o primeiro tênis para uma etnia ou raça específica, foram realizadas pesquisas com 200 índios de 70 tribos norte-americanas antes do lançamento do produto.
2008
Lançamento do NIKE ZOOM VICTORY, tênis de corrida mais leve do mundo pesando apenas 93 gramas, possui pinos no solado, corpo feito de náilon plastificado e sustentado por dezenas de fios de carbono. O tênis é 27 gramas mais leve que seu antecessor (sapatilha GOLDEN) que ajudou o americano Michael Johnson a ganhar medalhas de ouro nas provas de 200 e 400 metros nas Olimpíadas de Atlanta em 1996.
Lançamento do NIKE LUNARLITE, um tênis composto de espuma especial (inspirada na chegada do Homem à Lua), que permite corridas com menor desgaste físico.
Lançamento do AIR JORDAN XX3, um tênis de basquete que utiliza as mais avançadas tecnologias para comemorar os 23 anos de total supremacia do maior jogador de basquete da história.
Introdução da Flywire, uma avançada tecnologia que consumiu sete anos para ser desenvolvida e se inspirou em pontes suspensas, que utilizam cabos para dar solidez às suas estruturas. Em vez de se apoiar em camadas de tecidos para estruturar o calçado, o sistema usa a costura de fios finos e super-resistentes. Além de permitir a combinação de leveza com resistência, o Flywire utiliza um método de produção com máquinas de costura automatizadas. Os primeiros pares de tênis usando o sistema foram apresentados nas pistas de corrida da Olimpíada da China. Hoje, ele é usado em vários produtos, inclusive os tênis de basquete.
2009
Lançamento da PRO COMBAT, uma nova linha de produtos para esportes de contato composta por acessórios que se ajustam perfeitamente ao corpo do atleta, mantendo-o sempre seco, protegido e com total liberdade de movimentos.
2011
Lançamento do NIKE LUNAR ELITE+2, um tênis de velocidade que reúne estabilidade e agilidade para uma corrida mais rápida. O tênis tem como principal característica a entressola mais baixa, feita com espumas de menores densidades que proporcionam estabilidade e uma resposta mais rápida nas corridas em velocidade.


Nike Air: a lenda
Em toda empresa sempre existe um produto que marca literalmente sua história. Revolucionário, pioneiro e campeão de vendas. Na NIKE não foi diferente. Ela não seria o que é hoje se não fosse o NIKE AIR. Esta tecnologia revolucionária e exclusiva de amortecimento começou a ser desenvolvida em 1978, oferecendo excelente amortecimento e maior leveza aos atletas. A bolsa de ar era embutida na entressola do tênis, oferecendo uma solução durável, leve e versátil. Como a bolsa de ar não era visível, sua existência era indicada pela palavra AIR. Este sistema foi desenvolvido por Frank Rudy, um ex-engenheiro da NASA e maratonista. Após aperfeiçoamentos necessários, em 1979 foi lançado o NIKE Tailwind. Essa tecnologia não parou de ser desenvolvida, até que em 1987 surgia o NIKE AIR pelas mãos do ex-atleta Tink Hatfield que projetou o modelo que revolucionaria o mercado. A força bruta e repetitiva do esporte poderia ocasionar sérios danos ao corpo e ao desempenho do atleta. Para absorver e dispersar a força destes impactos, a NIKE desenvolveu bolsas de grande volume, compostas por câmaras de ar. A bolsa de ar, agora visível, facilitava a identificação do produto.


Em 1990, com pequenas modificações e variedades de modelos, foi introduzido o Air Max ’90. Seu sucessor, o Air Max 180, foi lançado mundialmente no mercado em 1991, e tinha como principal característica a visibilidade de toda a bolsa de ar na parte traseira. Dois anos depois, uma nova tecnologia chamada Blow Molding, onde as bolsas de ar, com o dobro de densidade, envolviam a parte do calcanhar, absorvendo o impacto na planta do pé, foi introduzida no Air Max ’93. No modelo Air Max ’95, a novidade eram que as bolsas de ar se moviam para a parte dianteira do pé. Com neon na parte da frente, o tênis recoberto com nubook em um degrade que ia do cinza-claro ao cinza-escuro e sola preta, era um modelo sem precedentes no mercado. A primeira sola com bolsas de ar em toda sua extensão que permitiam literalmente caminhar sobre o ar foi introduzida no modelo Air Max ’97 com sua famosa cor prateada. Em 2000 surgiu o Air Presto, apelidado de “camiseta para seus pés”, de tão confortável e leve. Em 2003 foi a vez do Air Max ’03 ser introduzido no mercado. Quando todos já achavam que havia acabado as evoluções deste modelo, a NIKE surpreendeu e lançou, em 2006, um modelo revolucionário chamado Air Max 360. Sem entressola, apenas ar! Era o mais leve da história deste modelo. As mais recentes novidades da linha são o Air Max Trainer 1+ e o Air Max Turbulence (2010).


Uma experiência única
As lojas hoje em dia devem tornar-se algo mais do que apenas um simples lugar para compras. Devem ser um ambiente que ofereça um mundo de experiências multissensoriais, destinadas a criar um vínculo emocional com o consumidor. Pensando nisso, a NIKETOWN foi desenvolvida e criada em 1990 na cidade de Portland. A música era vibrante e tudo estava relacionado ao “estilo de vida NIKE”, que faz dos esportes e seus astros o seu principal apelo. Os andares estavam divididos pela finalidade de uso dos produtos - basquete, beisebol, corrida, futebol, etc. - e cada espaço tinha atletas que o simbolizam. Michael Jordan e seus parceiros estavam enormes nas fotos, em seus melhores momentos. A maioria dos espaços tinha sons e vídeos relacionados ao esporte, criando um ambiente único. O sucesso da loja foi tamanho, que a NIKE resolveu inaugurar outras unidades em cidades como Chicago (1992), Atlanta (1993), Costa Mesa (1994), Seattle (1996) e Nova York (1996). Esta última é a Flagship (loja âncora) da marca localizada em Manhattan. O projeto e a execução consumiram 4 anos de trabalho. O prédio encontrado propiciava a transformação almejada: queriam que a loja parecesse os antigos e grandes ginásios urbanos encontrados nas metrópoles americanas. A fachada é exatamente isto. Depois vieram as unidades de Boston (1997), Honolulu (1997), Denver (1999), Miami (1998), Londres (1999), tornando-se a primeira loja internacional da marca, seguida pela de Berlin e finalmente Paris (2003), no luxuoso endereço da Champs d’Elysees.


A NIKE inaugurou, no dia 13 de novembro de 2008, sua primeira loja própria no Brasil, e um dos pontos altos do espaço, localizado na Praça dos Omaguás, em Pinheiros (São Paulo), é o projeto arquitetônico, que teve como inspiração a estética dos antigos ginásios esportivos e a cultura urbana. Desenvolvida pelas equipes de arquitetura e marketing da Nike e a LAB, escritório dos arquitetos Marino Barros e Rodrigo Leopoldi, a loja conta com mais de 230 m² de área. Uma das preocupações dos profissionais foi reforçar o contato com o território urbano, sendo o chão quase uma extensão natural da rua. A loja vende, com exclusividade, alguns modelos específicos dos ícones da marca, a maioria itens de colecionador e edições limitadas. Alguns deles são as edições especiais do tênis Dunk e Cortez, além de camisetas, moletons e windrunners (os tradicionais agasalhos para a prática da corrida, inclusive na chuva). Atualmente a NIKE possui quase 30 lojas próprias no Brasil.


A sede
A sede mundial da NIKE, conhecida como World’s Headquarters (WHQ) e inaugurada no mês de junho de 1990, está localizada em Beaverton, uma pequena cidade localizada no estado de Oregon, no Condado de Washington. As suas instalações verdejantes, perto de Portland, refletem sua obsessão pelo esporte. A rua de entrada no complexo se chama Bowerman e o primeiro prédio, batizado de Prefontaine, funciona como um misto de museu e capela, onde se venera a história corporativa da NIKE. O complexo de 370.000 m² é formado por 17 enormes prédios que mais parecem uma universidade. Em nenhum outro lugar isso se torna mais evidente do que no edifício de design de calçados, conhecido como Nike Sports Research Lab (NSRL), cuja atmosfera lembra muito o ambiente estudantil. O edifício é impressionante: há campos para a prática esportiva (entre eles uma pista de 70 metros, equipada com câmeras que captam até 2 mil enquadramentos por segundo e são capazes de gerar imagens tridimensionais utilizadas para analisar os movimentos de um corredor; além de um gramado artificial usado para testes de produtos voltados para o futebol e uma quadra de basquete) e ambientes climatizados controlados por computador. Esses laboratórios climatizados permitem que os engenheiros testem os produtos em atletas simulando as mais variadas condições climáticas, controlando temperatura, umidade e luz do sol. Em meio a tanta tecnologia, uma das estrelas do LAB é uma caixa preta com um furo no topo para colocar o pé. O equipamento foi desenvolvido em parceria com diferentes universidades. Com aparência de um caixote sem graça, oculto em seu interior há um equipamento de laser e oito câmeras minúsculas, que gravam em detalhes milimétricos as dimensões de um pé e transmitem essas informações para uma máquina de modelagem.


Outro prédio, que homenageia a jogadora de futebol Mia Hamm, ocupa uma importância prioritária na estratégia da NIKE. Afinal, é justamente neste edifício que literalmente palpita o centro nervoso dos processos de inovação da marca americana; e onde estão localizados o departamento de designer, as bibliotecas de materiais e um laboratório de tendências. O mais importante desses laboratórios, onde trabalham 75 cientistas, foi popularmente batizado de “Cozinha da Inovação”, um dos redutos mais secretos e reclusos do campus, onde não é permitido tirar fotos em 75% dos prédios. Esse laboratório, que começou a ser idealizado em 1999, é descrito como um lugar caótico, repleto de computadores, bancadas de trabalho e vários tipos de equipamentos para a produção de calçados e vestuários. Clientes só podem entrar na “Cozinha” depois de assinar um contrato de confidencialidade. Cada prédio de sua sede tem o nome de um atleta, que foi ou é essencial para o crescimento da empresa. John McEnroe (prédio que abriga os escritórios dos principais executivos), Tiger Woods (prédio do centro de convenções), Lance Armstrong (academia de ginástica), Steve Prefontaine (museu), Bo Jackson (academia), Mia Hamm (maior prédio do campus) e Michael Jordan são homenageados. Suas imagens enormes estão estampadas nas paredes externas em momentos gloriosos.


Os funcionários, aproximadamente 7 mil trabalham lá, são pessoas ativas que tiram vantagem da enorme estrutura esportiva que o complexo possui. Uma vida saudável é a palavra de ordem lá. Pistas de cooper, campos de futebol, quadras de tênis, piscinas cobertas e climatizadas e duas enormes e modernas academias batizadas com nome do ciclista Lance Armstrong e do jogador de futebol americano Bo Jackson, dois importantes atletas que foram patrocinados pela empresa. Sem contar os instrutores e um completo programa de treinamento a disposição.


Uma das áreas centrais do complexo é dominada por dois gramados de futebol profissionais, batizados de Ronaldo Fields, em referência ao jogador brasileiro que até hoje é um dos atletas mais importantes da marca. É praticamente impossível olhar para qualquer lado e não se deparar com uma fotografia, um pôster, um aparelho de televisão ou uma peça de memorabilia que lembre aos funcionários e visitantes que se está em um templo dedicado a esportistas. O enorme complexo conta ainda com restaurantes, uma mega-loja para funcionários (chamada de “Beaverton Employee Store”) e paisagens naturais belíssimas. Anexa ao complexo está localizada a Air Factory, fábrica onde são produzidos e testados os modelos NIKE AIR. Em uma visita guiada é possível acompanhar todas as etapas e as tecnologias utilizadas na produção do modelo mais famoso da empresa.





Campanhas que fizeram história
A história da NIKE com a propaganda é recheada de momentos marcantes. Começou em 1977 com um de seus primeiros slogans que dizia: There is no finish line (Não há linha final). A sorte da marca começou a mudar em 1982, quando a agência de publicidade Wieden & Kennedy foi fundada em Portland. Segundo muitos, ela foi criada justamente para atender a conta publicitária da NIKE que se tornaria seu cliente mais fiel e conhecido. E a primeira grande campanha foi um verdadeiro sucesso. Chegou em 1988 com o famoso slogan JUST DO IT (algo como “Apenas Faça”). Muito mais que um simples slogan, esse conceito transformou-se em uma espécie de declaração universal dos objetivos de todo atleta, em qualquer parte do mundo. A idéia de que, diante do esforço, não há fronteiras, é a expressão moderna dos ideais gregos, que praticavam o esporte como busca da perfeição e do belo. Porém, o melhor ainda estava por vir. Em 1989, a campanha estrelada pelo astro Bo Jackson, um atleta versátil, jogador de futebol americano e baseball profissional, introduziu no mercado um dos slogans mais famosos da publicidade americana: BO KNOWS. Campanhas dirigidas pelo cineasta Spike Lee também ajudaram a colocar o logotipo da NIKE no imaginário popular do planeta.



A controvérsia sempre esteve presente em suas campanhas publicitárias. E uma das que mais causou discórdia foi a campanha para as Olimpíadas de Atlanta em 1996. O slogan You Don’t Win Silver — You Lose Gold (Você não ganha a Prata – Perde o Ouro), ia contra todo o ideal olímpico de confraternização, onde o importante é competir. As críticas surgiram de todos os lados, inclusive dos atletas que conquistaram medalhas de Prata e Bronze. A NIKE não deu bola e seguiu em frente. A marca foi eleita anunciante do ano em 1994 e 2003.




Uma campanha de US$ 100 milhões
Em março de 2002, vésperas da Copa do Mundo de Futebol, a NIKE iniciou uma campanha mundial de marketing estimada em US$ 100 milhões, criada em torno do que chamou de “Secret Tournament”. A fase “provocativa” da campanha começou em março com propagandas que não mostravam mais do que um par de chuteiras de futebol e um escorpião, um símbolo do “estilo rápido e mortal de jogo” com o qual a NIKE queria ser identificada. Para os curiosos, havia uma referência ao endereço eletrônico nikefootball.com, onde os visitantes poderiam jogar videogames e aprender mais sobre o torneio em 12 idiomas. A fase de “excitação” do torneio começou em abril, com uma série de comerciais retratando um ambiente sombrio e agressivo que evocava a Austrália pós-apocalíptica do filme Mad Max e a alienação do Clube da Luta. Clique no ícone abaixo para assistir ao comercial.





Oito equipes de três jogadores, compostas pelas principais estrelas do futebol mundial como Ronaldinho Gaúcho, Thierry Henry, Francesco Totti, Roberto Carlos, Hidetoshi Nakata, Edgard Davids, Luis Figo, Javier Saviola, Lilian Thuram, Ronaldo, Denílson, Hernan Crespo e até o aposentado francês Eric Cantona, no papel de mediador, disputavam um torneio de partidas do tipo morte-súbita em um pequeno campo dentro de uma jaula de aço em um enorme navio.

Por fim a fase de “envolvimento” da campanha foi lançada em junho, quando a marca instituiu campos na Cidade do México, Tóquio, Roma e em 10 outras cidades para realizar torneios para jogadores iniciantes. Quase dois milhões de jogadores participaram. Na época da Copa do Mundo de 2002, realizada em junho, a NIKE fez sentir sua presença no mundo do futebol. Oito dos 32 participantes usaram uniformes da marca, inclusive o Brasil, que venceu a competição pela quinta vez. No jogo final, Ronaldo fez dois gols usando um par de chuteiras cromadas Nike Mercurial Vapors. Foi justamente esta Copa do Mundo que mudou a história da marca. Pela primeira vez as vendas internacionais superaram as receitas americanas. Em 2003 os calçados para futebol tiveram crescimento nas vendas de 46%. O futebol deu a Ásia à NIKE. A empresa, que já havia somado pontos importantes no continente com as roupas, tênis e acessórios para beisebol e basquete, conquistou de vez japoneses, chineses e coreanos com a febre da bola que tomou conta da região neste início de século.
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A mais recente campanha mundial da NIKE para o futebol, lançada em 2010, é intitulada “Escreva o Futuro” (”Write the Future”, em inglês). A nova campanha mostra através de comerciais repletos de emoção o impacto dos momentos fundamentais de um jogo que vão além dos 90 minutos, onde um simples instante pode levar um jogador de futebol a receber as maiores demonstrações de reconhecimento ou cair no esquecimento absoluto. Estrelam a campanha global algumas das maiores estrelas do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, Didier Drogba, Wayne Rooney, Fabio Cannavaro, Frank Ribéry, Iniesta, Fábregas, Theo Walcott, Patrice Evra, Gerard Piqué, Ronaldinho Gaúcho, Donovan e Thiago Silva, além da lenda do tênis Roger Federer e da estrela da NBA, Kobe Bryant. Homer Simpson completa o time de estrelas convidadas.




O marketing esportivo
Por ano a NIKE desembolsa aproximdamente US$ 2 bilhões, que corresponde a 10% de seu faturamento anual, em publicidade e contratação de atletas renomados como garotos-propaganda. A história começou com o tenista romeno Llie Nastase, primeira atleta a firmar contrato para utilização dos tênis NIKE em 1972. A outra parte da história teve início com o corredor de longa distância americano Steve Prefontaine, patrocinado pela empresa em 1973 e conhecido não apenas por ter batido todos os recordes americanos entre os 2.000 e 10.000 metros na década de 70, mas também por sua determinação e beleza. Steve morreu tragicamente aos 24 anos em um acidente de automóvel, pouco antes das Olimpíadas de 1976, em Montreal, no Canadá. Sua história virou filme, e a NIKE seguiu em frente.




Outros atletas assinaram contratos com a empresa como o controverso tenista John McEnroe (1978); o corredor Carl Lewis (1980), o jogador de basquete da Universidade da Carolina do Norte chamado Michael Jordan (1985), que viria se tornar seu mais conhecido garoto-propaganda; os tenistas André Agassi (1988) e Pete Sampras; o jogador Ronaldo (1994); o golfista, até então amador, Tiger Woods (1996), que hoje possui um contrato de 5 anos no valor de US$ 100 milhões; o jogador Ronaldinho Gaúcho (1998); o astro do basquete LeBron James (2003); entre muitos outros, como a bela tenista Maria Sharapova, que voltou a ser a esportista mais bem paga do mundo ao renovar o seu contrato com a marca em 2010, no valor de US$ 70 milhões. Esse time de astros é muito mais que apenas atletas patrocinados. São colaboradores. Eles testam os produtos e sugerem inovações.




Nas Olimpíadas de Atlanta em 1996, o velocista Michael Johnson usou uma criação sua, o Gold Shoe, uma sapatilha dourada (mais leve calçado esportivo já projetado). Tornou-se, aos 29 anos, o único homem até então a vencer as provas de 200 e 400 metros rasos na mesma Olimpíada. Outro exemplo é a chuteira Mercurial, criada a partir de informações do jogador Ronaldo e testada por ele até a versão final. O mesmo ocorreu com a chuteira Tiempo, usada por Ronaldinho Gaúcho.





Um esporte em especial foi essencial para o crescimento da marca, o futebol, considerado o esporte número um do mundo. Em 1994, a marca possuía apenas 2% do mercado de equipamentos para futebol. Para derrotar a marca líder do mercado, a Adidas, se concentrou em jogadores de futebol jovens e talentosos. Para atingir esses atletas, assinou contratos de propaganda com astros da Argentina, Grã-Bretanha, Brasil, Portugal, México, China e Japão. Também procurou jogadores que expressassem e incorporassem um estilo de futebol mais rápido e centrado no ataque “em contraste com o estilo defensivo e metódico conhecido como futebol alemão”, uma clara provocação a sua rival germânica. Ao associar sua imagem à de estrelas de diferentes esportes, a empresa quer comunicar que todos nós podemos ser atletas, desenvolver aquele espírito competitivo retratado em suas campanhas publicitárias e, quem sabe, chegar lá um dia.




Atualmente o time de craques da NIKE é composto pelos jogadores brasileiros Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Neymar, Paulo Henrique Ganso, Maicon, Alexandre Pato, Luis Fabiano, Daniel Alves, Nilmar e Thiago Silva; o português Cristiano Ronaldo; os ingleses Wayne Rooney e Rio Ferdinand; os argentinos Carlito Tévez, Sérgio Aguero e Javier Mascherano; os italianos Andréa Prilo, Fabio Cannavaro, Mario Balotelli e Gianluca Zambrotta; os americanos Landon Donovan, Tim Howard, Clint Dempsey e Carlos Bocanegra; os espanhóis Carles Puyol, Andrés Iniesta, Cesc Fabregas, Gerard Piqué e Fernando Torres; os alemães Miroslav Klose e Mesut Ozil; o sueco Zlatan Ibrahimovic; o marfinês Didier Drogba; os franceses Frank Ribéry e Patrice Evra; o russo Andrey Arshavin; o mexicano Rafael Márquez; o chileno Jorge Valdivia; e os holandeses Rafael Van De Vaart e Wesley Sneijder. Clubes e seleções também são alvo da NIKE. Atualmente a empresa gasta milhões de dólares para fornecer materiais esportivos para as seleções nacionais como da França (US$ 62.8 milhões/ano), Brasil (US$ 45 milhões/ano), Estados Unidos, Holanda, Portugal, Sérvia, Austrália, Nova Zelândia e Coréia do Sul, além de times como Barcelona (US$ 44 milhões/ano), Manchester United (US$ 44 milhões/ano), Arsenal (US$ 25 milhões/ano), Porto (US$ 16.4 milhões/ano), Juventus (US$ 16 milhões/ano), Internazionale, Atlético de Madrid, Werder Bremen, Boca Juniors, PSG, Celtic e Corinthians.






Recentemente, a NIKE encontrou nas corridas uma forma de implantar uma rede global de relacionamento. Batizada de NIKE PLUS, a comunidade de corredores entrou no ar em 2006. Para participar dela, o consumidor precisa comprar um tênis acompanhado por um marca-passo. O aparelho permite ao corredor calcular dados como distância percorrida e gasto calórico. Com a ajuda de um iPod, essas informações podem ser então transferidas para o site da NIKE. Lá, os usuários trocam mensagens, participam de competições virtuais, recebem dicas de corrida e até discutem sobre músicas para embalar os exercícios. O site já teve 45 milhões de acessos em 160 países.




A evolução visual
A NIKE é o sonho de toda a marca, o branding em seu estado puro. Seu logotipo sofreu grandes alterações no decorrer dos tempos. E não é que o conhecido Swoosh, palavra que designa o som produzido por uma arremetida repentina de ar, se tornou um dos símbolos mais conhecidos e respeitados do planeta. Parece fácil falarmos isso agora. Mas imaginem que em 1971 a estudante de design gráfico, Carolyn Davidson, criou o que viria a se tornar um dos símbolos mais famosos do mundo. Ousaram, investiram e principalmente apostaram na verdadeira essência da propaganda para que o logotipo pudesse dispensar o nome da marca. O resultado todo mundo pode ver hoje, uma das marcas com maiores índices de respeitabilidade e relação emocional com o consumidor.



O gênio por trás da marca
O cidadão Philip Hampson Knight nasceu no dia 24 de fevereiro de 1938 em Oregon. Era apenas um corredor esforçado, que pertenceu à equipe de atletismo da Universidade de Oregon e que teve como treinador Bill Bowerman. No final do seu MBA, em Stanford, apresentou um relatório de pesquisa baseado na teoria de que os japoneses poderiam fazer no calçado esportivo o mesmo que faziam com as câmeras de vídeo: transformá-lo em um produto barato e de qualidade. Era o embrião do que seria a NIKE. Ele tinha um sonho. Ele venderia tênis. Ele venderia sonhos. Ele ficaria rico. O resto da história é uma saga envolta em um ideal de vitória. Em 25 de maio de 2004 sofreu seu mais duro golpe quando seu filho, Matthew Hatfield Knight, morreu enquanto praticava mergulho no lago Ilopango, localizado 14 km a oeste de San Salvador. O fundador da NIKE, trigésimo homem mais rico dos Estados Unidos, com fortuna avaliada em US$ 9.5 bilhões, tem como principais paixões a história asiática, o golfe, o cooper e o tênis. Sua paixão pela empresa é tamanha que tem o logotipo da NIKE tatuado em seu tornozelo.



Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1972
● Fundador: Phill Knight e Bill Bowerman
● Sede mundial: Beaverton, Oregon
● Proprietário da marca: Nike Inc.
● Capital aberto: Sim (1980)
● Chairman: Phill Knight
● Presidente & CEO: Mark Parker
● Faturamento: US$ 19 bilhões (2010)
● Lucro: US$ 1.9 bilhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 37 bilhões (abril/2011)
● Valor da marca: US$ 13.706 bilhões (2010)
● Lojas: 690 (Niketown, Nike Women e Nike Factory Outlets)
● Fábricas: + 700
● Presença global: 160 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Estados Unidos e Japão
● Funcionários: 36.000
● Segmento: Marcas esportivas
● Principais produtos: Calçados esportivos, relógios, óculos, roupas e acessórios
● Outros negócios: Converse All-Star, Umbro, Hurley e Cole Haan
● Ícones: Swoosh, Michael Jordan, Nike Air, Phill Knight, e o slogan “Just Do It”
● Slogan: Just do it.
● Website: www.nike.com


O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca NIKE está avaliada em US$ 13.706 bilhões, ocupando a posição de número 25 no ranking das marcas mais valiosas do mundo, além de ocupar a posição de número 18 no ranking das marca mais influentes do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 124 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano) em 2010.


A marca no mundo
A empresa tem aproximadamente 36.000 funcionários no mundo (e mais de 950.000 trabalhadores indiretos que estão empregados nas fábricas contratadas), operando mais de 340 outlets próprios (Nike Factory Outlets), além de aproximadamente 350 lojas Niketown e NikeWomen, tendo seus produtos vendidos em mais de 160 países. A NIKE lança por trimestre até 1.800 novos produtos. Os produtos direcionados ao público feminino atualmente geram um faturamento de quase US$ 3.8 bilhões, 20% das vendas totais da marca. Os mais de 300 milhões de pares de tênis vendidos por ano garantem um faturamento de US$ 19 bilhões. A NIKE possui mais de 700 fábricas, a grande maioria terceirizada e localizada em boa parte na Ásia (Indonésia, China, Taiwan, Índia, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Filipinas e Malásia). Suas subsidiárias (Umbro, Cole Hann, Hurley e Converse) representam aproximadamente US$ 2.5 bilhões do faturamento anual da empresa.


Você sabia?
A NIKE, líder mundial em vendas de material esportivo, só é a número 2 do mercado na Europa perdendo apenas para a alemã Adidas em países como França, Espanha e Alemanha e na Inglaterra onde a marca Umbro, agora de sua propriedade, é líder de mercado.
Em 1987, a marca fez uma campanha publicitária com a música “Revolution”. Na época, as faixas dos Beatles não podiam ser utilizadas com fins comerciais e a NIKE acabou desembolsando US$ 15 milhões pelo uso não autorizado.
O paralelo com religião não é um exagero. Trata-se, provavelmente, de um caso único de multinacional em que funcionários tatuam no corpo a logomarca do empregador. O grupo que deu início a essa tradição se chama Ekin (inversão de Nike). É uma espécie de tropa de elite surgida nos anos 70, que visitava lojas de material esportivo com especialistas que instruíam sobre prevenção de lesões e organizavam cursinhos de vendas. 


 Fonte: mundodasmarcas.blogspot.com

 

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Imagine uma marca que tenha virado sinônimo de uma categoria de produto? A primeira que vem a cabeça é BAND-AID, sinônimo de bandagem adesiva. Em um mundo cheio de cortes, arranhões e feridas, parece difícil imaginar a vida sem BAND-AID. Afinal, eles são ideais para ferimentos, pois mantém a umidade natural da pele, acelerando o processo de cicatrização e adaptando-se a vários locais do corpo.
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A história
Tudo começou em 1920 com a dona de casa Josephine Dickson, moradora da cidade New Brunswick, estado de New Jersey, e casada com Earl Dickson, um comprador de algodão da fábrica Johnson & Johnson. Toda vez que Earl chegava em casa o jantar já estava na mesa e todas as tarefas feitas por sua mulher. Porém, ao fazer todas essas tarefas de uma dona de casa normal, Josephine vivia arranhando, queimando e cortando suas mãos e dedos. Depois de semanas e constantes pequenos acidentes na cozinha, comovido com os ferimentos da esposa, que sentia dor, e vendo que seus machucados demoravam a cicatrizar, o dedicado Earle resolveu deixar alguns curativos prontos para que a mulher usasse durante o dia, enquanto ele trabalhava. Todas as manhãs, preparava algumas bandagens, colocando tiras de gazes, algodão e adicionando creolina, colados em tiras adesivas. A partir daí, Josephine passou a cuidar melhor dos seus ferimentos.
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Não demorou muito para Earl (que mais tarde se tornou Vice Presidente da Johnson & Johnson, onde permaneceu até se aposentar em 1957) contar ao seu chefe sobre sua nova invenção (que para sorte da empresa não saiu de sua cozinha), e logo os curativos começaram a ser produzidos em grande escala pela Johnson & Johnson. O senhor W. Johnson Kenyon sugeriu para o curativo o nome BAND-AID: band (faixa, em inglês) por causa do pedaço de esparadrapo e aid (socorro ou ajuda em inglês).
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O produto foi introduzido no mercado em 1920. Era feito à mão e vendeu apenas 3.000 unidades em seu primeiro ano. As vendas continuaram insignificantes até que a empresa distribuiu um número ilimitado de BAN-AID, gratuitamente aos escoteiros de todo o país, o que causou uma difusão impressionante do produto, fazendo com que suas vendas crescessem muito. Em 1924, o produto passou a ser produzido em máquinas, sendo vendido em muitas variedades de tamanhos e totalmente esterilizados. Nesta época o produto era mais direcionado para uso hospitalar. Com a vinda da empresa para o Brasil, em 1933, chegaram os primeiros produtos da marca: atadura Adesiva BAND-AID e a versão líquida, vendidos principalmente em hospitais. Em 1939, com o produto já estabelecido no mercado americano, foram exportados mais de cem milhões de unidades. Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de BAND-AID foram enviados para a Europa. O sucesso do produto nos campos de batalha fez com que a empresa direcionasse seus esforços para tentar aumentar a popularidade do BAND-AID diante do consumidor comum.
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Nas décadas seguintes, o BAND-AID se popularizou no mundo todo, ganhando uma completa linha de produtos para primeiros-socorros. Nos anos 90 e no início do novo milênio, a linha se modernizou e novas tecnologias foram desenvolvidas. Além disso, BAND-AID inovou ao lançar a linha de produtos decorados, transformando curativos em brinquedos. Em 2001, com quase 100 bilhões de curativos produzidos, a marca ingressou na era digital inaugurando sua página na Internet.- -A linha do tempo1924 Introdução das famosas tiras vermelhas para facilitar a abertura da embalagem do produto.
1951
Lançamento do BAND-AID com listras plásticas.1956 Lançamento do primeiro BAND-AID temático, com decorações de personagens de desenhos animados, que logo se tornou um grande sucesso, especialmente entre o público infantil.
1958
O BAND-AID passa a ser feito em puro vinil.
1978
Lançamento do BAND-AID colorido.1981 Lançamento do BAND-AID flexível.
1987
Lançamento do BAND-AID Extra Transparente.
1994
Lançamento do BAND-AID Sport Strip, especialmente desenvolvido para serem utilizados durante práticas esportivas devido a sua flexibilidade e por ser à prova d’água.
Lançamento no mercado brasileiro do BAND-AID Jumbo, oferecendo proteção para áreas maiores.
1997
Lançamento do BAND-AID Antibiotic, o primeiro adesivo para curativo com antibiótico do mercado que combateia rapidamente infecções.
2000
Lançamento do BAND-AID Advanced Healing, bandagens adesivas flexíveis com gel e a prova d’água que aliviam a dor do ferimento e protegem de germes que causam infecções.
2002
Lançamento do BAND-AID Liquid, com sua nova fórmula exclusiva que combate os germes e as bactérias ao mesmo tempo em que alivia a dor através da ação dos seus agentes anestésicos.2006 Re-lançamento do BAND-AID Antibiotic com embalagens modernas e uma maior variedade de produtos.
Lançamento do BAND-AID Water Block, para ferimentos que precisam de mais proteção e que devem permanecer secos. Totalmente a prova d’água, se mantém no lugar por muito mais tempo.
2007
Lançamento do BAND-AID Blister Block, um líquido para ser utilizado nos pés evitando as temíveis bolhas.
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O Dodói
Na década de 80, a Johnson & Johnson brasileira resolveu criar uma mascote para a marca BAND-AID com o objetivo de mostrar às crianças que elas poderiam brincar se o medo de se machucar, pois caso isso acontecesse que bastaria a mamãe colocar um BAND-AID por cima do ferimento que o problema estaria resolvido. O simpático personagem foi batizado de DODÓI. A princípio, ilustrava as caixas do produto, depois começou a vir de brinde, na forma de um adesivo de plástico fofinho, que tinha uma espuminha por dentro.
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O preço do sucesso
Apesar de BAND-AID ser marca registrada da empresa Johnson & Johnson, devido ao enorme sucesso do produto no decorrer dos anos, acabou virando sinônimo de bandagens adesivas para curativos (semelhante ao que aconteceu às marcas Gillette e Xerox). A grande maioria dos consumidores não pede bandagens adesivas e sim BAND-AID.-Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 1920● Inventor: Earl Dickson
● Sede mundial: New Brunswick, New Jersey
● Proprietário da marca: Johnson & Johnson
● Capital aberto: Não● Chairman & CEO: William Weldon● Faturamento: US$ 2 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 180 países● Presença no Brasil: Sim
● Segmento: Cuidados Pessoais● Principais produtos: Bandagem adesivas● Ícones: O produto e suas embalagens
● Slogan: I am stuck on Band-Aid brand. cause Band-Aid’s stuck on me.● Website: http://www.band-aid.com/
-A marca no mundoO tradicional BAND-AID é comercializado em mais de 180 países ao redor do mundo, dispondo de uma ampla linha de produtos, faturando mais de US$ 2 bilhões em vendas anualmente. Mais de 105 bilhões de BAND-AID foram produzidos desde seu lançamento.
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Você sabia?
Em 1971, Brooke Shields apareceu em um comercial de televisão da marca, antes mesmo de se tornar famosa. Depois vieram o ator John Travolta (1975) e a tenista Chris Evert (1982).

 Fonte: mundodasmarcas.blogspot.com

 

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Seus tênis são os preferidos dos aficionados por esportes. Quer seja em uma competição profissional ou em uma corridinha matinal para manter a forma física os avançados calçados esportivos da marca ASICS são vistos em abundâncias nos pés de quem realmente é louco por esporte, oferecendo harmonia para o corpo e a alma.
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A história
A história começou no dia 1 de setembro de 1949, quando o senhor Kihachiro Onitsuka fundou sua empresa de calçados esportivos com o nome Onitsuka Co., produzindo tênis para basquete na sala de estar da sua casa na cidade de Kobe no Japão. Os primeiros tênis de basquete tinham a cara de um tigre desenhado no arco do pé, que acabou se tornando uma marca registrada da nova empresa. Nessa época os produtos eram comercializados com a marca Onitsuka Tiger. Em 1951, uma idéia brilhante fez o sucesso bater na porta de Onitsuka. A inspiração de um novo tênis de solado com referência nas ventosas de um polvo trouxe-lhe a conquista de 50% do mercado japonês. Em 1953 um trabalho em conjunto com maratonista Tooru Terasaw resultou em um tênis que não desenvolvia bolhas nos pés; e em 1957 o corredor Abebe Bikila, conhecido por correr sempre descalço começou a utilizar os calçados Onitsuka Tiger e já em sua primeira corrida com o trouxe a vitória e o conseqüentemente um enorme aumento de visibilidade para a jovem marca japonesa. Era o início da diversificação de produtos da empresa e a estreita relação com o atletismo e as corridas. Nos anos seguintes, foram introduzidos calçados para novas modalidades esportivas como vôlei e corridas longas, especialmente maratonas, e a primeira fábrica da empresa foi inaugurada.
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Em 1964, Phil Knight e Bill Bowerman fundaram a Blue Ribbon Sports, primeira distribuidora dos tênis Onitsuka Tiger no território americano. Em 1971, esse contrato seria encerrado e a empresa se transformaria na NIKE. Em 1966, com a explosão do futebol no Japão, a empresa resolveu lançar sua primeira chuteira para a prática do esporte. Apesar da diversificação de produtos para outras práticas esportivas, a marca começava a dominar o segmento de materiais para atletismo e corrida. No começo dos anos 70, aproximadamente 70% dos principais corredores mundiais utilizavam tênis ASICS. Pouco depois a empresa estabeleceu sua primeira subsidiária no continente europeu, localizada na Alemanha. Nesta época a empresa havia crescido bastante, e passou então a fabricar não somente calçados esportivos como também roupas e acessórios.--Em 21 de julho de 1977 a empresa se fundiu com a GTO e a JELENK para constituir oficialmente a ASICS CORPORATION, formada agora por sete grandes unidades fabris. O nome ASICS foi baseado no famoso ditado em latim “Anima Sana In Corpore Sano”, que quando traduzido expressa o antigo ideal “Mente sã, corpo são” (A Sound Mind In a Sound Body). Formando o acrônimo dessa frase, a ASICS foi fundada a partir da crença de que a melhor forma de criar um estilo de vida saudável e feliz é promover saúde e condicionamento físico totais. Nesse mesmo ano, os produtos ASICS foram introduzidos nos Estados Unidos trazendo com eles uma história de desempenho atlético e avanços tecnológicos, filosofia que permanece verdadeira e fiel até os dias de hoje.
- - -Na década de 80, o lançamento do sistema ASICS GEL revolucionou a linha de produtos da empresa, que contava agora com uma tecnologia avançada, para absorção de choque e impacto. Na década seguinte a ASICS teve um forte crescimento no mercado internacional, especialmente na França, Itália, Reino Unido (onde forneceu material esportivo para tradicionais equipes inglesas como Coventry City, Blackburn Rovers, Newcastle United, Leeds United, Aston Villa e Bradford City) e Holanda. Em 2008, inaugurou sua primeira loja própria fora do Japão, localizada na cidade de Londres. No ano seguinte, além de inaugurar o ASICS SPORTS MUSEUM, localizado perto de sua sede em Kobe, a marca inaugurou sua primeira loja própria em Nova York, que se juntou a unidades já existentes em Tóquio e Londres. Atualmente a marca é considerada a maior autoridade quando o assunto é corrida: sua linha de produtos possui os mais avançados e revolucionários tênis do segmento no mundo.
- - -A linha do tempo1951 Lançamento do primeiro tênis para prática de vôlei, que possuía solado de borracha, adotando o processo de vulcanização.1953 Lançamento do Marathon Tabi, um tênis feito de Vinylon, material bastante resistente e muito leve, especialmente desenvolvido para ser utilizado em corridas longas.
1961
Lançamento do Trekker 61, um tênis para treinamento de corridas curtas e saltos.
1965
Lançamento dos calçados para a prática do golfe.1966 Lançamento da Soccer KAWA A, primeira chuteira para a prática do futebol desenvolvida pela marca japonesa.
Lançamento do RUNSPARK, primeira sapatilha japonesa para atletismo com travas removíveis.
1970
Os tênis de cano alto para a prática do basquete ganham cores, sendo lançados no mercado em azul escuro e vermelho.1973 Lançamento da chuteira BOMBER que revolucionou o mercado. A chuteira era feita em couro preto, com sistema de absorção e com suporte extra para o tornozelo.
1987
Lançamento dos dois primeiros modelos de bicicletas para a prática do Triatlon.
2005
Lançamento da chuteira DS LIGHT2, extremamente avançada e leve, que se tornou um grande sucesso no meio futebolístico.
2006
Lançamento do ASICS GEL-KINSEI (expressão japonesa que significa “estrela dourada”), um tênis para corrida extremamente revolucionário com tanta tecnologia quanto uma nave espacial. O calçado, que levou quase sete anos para ser desenvolvido, tem absorção de impacto completada por maior impulsão, ajudando o corredor a conseguir maior velocidade com menos esforço. O produto foi eleito o modelo de tênis de corrida mais avançado do planeta.
Lançamento da linha SUKU SUKU, especialmente desenvolvida para os pequenos. O nome da linha deriva do termo japonês que significa “toda saúde, energia e alegria presentes no processo do crescimento das crianças”, e está dividida em duas categorias: Baby, para bebês de 1 a 3 anos, e Mini, para a garotada entre 3 e 7 anos. Para os menores, os tênis oferecem características de amortecimento e estabilidade próprias para os movimentos efetuados pelas crianças durante o aprendizado dos seus primeiros passos. Já para crianças maiores, a marca destaca maior flexibilidade para garantir mais liberdades de movimentos para os dedinhos sem deixar de dar estabilidade na parte do ante pé.
2007
Lançamento do ASICS NIMBUS 9, tênis top de linha da categoria de amortecimento da marca (indicado para corredores com pisada supinada, neutra e levemente pronada). O produto foi eleito “Melhor Tênis do Ano” pela conceituada revista Runner’s World, considerada uma autoridade global para o mundo da corrida.
Lançamento do ASICS GEL-KINSEI 2, produto que redefiniu os limites do que era possível em termos de calçado técnico-atlético, posicionando-se em uma categoria nova: o tênis inteligente que se adapta a diferentes tipos de pisada.
Lançamento do ASICS GEL-KINETIC, um revolucionário tênis com estrutura “Discreet Heel”, que oferece excelente atenuação do choque e apoio no impacto do calcanhar; Unidade do Sistema de Amortecimento em GEL de dois canais, com avançado efeito mecânico da parte dianteira durante o ciclo da pisada; lingüeta em peça única, que minimiza a irritação dos pés; e palmilha Comfordry, que se molda ao pé e proporciona um ajuste específico em cada corrida.2010 Selecionado pela terceira vez consecutiva como o melhor tênis do mundo pela edição internacional da revista Runnerss World, o modelo GEL-KAYANO™, ganha sua décima sexta versão, com atualizações tecnológicas inéditas. Entre as principais inovações está a introdução da Linha de Orientação (Guidance Line). Concebido e executado de maneira simples, este novo elemento é formado por um sulco vertical que passa pela sola e que imita o centro de pressão ideal do pé no ciclo da pisada. Ao dividir a modelagem dessa forma, a Linha de Orientação permite que a parte frontal do pé seja repartida promovendo um percurso mais eficiente no ciclo da pisada. Do começo ao fim da corrida, esta tecnologia ajuda a assegurar um percurso idêntico no ciclo da pisada a cada passada, assim a eficiência é mantida mesmo sob fadiga.
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Pesquisa e desenvolvimentoEm maio de 1990 a ASICS inaugurou em Kobe, no Japão, o Research Institute of Sports Science (Instituto de Pesquisa da Ciência do Esporte). Desde então, muitas inovações tecnológicas notáveis em calçados e vestuários esportivos se originaram desse ambiente exclusivo, onde cientistas, atletas e treinadores trabalham juntos. O instituto, localizado a aproximadamente 322 km a oeste de Tóquio, abrange mais de 4.180m² de instalações para pesquisa. Uma pista de corrida de 350 metros com todas as condições climáticas, uma quadra de basquete, uma quadra de vôlei, além de vários ambientes de teste fazem parte do complexo. Estudar e analisar os movimentos do corpo humano e testar todos os tipos de materiais são as principais atividades das 200 pessoas que trabalham no instituto. É claro que todo esse trabalho é realizado visando apenas um objetivo: permitir que atletas profissionais e amadores no mundo todo tenham um melhor desempenho, atinjam um nível mais elevado e divirtam-se ao praticar atividades físicas.
--A observação e análise dos movimentos físicos são a base de cada um dos produtos ASICS. Os pesquisadores em Kobe têm à sua disposição câmeras de alta velocidade, equipamentos de medição de alta tecnologia e softwares sofisticados. Diversos ambientes de teste foram construídos para poder traduzir as descobertas da pesquisa fundamental em novos materiais e produtos. Sistemas de absorção de impacto, recursos anti-pronação excessiva, solados com borracha Wet Grip e tecidos à prova de água são algumas das inovações da ASICS que passam por rigorosos testes no local. Sistemas de medição tridimensional são usados para desenvolver calçados com ajustes perfeitos. Com freqüência, os atletas patrocinados pela ASICS visitam o Instituto. É claro que o principal objetivo da visita é a certeza de obter calçado e vestuário personalizado de acordo com os padrões exatos que seus corpos requerem. Mas também há um segundo propósito. Ao trabalhar com esses atletas e seus treinadores, que representam a excelência em várias disciplinas esportivas, a ASICS pode ampliar seu conhecimento e experiência para fabricar um produto ainda melhor no futuro. Para o benefício de todos os atletas.
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A evolução visual
O logotipo da marca japonesa passou por algumas modificações em sua história. A última delas ocorreu há poucos anos atrás, quando houve uma modificação acentuada na tipologia da letra. Mesmo com a evolução de sua identidade visual, as tradicionais listras entrelaçadas, que muitos dizem representar arranhões das garras de um tigre, continuam como símbolo em seus calçados.
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Os slogansSound mind, sound body. (2008)
Be Your Own Personal Hero. (2004)
For the love of sport. (2001)
True performance. (1997)
The next level. (1992, ASICS GEL)
Don't just do it. Do it better. (1990)
Born to perform. (1985)
Best in the long run. (1985)
Be a star in our stripes! (1983)
The best run with Tiger. (1981)- -
Dados corporativos
● Origem: Japão● Fundação: 1 de setembro de 1949● Fundador: Kihachiro Onitsuka
● Sede mundial: Kobe, Japão● Proprietário da marca: Asics Corporation
● Capital aberto: Sim (1964)
● Chairman: Kiyomi Wada● Presidente: Motoi Oyama● Faturamento: US$ 2.41 bilhões (2009)
● Lucro: US$ 131 milhões (2009)● Valor de mercado: US$ 1.87 bilhões (novembro/2010)
● Lojas: 120
● Subsidiárias: 23● Presença global: + 100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 5.300● Segmento: Vestuário esportivo
● Principais produtos: Tênis e acessórios esportivos
● Ícones: A tecnologia ASICS GEL
● Slogan: Sound mind, sound body.
● Website: www.asics.com
-A marca no mundo
Atualmente a ASICS, que fabrica tênis e acessórios para basquete, vôlei, atletismo, golfe, futebol, lutas marciais e outros esportes, vende sua avançada linha de produto em mais de 100 países ao redor do mundo. Aproximadamente 66% do faturamento da empresa é derivado dos calçados esportivos, 25% de roupas e 10% de equipamentos esportivos. Os maiores mercados da ASICS são o Japão (que responde por quase 50% das vendas), os Estados Unidos e a Europa. A marca também possui uma rede com mais de 120 lojas, grande parte no Japão, sob as marcas Onitsuka Tiger, ASICS LI-FEEL, ASICS Factory Outlet, ASICS Sport Style Shop e ASICS RUNNING STORE.

 Fonte: mundodasmarcas.blogspot.com

 

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A marca DIESEL, preferida dos jovens “descolados” do mundo inteiro, tornou-se um ícone da moda fashion, principalmente em virtude de seus famosos jeans confortáveis, com cara de usados e caimento impecável, com mais de 100 modelos e 50 tipos de lavagens, que continuam sendo para poucos que gastam muito. A DIESEL, que ousou ao colocar no lado direito do bolso frontal a marca em uma etiqueta transversal, tornou-se um “objeto de desejo”.

A história

A marca DIESEL foi criada pelos italianos Renzo Rosso e Adriano Goldschmeid, este último dono de uma confecção, no ano de 1978 na cidade de Milão. O nome foi escolhido porque a palavra significava exatamente a mesma coisa em qualquer lugar do mundo e podia ser pronunciada da mesma forma em diversos idiomas. Uma indicação clara de criar uma marca de jeans com apelo global. O jeito de simplificar as coisas só deu bons resultados. A marca DIESEL foi oficialmente lançada no mercado em 1979 através de sua coleção masculina. As calças jeans com aparências de usadas fizeram os varejistas pensarem que Renzo era louco especialmente quando deu a esses jeans um preço superior. Mas os clientes pensaram de outra maneira, e a marca DIESEL começou a fazer enorme sucesso, especialmente na década de 80 quando teve um crescimento explosivo dentro do mercado italiano, passando a exportar seus produtos já no ano de 1981.
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- Em 1985 Renzo Rosso tornou-se o único proprietário da marca ao comprar a parte de seus sócios, se tornando o grande homem por trás da DIESEL. Cinco anos depois os jeans já eram distribuídos em butiques de 36 países ao redor do mundo. Foi deste momento em diante que a marca DIESEL começou um crescimento vertiginoso. A década também foi marcada pela diversificação de sua linha de produtos com a introdução de coleções infantis e direcionadas especificamente para mulheres. Além das tradicionais calças jeans, surgiu toda uma gama de roupa e acessórios extremamente despojados. Em 1991 a marca iniciou sua expansão internacional com o slogan “For Successful Living” (algo como “para se viver de forma bem-sucedida”), inspirado em anúncios da década de 50. Em 1996, o empresário italiano realizou sua tacada mais ousada: ingressou no mercado americano. Instalou sua primeira loja em Nova York, exatamente em frente à maior loja da Levi’s na cidade, em um ato de evidente provocação. O sucesso dos jeans caríssimos e com aparência de anos de uso foi tão grande que o mercado americano tornou-se o maior da marca do mundo.
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- Esta década foi o período em que a marca DIESEL mais cresceu graças às exportações. Outro fator importante para esse crescimento foi o lançamentos das coleções de óculos e relógios, além dos primeiros perfumes. Além é claro, de seus conhecidos catálogos, extremamente radicais e arrojados. Apesar disso, no final dos anos 90 o hype em torno da DIESEL se dissipou e a marca começou a confundir-se com as concorrentes, perdendo seu diferencial. Rosso reagiu: reduziu a linha de produtos, aumentou os preços das peças, cortou para metade os 10 mil pontos de venda e inaugurou lojas modernas em bairros de classe alta nas principais cidades do mundo. O novo posicionamento da DIESEL fez dos jeans uma peça de luxo e marcas como a Louis Vuitton e Hermés passaram a incluí-los em suas colecções
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- Recentemente a marca italiana emprestou toda sua criatividade para lançar no mercado, em parceria com a FIAT, a edição limitada do FIAT 500 by DIESEL, que possui revestimento dos bancos e painéis de porta em uma cor escurecida, muito semelhante com a tintura utilizada nas calças jeans, e costuras na cor amarela. As referências à edição especial também aparecem na manopla de câmbio e até no painel. A grife italiana elegeu recentemente seu mais novo diretor artístico, o editor e fundador da revista WAD, Bruno Collin. Sua missão neste momento é criar uma nova equipe de criação para assegurar que a marca continue a levar inovação para seus consumidores.
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- A DIESEL vende mais de 30 milhões de calças jeans anualmente. O jeans é feito quase que artesanalmente, em um processo que inclui lavagens à mão e água em temperatura controlada. A mão-de-obra é composta basicamente de artesãos: cada costureira da DIESEL ganha o equivalente a aproximadamente R$ 12.000 por mês. Para garantir a pronta entrega para qualquer país, a fábrica deixa à disposição, na Itália, um estoque com cerca de 400 mil peças. Com preços que variam entre US$ 150 e US$ 800 por peça, a DIESEL já deixou para trás, em termos de prestígio, marcas fortes, como a americana Calvin Klein. O sucesso da marca consiste na combinação de criatividade, originalidade, interpretação do futuro, estratégias de comunicação e tecnologia. E muita dose de ousadia, é claro. Sempre atento ao crescimento e a profissionalização do luxo no mundo, Renzo Rosso, vem expandindo seu poder adquirindo marcas já consagradas como Vivienne Westwood Red Label, NY Industry, Dsquared e a belga Martin Margela
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- A linha do tempo 1979 Lançamento da primeira coleção masculina da marca.
1984
Introdução da DIESEL KIDS, uma linha de jeans e roupas que combinava cores vivas com design infantil, para as mais novas gerações de “antenados”. Esta sub-marca da DIESEL faz roupas para crianças de 0-16 anos.
1989
Lançamento da DIESEL FEMALE, primeiras linhas e coleções exclusivamente femininas. 1994 Introdução da sub-marca 55-DSL, uma linha de roupas despojadas e arrojadas, com estilo urbano.
Lançamento da sua primeira coleção de óculos. 1997 Lançamento do primeiro perfume da marca, chamado DIESEL PLUS PLUS. Depois foram lançados outros perfumes como DIESEL ZERO PLUS (1999) e GREEN (2002).
1998
Lançamento da linha top DIESEL STYLE LAB (literalmente um “laboratório de estilo” da marca), que primava pela inovação e a ousadia nos tecidos, acessórios e design. 1999 Introdução da linha de relógios, em uma parceria com a marca Fossil.
2001
Introdução da DIESEL DENIM GALLERY COLLECTION, uma coleção limitada de jeans sofisticados e caríssimos, produzidos totalmente à mão em pequenas quantidades. 2002 Lançamento da coleção Lagerfeld Gallery by DIESEL, criada em parceria com o estilista Karl Lagerfeld. O sucesso foi imediato e as peças sumiram rapidamente das prateleiras da loja no Soho, em Nova York. Na época do lançamento uma calça exclusiva DIESEL assinada por Lagerfeld custava, no mínimo, o equivalente a R$ 700 - embora algumas peças mais elaboradas chegassem a R$ 5 mil.
2003
Lançamento de uma pequena linha de jóias com a marca DIESEL. 2006 Lançamento, em setembro, da coleção de roupas íntimas para homens e mulheres. Concebida pela equipe criativa da marca, então dirigida por Wilbert Das, a linha DIESEL INTIMATE apresentava uma vasta gama de peças, desde as mais ousadas às mais confortáveis e esportivas.
2007
Lançamento da DIESEL BLACK GOLD, uma linha feminina de jeans e roupas de luxo. Essa linha está sob a direção criativa da estilista grega, radicada em Londres, Sophia Kokosalaki.
Lançamento da linha de perfumes Fuel for Life.
2008
Lançamento da Successfull Living by DIESEL, uma coleção de móveis, luminárias e tecidos. Com isso a marca italiana ingressou definitivamente no universo da decoração.
2009
Criação de uma linha especial para o outono de jeans e acessórios que brilham no escuro.
Lançamento da fragrância ONLY THE BRAVE.
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- Um planeta chamado DIESEL
Apesar de possuir mais de 450 lojas espalhadas pelo mundo, a marca italiana emprega um conceito diferenciado em pouquíssimas unidas. É a DIESEL PLANET. Com apenas quatro unidades, localizadas em Tóquio (bairro de Ginza), Hong King (em Queens Road), Milão (mega-espaço com três pisos e mais de 1.500 m2 situado na esquina da Praça de San Babila com a Corso Vittorio Emanuele) e Nova York (em plena 5ª Avenida), essas unidades são enormes e carregam o mais puro estilo de vida DIESEL. Por exemplo, na unidade americana o ícone da marca, a cabeça de Moicano, está gravada na fachada exterior com mais de 12 metros de altura. Camadas de aço negro laminado à mão forma com vidro fundido um entrelaçamento para formar o símbolo da DIESEL mudando a face da famosa 5ª Avenida com efeitos de luz trazendo vida à marca dia e noite.
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- Aproximadamente 2000 m2 divididos por três pisos, oferecem toda coleção da marca através da oferta de mais de 700 modelos diferentes de jeans e lavagens em cada piso; além de malas, bolsas, calçados, roupa interior, peças em pele, jóias, relógios, óculos e fragrâncias. Já na loja de Milão, a tecnologia se funde com o vintage para criar uma sensação de única, incluindo inúmeras inovações de lazer e apoio, como um “espelho mágico” digital que oferece uma visão a 360º do corpo do consumidor, permitindo-lhe escolher as peças com o corte que mais o favorece, e as lavagens de jeans que garantam a imagem perfeita. -

- Campanhas que fizeram história Não é só o ajuste perfeito do jeans que fez da DIESEL uma das marcas de maior destaque na Itália e no mundo. Além do produto de primeiríssima qualidade, o que seduz a clientela da marca, chamada despretensiosamente de DIP, Diesel Important People, são as campanhas publicitárias, sempre irreverentes, provocantes e polêmicas. Mais do que comercializar produtos, a marca propõe um estilo de vida e o fato de suas controversas campanhas publicitárias terem imenso apelo junto aos consumidores é inegável. Essas famosas campanhas começaram nos anos 80 e, desde então se caracterizam por possuir um único briefing criativo utilizado no mundo todo e criticar toda a disciplina da publicidade com suas transgressões. Essas campanhas publicitárias, que consomem cerca de US$ 50 milhões por ano, são sempre irônicas e delirantes: as promessas de um viver bem-sucedido são retratadas de forma exagerada e até mesmo absurda. Mostram negros africanos milionários tomando champanhe e comendo caviar em limusines. Ou um casal jovem e sexy, porém maltratado, vestindo jeans modernos e batendo boca em uma desorganizada cozinha dos anos 60, de uma família de brancos pobres. Ou ainda pregam a juventude eterna em anúncios em que modelos de “120 anos” com pele de boneca dão a receita da longevidade. Na década de 80, por exemplo, provocou tremenda polêmica ao veicular uma campanha em que dois marinheiros se beijavam apaixonadamente. Uma das últimas peças polêmicas veiculadas, segue o mesmo conceito: uma modelo vestida de anjo que faz gestos obscenos para quem olha.
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- Uma das ações mais ousadas da marca aconteceu em 2001, quando a garota-propaganda era uma cantora polonesa famosa e decadente chamada Joanna Zychowicz, em cuja existência muitas pessoas passaram a acreditar, com direito a fã-clube, músicas e manchetes escandalosas em um tablóide sensacionalista - tudo “de mentirinha”. O fundador da DIESEL levou pouco mais de duas décadas para transformar uma fabriqueta de calças desbotadas com apelo underground em uma das mais prestigiadas grifes do mundo. E grande parte deste sucesso deve-se a ousada e agressiva linha de comunicação adotada pela marca.
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-- A mais recente campanha publicitária da marca, lançada em 2010, tem como tema central o provocativo slogan provocativo “Be Stupid” (“Seja Estúpido” em português), em uma atitude ousada de encorajar e incentivar seu público-alvo a assumir riscos e ultrapassar seus limites. O slogan é simples, direto, mas desconcertante. Lido de forma literal, o enunciado é este: não critique, não pense, não reflita nem mesmo sobre o inusitado imperativo de ser estúpido. Apenas faça, intervenha, produza e viva. O fotógrafo americano Jason Nocito foi o responsável pelas fotos, que mesclam pessoas reais com modelos profissionais. A grande sacada da campanha foi equilibrar fotos divertidas, despretensiosas e irônicas com frases inteligentes como “Espertos dizem não, os estúpidos dizem sim”, “Espertos seguem a lógica, os estúpidos seguem o coração”, “Espertos são donos das melhores respostas, mas os estúpidos sempre fazem as melhores perguntas”, “Esperto tem planos, estúpidos tem histórias” e “O esperto pode ter cérebro, mas o estúpido tem coragem. Seja estúpido”. Como de costume a campanha foi proibida na Inglaterra. -
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O hotel A DIESEL não se contenta apenas em vesti-lo: ela quer hospedá-lo. Tudo começou em 1994 quando Renzo Rosso comprou o decadente hotel Pelican em Miami Beach. Quatros anos depois o hotel, totalmente reformado e decorado pela equipe de estilistas da DIESEL, foi reaberto com o nome Diesel Pelican Hotel. O hotel se transformara em uma hospedaria de primeira classe nem um pouco convencional. Foi criado para ser uma arma extra na estratégia de comunicação da marca e logo virou “point” entre os descolados da moda, da música e do cinema. As trinta suítes foram decoradas cada uma de um modo e receberam nomes inusitados, como “Garota Psicodélica” (um quarto vermelho com cadeiras em forma de coração) e “Uma Fortuna em Alumínio” (com desenhos prateados nas paredes). A decoração era uma interessantíssima mistura de estilos, com mesas e cadeiras dos anos 40 mesclando-se à eletrodomésticos dos anos 60 e bugigangas hi-tech do século 21, como uma televisão de plasma de 50 polegadas na suíte presidencial. Cores fortes nas paredes, ventiladores de botequim no teto, sofás com tecido de zebra, geladeiras antigas enfeitadas pelos cafonas pingüins de louça, cadeiras Luís XVI. Para alguns, um mau gosto sem tamanho. Para o pessoal da DIESEL (e os seguidores da marca), um grande barato – ou “o único hotel do mundo onde você realmente se sente em casa”. E não parou por aí: toneladas de material foram reaproveitadas de boates, igrejas, escolas e de tudo que tenha sido demolido na Ocean Drive, uma das avenidas mais descoladas de Miami Beach, pelo designer sueco Magnus Ehrland. “Uma veneração à cultura underground, que remonta aos cineastas John Waters, Pedro Almodóvar e aos desenhos da Disney”, diz o próprio Rosso. Com quartos extravagantes, diárias que chegam facilmente a US$ 440, exceto a fantástica suíte presidencial com três quartos voltados para o mar, dois banheiros e TV de plasma (custa US$ 2.500 e só pode ser utilizada quando Renzo não está nos Estados Unidos), o hotel vive lotado. É lá que a família Rosso (seis filhos de dois casamentos) passa as férias de verão.
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- - O gênio por trás da marca O nome de Renzo Rosso, um italiano de 55 anos filho de agricultores de Brugine, pequeno vilarejo do norte da Itália, já tem seu lugar reservado na história da moda como o criador do império DIESEL. Nascido em Molvena, uma pequena cidade rural no nordeste da Itália, já começou a desenhar suas próprias roupas em 1975, quando era recém-formado em engenharia têxtil. Costuma dizer: “Comecei desenhando roupas para mim e para os meus amigos. Queria dinheiro para comprar uma lambreta, só isso. Mas acabei indo um pouco mais longe”. Na mesma época, teve a idéia de criar o Genius Group (do inglês, “grupo de gênios”), uma união de forças de várias pequenas confecções da região, iniciativa que deu origem a marcas bem-sucedidas como Katherine Hamnett, Ten Big Boys e, obviamente, DIESEL.
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- Nos anos 90, o estilista foi nomeado “Empresário do Ano” pela empresa norte-americana de consultoria empresarial Ernst & Young e mencionado pela revista inglesa Select entre as 100 pessoas que mais contribuíram para moldar o novo milênio. Apesar da marca DIESEL ter crescido absurdamente, ele ainda acompanha cada detalhe de perto, desde reuniões de rotina até o processo de seleção de novos funcionários. O lema desse visionário, apaixonado pelo trabalho, é “a Diesel não é a minha empresa, é a minha vida”.
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Dados corporativos ● Origem: Itália
● Fundação: 1978 ● Fundador: Renzo Rosso e Adriano Goldschmied
● Sede mundial: Molvena, Vicenza, Itália ● Proprietário da marca: Diesel S.p.A.
● Capital aberto: Não ● CEO: Renzo Rosso ● Diretor criativo: Bruno Collin ● Faturamento: €1.5 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado ● Lojas: 460
● Presença global: + 100 países ● Presença no Brasil: Sim (5 lojas)
● Maiores mercados: Estados Unidos, Inglaterra e Japão ● Funcionários: 2.500 ● Vendas globais: 30 milhões de jeans/ano ● Segmento: Moda luxo ● Principais produtos: Calças jeans, roupas casuais, acessórios e objetos de decoração
● Outras marcas: 55-DSL e Diesel Kids ● Ícones: A etiqueta vermelha e seus jeans
● Símbolo: A cabeça de moicano ● Slogan: For Successful Living.
● Website: www.diesel.com
- A marca no mundo
A marca de jeans, acessórios e roupas casuais mais cobiçada do mundo e admirada por astros como Nicole Kidman, Sandra Bullock, Gwyneth Paltrow, Brad Pitt, Bruce Willis, Gisele Bundchen, Tom Cruise, Dennis Quaid, Bono Vox, Lenny Kravitz, John Gagliano e Karl Lagerfeld, que tem sede na cidade de Molvena, norte da Itália, está presente em mais de 100 países com aproximadamente 460 lojas próprias, controlando 18 subsidiárias na Europa, Ásia e América, e empregando mais de 2.500 pessoas. A marca tem aproximadamente 30 Flagship Stores (lojas âncoras) em cidades como Nova York, Londres, San Francisco, Berlim, Barcelona, Paris, Tóquio, Hong Kong e Roma, além de lojas menores em cidades como Santa Monica, Antuérpia e São Paulo. Além disso, seus produtos estão disponíveis em mais de 5.000 pontos de venda como lojas de departamento e lojas multimarcas. Hoje, 85% de suas receitas (€1.5 bilhões) vêm do exterior, sobretudo dos Estados Unidos, da Inglaterra e do Japão. A loja do shopping Iguatemi, o mais sofisticado de São Paulo, é a que mais vende por metro quadrado no mundo.
- Você sabia? A marca DIESEL foi incluída no ranking das mais luxuosas do mundo, ao lado de BMW, Rolex e Chanel. 
 

 Fonte: mundodasmarcas.blogspot.com

 

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Vestidos deslumbrantes. Alguns com decotes provocativos. Perfumes com aromas exóticos e inconfundíveis. Sapatos clássicos com ares modernos. Bolsas que são carregadas por lindas e famosas mulheres nos quatro cantos do mundo. Celebridades, escândalos, enormes fortunas e muito glamour sempre foram associados ao nome GUCCI, marca que mais sintetiza a elegância italiana no mercado de luxo.
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A história
Guccio Gucci, filho de um artesão de origem humilde, adquiriu bom gosto e elegância encantando-se com o luxo das malas com brasões das famílias nobres enquanto trabalhava como ascensorista e posteriormente Maitrê no famoso e requintado hotel Savoy de Londres na virada do século 19. Em 1921, depois de seu retorno para cidade de Florença, abriu uma pequena loja com um capital de 30 mil liras, com o intuito de vender acessórios de viagem (malas e valises de luxo), feitos artesanalmente pelos melhores artesões da cidade, incluindo membros da própria família. A alta burguesia e a nobreza florentina logo reconheceu a excelência e originalidade dos produtos e em pouco tempo a marca superou os limites da cidade, impondo-se como uma das mais conhecidas entre a elite do país. Nos anos 30, a empresa passou a conquistar uma sofisticada clientela internacional em função de suas coleções exclusivas de bolsas, luvas, sapatos e cintos. Necessitando expandir seu negócio, que agora fabricava também malas de mão, a empresa mudou-se para um lugar maior em Lungarno Guicciardini em 1937.
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Com o grande sucesso de seu negócio e clientes famosos, a marca abriu sua primeira loja na cidade de Roma em 1938 no requintado endereço da Via Condotti. No ano seguinte seus filhos, Aldo, Vasco e Ugo, ingressaram no negócio. Em 1947, a GUCCI lançou no mercado o que viria a se tornar um ícone da marca: a bolsa com alça de bambu. Somente no final desta década a GUCCI adotou oficialmente o logotipo GG, que continha duas letras G, uma normal e outra invertida, entrelaçadas. O novo logotipo começou aparecer em todas as bolsas e malas da marca, dando um ar mais aristocrático aos produtos. Pouco tempo depois, outro filho do estilista, Rodolfo, ingressou na empresa e abriu uma loja na cidade de Milão em 1951. Dois anos mais tarde falecia o fundador da empresa. Neste mesmo ano seus filhos, Aldo e Rodolfo, abriram uma loja na cidade de Nova York, onde as celebradas estrelas de Hollywood contribuíram e muito para que a marca florentina brilhasse nas capitais do luxo de todo o mundo; seguida de unidades na Philadephia, San Francisco, Beverly Hills e Palm Beach, dando início à internacionalização da marca GUCCI.--
Ainda nesta década a marca lançou outro ícone, o mocassim com fivela de metal, que se tornou um dos principais produtos da GUCCI, além da assinatura verde e vermelha que se tornou um dos principais símbolos de identificação da marca no mundo. Nesta época, celebridades como Sofia Loren, Ingrid Bergman, John Kennedy e sua então esposa Jaqueline Kennedy eram alguns dos fiéis clientes da marca. Essas celebridades eram constantemente fotografadas portando artigos clássicos da marca, como a bolsa de couro com alça de bambu ou o mocassim com bridão. Na década seguinte a empresa já vendia seus produtos em lojas próprias nas cidades de Londres (inaugurada em 1967, sendo a primeira na Europa fora da Itália), Paris, Tóquio (1971), Chicago e Hong Kong. Grace Kelly, Peter Sellers e Audrey Hepburn contribuíram para que a marca se tornasse sinônimo de bom gosto e sofisticação na badalada Hollywood, ganhando inúmeros adeptos entre as estrelas do cinema mundial.--Em 1989, quando a imagem da marca começava a se deteriorar no mercado de luxo, Domenico Del Sole, funcionário de um dos escritórios de advocacia americanos que prestavam serviços à GUCCI, foi indicado para moderar e buscar soluções para as divergências internas da empresa, especialmente entre membros da família. No mesmo período a Investcorp, empresa de investimento árabe, adquiriu 50% do capital da empresa com a saída de Aldo Gucci. Maurizzio, o último membro da família trabalhando na empresa, acabou vendendo sua participação acionária em 1993 por não se entender com o grupo de investidores. Com Maurizzio fora de cena, a GUCCI passou a ser liderada por Domenico Del Sole, que transferiu a sede da empresa de Milão para Casellina e nomeou Tom Ford – que já trabalhava na grife desde 1990 – como diretor de criação. Começava aí a nova fase da GUCCI. Além do relançamento das bolsas com alças de bambu e dos mocassins com bridão, ele passou a assinar todas as coleções, escolher os fotógrafos, decidir o tema das campanhas publicitárias e até escolher a arquitetura e decorações das lojas. Os rostos nas campanhas também mudaram. Audrey Hepburn e Grace Kelly deram lugar à Madonna e Tina Turner. As coleções cheias de sensualidade eram bem acolhidas pela imprensa especializadas e um investimento milionário em campanhas para lá de provocativas foi realizado.--
Em 2000 a empresa pertencia a um grupo de acionistas, entre eles Bernard Arnault (dono do grupo de luxo LVMH) e François Pinault (atual dono do grupo PPR). Embora Arnault quisesse aumentar suas ações para ter mais controle sobre a empresa, Del Sole e Ford conseguiram privilegiar Pinault, que através de negociações meio que impostas, foi aumentando seu capital até tornar-se o único proprietário da GUCCI em 2004. No mesmo ano, Del Sole e Ford saíram da empresa e a estilista de ascendência romena Frida Gianini passou a responder pela direção de criação da marca. Com dinheiro em caixa e criatividade de sobra, a GUCCI voltou aos editoriais de moda e às capas das revistas de negócios. Foi a mais retumbante volta por cima da moda internacional, criando uma tendência no mercado do luxo.
- - -No dia 8 de fevereiro de 2008 foi inaugurada a maior loja da grife italiana no mundo. Com uma espaçosa área de 14.020 m², a loja possui três andares totalmente climatizados e iluminados naturalmente. Expressando todo o requinte da marca italiana, o interior da loja possui detalhes decorativos como suportes de vidro e ouro polido. Além disso, o exterior do prédio revestido de vidro brilhante, compõe uma visão admirável para aqueles que o vêem. A sofisticação da GUCCI foi rigorosamente traduzida nesta nova loja, que, entre outros detalhes de luxo, tem o seu piso coberto de mármore branco, com algumas listras de mármore preto, se estendendo pelas paredes e pelo teto. O revestimento das maçanetas das portas se alterna em ouro e vidro com listras. Minuciosos detalhes que proporcionam uma experiência única aos clientes e admiradores que a visitam. Projetada por Frida Giannini, diretora criativa da marca e pelo célebre arquiteto James Carpenter, a nova flagship tem andares extremamente luxuosos e está localizada na 5ª Avenida em Nova York. Para causar expectativa e interação com o público, a marca lançou o site GucciLovesNY na semana da moda na cidade. Os visitantes do site concorriam a uma bolsa exclusiva da marca. Para participar era só enviar uma foto usando algum acessório GUCCI no lugar preferido de Nova York.
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A GUCCI inaugurou sua primeira loja no Brasil no final deste mesmo ano, no Shopping Iguatemi em São Paulo. A loja abriu as portas em 30 de novembro contando com 470m² e seguindo o mesmo projeto da unidade de Nova York. Nas araras, todas as peças: do ready-to-wear aos perfumes, passando pela coleção masculina completa de acessórios, sapatos e lançamentos simultâneos com as principais flagships ao redor do mundo. Hoje o logotipo da grife italiana brilha nas mãos da estilista Frida Giannini, responsável pelos acessórios e o prêt-à-porter feminino, e de John Ray, que assina a linha masculina.
- - -A linha do tempo1925 Lançamento das malas de viagem de couro maleável.
1932
Lançamento dos sapatos tipo mocassin.1964 Lançamento do cinto com fivela contendo as famosas as iniciais de Guccio Gucci.1969 Lançamento da bolsa com alça para o ombro, especialmente desenvolvida e criada para Jackeline Kennedy, que até hoje é conhecida como “Jackie O”. O modelo foi relançado em 1999, vendendo o número recorde de seis mil peças.
1979
Criação da Gucci Accessories Collection (GAC), divisão responsável por produtos como perfumes, canetas, relógios, isqueiros, entre outros acessórios.1997 Lançamento do perfume feminino Envy com fragrâncias florais.1999 Lançamento do perfume Rush acondicionado em um frasco moderno e jovial.2001 Lançamento do perfume feminino Rush 2, feito de uma composição de essências de madeira de palmeira, flor de nasciso, lírio do vale, freesia, gardênia, rosa e almiscar, resultando em um aroma refrescante.
2008
Lançamento de uma coleção exclusiva chamada Gucci Loves NY. Desenhadas por Frida Giannini, as peças desta linha fazem uma homenagem a cidade de Nova York e somente podem ser adquiridas na loja da 5ª Avenida. Entre elas, estão as jaquetas e bolsas de couro, material ícone da marca.
Lançamento de uma coleção especial com edição limitada, chamada "8-8-2008 Limited Edition". Oito exclusivos acessórios que remetiam a esportes de competição foram desenvolvidos por Giannini, como o relógio I-Gucci, equipado com tecnologia digital, pulseira vermelha de couro e detalhes cromados. Porém, a peça mais inusitada desta coleção foi a bicicleta vermelha com listras verdes, equipada com lanterna e duas bolsas GUCCI sobre a roda traseira.
Lançamento do perfume Gucci by Gucci, com notas de goiaba, mel e florais, embalado em um frasco marrom, em estilo Art Déco, contendo o logo da marca em letras douradas. A garota propaganda da fragrância foi a brasileira Raquel Zimmerman.
2009
Lançamento do perfume feminino Flora By Gucci.
2010
Lançamento de sua primeira linha de roupas e acessórios infantis. A linha possui duas coleções: uma dedicada às crianças mais crescidinhas e outra para os bebês. Entre as peças da coleção baby, é possível encontrar grandes clássicos da marca, entre eles os famosos trech em dimensões micro, mas também babadores e macaquinhos. Para festejar o lançamento desta nova linha, a marca anunciou a intenção de doar US$ 1 milhão à UNICEF para um programa de construção de escolas na África.
Lançamento do perfume masculino Gucci by Gucci pour Homme Sport, que evoca a liberdade de estar ao ar livre e o desejo pelo esporte. Ao mesmo tempo, doce e refrescante, a criação exclusiva desta fragrância garante que ela também seja bem acabada e complexa.
Lançamento do perfume Guilty. O conceito da fragrância dá ênfase na jovialidade e sensualidade urbana, e foi criado para mostrar o lado ousado e sexy da marca. Os rostos da campanha publicitária são da cantora e atriz Evan Rachel Wood e do ator Chris Evans.--Uma família polêmica
O reconhecimento da marca como ícone de sofisticação trouxe fama, dinheiro e, sobretudo, conflitos familiares, especialmente na década de 80, depois que Aldo Gucci foi citado em um escândalo de fraude fiscal que atingiu US$ 7 milhões. Desentendimentos e intrigas entre os membros da família colaboraram para que grife entrasse em um período de inércia criativa, além de problemas financeiros e a freqüente citação da palavra “falência”. Nesta época, arremessos de cinzeiros e palavrões eram comuns na sala de reuniões da diretoria. Em 1989, uma empresa de investimentos árabe, a Investcorp, adquiriu quase 50% do comando da GUCI. Para completar, em 1995, o último membro da família a dirigir a empresa, Maurizio Gucci, sobrinho de Aldo e neto do fundador da grife, foi assassinado quando chegava a seu escritório, em Milão, a mando de sua ex-mulher, Patrizia Reggiani. Anos depois, Patrizia, condenada a 26 anos de prisão, pediu permissão à justiça para cumprir a sentença em prisão domiciliar. Misteriosamente, todos os funcionários que trabalhavam na papelada do caso foram acometidos por sintomas como irritação na garganta, pele rachada e enjôos. A doença desconhecida foi apelidada de “a maldição de Maurizio”, pois muitos acreditavam que se tratava de uma manobra sobrenatural do fantasma do executivo para impedir que sua ex-esposa saísse da cadeia. Tal processo foi abandonado, já que todos os funcionários da justiça milanesa se recusaram a mexer nos papéis da apelação.- -
Dados corporativos
● Origem: Itália● Fundação: 1921● Fundador: Gauccio Gucci
● Sede mundial: Florença, Itália● Proprietário da marca: PPR Group
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman: Robert Polet● CEO & Presidente: Patrizio Di Marco
● Diretor criativo: Frida Giannini
● Faturamento: €2.26 bilhões (2009)
● Lucro: €618 milhões (2009)
● Valor da marca: US$ 8.346 bilhões (2010)
● Lojas: 290
● Presença global: 120 países
● Presença no Brasil: Sim (2 lojas)
● Funcionários: 6.950● Segmento: Moda de luxo● Principais produtos: Roupas e acessórios de luxo● Ícones: A bolsa com alça de bambu e o mocassim com bridão
● Website: www.gucci.com
-O valorSegundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca GUCCI está avaliada em US$ 8.346 bilhões, ocupando a posição de número 44 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.-A marca no mundoA marca tem cerca de 300 lojas próprias ao redor do mundo, com faturamento de €2.26 bilhões. A famosa marca italiana, controlada pelo grupo PPR (proprietário também das grifes Yves Saint Laurent, Sergio Rossi, Boucheron, Alexander McQueen, Stella McCartney, Balenciaga), produz e vende atualmente bolsas, malas de mão e outros acessórios de couro (que representam 57.6% do total de vendas da marca), sapatos (14%), roupas, gravatas, perfumes e relógios. Em relação a participação de mercado para a marca, o maior é a Europa (32.9%), seguido dos Estados Unidos (19.2%) e do Japão (13.9%).
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Você sabia?
O sultão de Brunei foi o responsável pelo maior pedido que a GUCCI já recebeu: 27 jogos de malas em couro de crocodilo no valor de US$ 2.4 milhões.
 Fonte: mundodasmarcas.blogspot.com

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A DIADORA consolidou sua presença no mercado de vestimenta esportiva graças ao valor de seus patrocinados e a evolução dos produtos: sempre vanguarda em seu estilo e inovação tecnológica. Esta é uma história sobre esporte, triunfos e inovação, mas acima de tudo uma história sobre uma marca que sempre acreditou nos princípios do esporte.
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A história
Para entender a história da DIADORA, é preciso voltar um pouco no tempo. Durante a Primeira Guerra Mundial, os vales de Veneto, do Rio Piave até o Montello, constituíram um fronte estratégico por um longo tempo disputado entre Itália e Áustria. Para suprir as necessidades do exército italiano convocado em novembro de 1917 para defender seu controle, uma produção de sapatos e botas militares foi estabelecida e isto proveu um dos itens essenciais de suprimento para a presença vitoriosa dos italianos naquele fronte. A experiência ganha durante a guerra foi consolidada durante o primeiro período pós-guerra com a produção artesanal de sapatilhas e botas de montanha. A área de Montebelluna logo se estabeleceu como ponto de referência, conhecida em toda a Itália por seu tipo de produção, moldando o contexto industrial, no qual, num futuro não muito distante, também nasceria a DIADORA.
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Logo após a Segunda Guerra Mundial, em 1948, da criatividade e empreendedorismo de Marcello Danieli, a DIADORA foi fundada nas colinas Trevigiani, numa área conhecida como Montello. Combinando o conhecimento adquirido num território inóspito, durante a Primeira Guerra Mundial ele saiu de casa para fabricar calçados com o objetivo de sustentar a família, seu fundador logo obteve sucesso em expandir seus produtos primeiro sobre Veneto, depois sobre toda a Itália. Durante esta época, DIADORA era uma verdadeira oficina onde as melhores botas de montanha eram virtuosamente produzidas à mão. A introdução de uma nova tecnologia manufatureira, como a moldagem de pressão, para cada patente comprada da América, a prosperidade crescente e a vontade da Itália de se recuperar no começo dos anos 60, fizeram com que a DIADORA se projetasse fortemente no cenário industrial.
--As produções com dimensões e processos de grandes indústrias estavam aumentando no país cada vez mais, sem, de qualquer modo, renunciar à qualidade de seus produtos. Não eram mais os sapatos de sola alta e botas de montanha: DIADORA começou a se mover através do esporte e diversificou a produção criando botas de esqui e as primeiras botas para neve. Este era apenas o primeiro passo através da dimensão esportiva que, em alguns anos, seria projetada, tornando-se imediatamente uma marca no campo de calçados para esporte. Entretanto, o esporte estava no caminho de tornar-se uma instituição fenomenal que mudaria o estilo de vida de muitas pessoas. Já havia sinais do potencial industrial e promoção comercial que a demanda de calçados esportivos estavam criando e tornando cada vez maiores.
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A geração dos 70 estava mais interessada em competições atléticas e os tênis da DIADORA eram mais e mais melhorados, graças à cooperação de campeões como os tenistas Guillermo Vilas e Bjorn Borg. Em 1976, com os Jogos Olímpicos de Montreal, veio o movimento de eventos de pista e campo e o início de um processo de diversificação gerada através de outras disciplinas esportivas. O calçado criado para Giuseppe Gentile, o celebrado campeão de salto triplo, foi um dos símbolos de uma nova era em calçados esportivos. Dois anos depois, em 1978, ocorreria o ingresso da marca no mundo do futebol. Roberto Bettega foi o primeiro atleta a estabelecer com a DIADORA, no futebol, uma parceria entre a empresa e o atleta, que começou alguns anos antes no mundo do tênis. A lista de jogadores de futebol em parceria com a DIADORA rapidamente cresceu e a marca tornou-se sinônimo de qualidade e excelência técnica neste esporte também. O fenômeno dos patrocínios nesta década provou ser de vital importância para a DIADORA: 3 milhões de pares de tênis produzidos anualmente e 3.500 pontos de venda em 45 países.
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Nos anos 80, seguiu-se uma década de crescimento e sucesso, a DIADORA embarcou na total diversificação em ambos os setores, produção e patrocínio. Fortaleceu sua presença nas disciplinas clássicas: tênis, atletismo, futebol e ao mesmo tempo expandiu para outros esportes: ciclismo, basquete, voleibol, automobilismo, esgrima, boxe, motociclismo e pentatlo. Alguns dos nomes dos maiores campeões de todos os tempos estiveram ligados à DIADORA: Sebastian Coe, Niki Lauda, Francesco Moser, Edwin Moses, Moreno Argentin, Zico, a Seleção Italiana de Futebol, Alain Prost e Ayrton Senna. Esta foi a era onde os grandes eventos de esporte foram televisionados: os patrocínios dos maiores campeões foram transmitidos para torcedores em todo o mundo, confirmando o renome da marca em um nível internacional.-
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Na década seguinte, o esporte tinha cada vez mais, se tornado um fenômeno global, seguido em todas as partes do mundo e capaz de atrair a enorme atenção em massa da mídia e da indústria, não necessariamente esportiva. Nesta época a DIADORA se desenvolveu colaborando com novos campeões, testando novas e melhores soluções tecnológicas e elaborando um estilo que é sempre mais distinto e atual. Uma das maiores colaborações foi a estabelecida com o jogador italiano Roberto Baggio. Por mais de dez anos, de sua ascensão até sua aposentadoria, a marca ficou ao lado do mais famoso e admirado jogador de futebol italiano. Mas também houve muitos outros campeões que se associaram a marca nesta época: a classe de Marco Van Basten, as grandes jogadas de George Weah, o carisma de Vialli, o fervor do gol de Signori, os cortes na rede dos tenistas Boris Becker, Jim Courier, Kafelnikov, Ivanisevic e principalmente do brasileiro Gustavo Kuerten. Desde 1996, a marca italiana é licenciada à Paquetá, empresa de calçados do Rio Grande do Sul, e distribuída em todo território brasileiro, argentino e uruguaio. Através do desenvolvimento e comércio de calçados, confecções e acessórios esportivos, ocupa posição de destaque em cada um desses mercados. Em 30 de junho de 1998, a DIADORA foi adquirida pela Invicta, que é líder em acessórios para atividades ao ar-livre. Nos anos seguintes a marca italiana iniciou o processo de criação e lançamento de linhas Lifestyle, que misturavam design esportivo e moda.-
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A linha do tempo
2002
Lançamento das chuteiras Axeler, desenvolvidas pela Universidade Politécnica de Milão, e que foram projetadas para garantir maior velocidade aos atletas e evitar lesões. Um filete de aço-alumínio, ligando os cravos da sola, fazia com que o calçado distribuísse melhor o impacto na hora do chute e da corrida.
Desenvolvimento de um uniforme à prova de falsificação, batizado de “One of eleven” (“Uma das onze”). Símbolos gravados na manga da camisa mudavam de cor quando o corpo do atleta atingia a temperatura de 35º C.2008 Uma formada por tênis, camisetas, bermudas, calças e bonés, com destaque para a FUN 97, uma releitura do clássico uniforme azul e amarelo usado por Guga em 1997 no torneio de Roland Garros.
Inauguração da primeira loja conceito da marca no mundo, localizada em Porto Alegre no Rio Grande do Sul.
2009
Lançamento da linha de tênis Diadora 80, com identidade exclusiva e um visual baseado no clássico old school - uma releitura de modelos originados pela marca para a prática de basquete na nostálgica década de 80 e que fizeram sucesso nos pés de grandes personalidades do cenário esportivo da época.
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As estrelas da marca
Hoje em dia a DIADORA mantém contratos de patrocínios com jogadores, clubes, árbitros e técnicos de futebol. Entre suas principais estrelas estão os jogadores italianos Francesco Totti, Filippo Inzaghi e Massimo Ambrosini; 22 times de futebol, entre eles o Napoli, e a seleção nacional de futebol da Escócia. Para os brasileiros a marca DIADORA ficou conhecida a partir de 1997, quando o tenista Gustavo Küerten, ainda um desconhecido no mundo do tênis, e então cabeludo, era patrocinado (desde 1995) pela marca quando venceu pela primeira vez o torneio de Roland Garros, na França, aos 17 anos. Com 20 títulos e mais de US$ 15 milhões em prêmios colecionados durante a carreira, GUGA se tornou o principal garoto-propaganda da marca, não somente no Brasil, como no mundo inteiro. A marca se notabilizou por patrocinar também o árbitro do Campeonato Italiano o Peirluigi Collina, e técnicos de renome como Fabio Capello.-
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O nomeEste nome “sonoro e brilhante” foi sugerido para Danieli por um amigo. A palavra DIADORA é um termo derivado do grego, e originalmente significava “de Zara, um Zarantino” para especificar os habitantes da cidade de Dalmata. A expressão ecoou na Itália, no começo do século 20, em nome de uma sociedade esportiva histórica, com base no Lido de Veneza, que venceu uma medalha de bronze histórica nas Olimpíadas de Paris em 1924. O nome DIADORA estava conectado a uma referência esportiva pela primeira vez, um distante prelúdio para um futuro que seria coroado com memoráveis sucessos. A palavra DIADORA, além disso, continha um significado interior que seria refletido no futuro nome da marca. Em Grego, “dia-dora” significa “por meio de dádiva”: o compartilhamento de sucessos, o conceito de time na situação competitiva, competição que respeita ambos, parceiros e adversários, isto iria se transformar nos princípios fundamentais por trás da marca DIADORA.
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A evolução visualO logotipo da DIADORA passou por modificações ao longo dos tempos, como pode ser visto abaixo:-
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Os slogansPassione Totale.
Paixão Total.
(Brasil)
Light your fire. (Estados Unidos)
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Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 1948● Fundador: Marcello Danieli● Sede mundial: Caerano di San Marco, Itália
● Proprietário da marca: Diadora-Invicta SpA● Capital aberto: Não
● CEO: Enrico Mambelli● Faturamento: US$ 500 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 1● Presença global: + 80 países● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 2.000● Segmento: Materiais esportivos● Principais produtos: Roupas e acessórios esportivos, chuteiras
● Ícones: O tenista Gustavo Kuerten e o jogador de futebol Roberto Baggio
● Slogan: Passione totale.
● Website: www.diadora.com
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A marca no mundo
Presente em mais de 80 países ao redor do mundo, a marca italiana fatura cerca de US$ 500 milhões anualmente e já disputa a quarta posição com a marca alemã Puma, no mercado mundial de artigos para futebol. O Brasil é o segundo maior mercado da marca depois da Itália.
Fonte: mundodasmarcas.blogspot.com

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História do Calçado

             Existem evidências que mostram que a história do  sapato começa a partir de 10.000 a. C., ou  seja,  no final  do  período paleolítico (pinturas desta época em cavernas na Espanha e no sul da França fazem referência ao calçado).
             Entre os utensílios  de  pedra  dos  homens  das  cavernas existem vários que serviam para raspar as peles,  o que indica que a arte de curtir é muito antiga.
             Nos hipogeus (câmaras subterrâneas  usadas  para  enterros múltiplos) egípcios, que têm idade entre 6 e 7 mil anos, foram descobertas pinturas que representavam os  diversos estados do preparo do couro e dos calçados.
             Nos países frios o mocassim é o  protetor  dos  pés  e  nos países mais quentes a sandália  ainda é a mais usada. As sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira.
 Era comum andar descalço e carregar as sandálias usando-as apenas quando necessário.
             Sabe-se que apenas os nobres da  época  possuíam sandálias. Mesmo  um  Faraó  como  Tutancamon  usava   calçados   como sandálias e sapatos de couro simples (apesar dos enfeites de ouro).
Na  Mesopotâmia eram  comuns  sapatos  de  couro cru  amarrados aos pés por tiras do mesmo material. Os coturnos eram símbolo de alta posição social. Os Gregos chegaram a lançar moda  como  a  de  modelos diferentes para pés direito e esquerdo.
            Em Roma o calçado indicava a classe social. Os  cônsules usavam sapato branco, os senadores sapatos marrons  presos por 4 fitas pretas de couro atadas a 2 nós e o calçado tradicional das legiões era a bota de cano curto que cobria os dedos.
            Na idade média tanto homens como mulheres usavam sapatos de couro abertos que tinham uma forma  semelhante à das sapatilhas. Os homens também usavam botas altas e baixas atadas à frente e ao lado. O material mais corrente era a pele de vaca, mas as botas de qualidade superior eram feitas de pele de cabra.
            A padronização da numeração é de origem inglesa. O  rei Eduardo (1272-1307) foi quem uniformizou as medidas.
            A primeira referência conhecida da manufatura do calçado na Inglaterra é de 1642 quando Thomas Pendleton  forneceu 4.000 pares de sapatos e 600 pares de  botas  para o  exército. As campanhas militares desta época  iniciaram uma
     demanda substancial por botas e sapatos.
           Em meados do século 19 começam a surgir as  máquinas para auxiliar na confecção dos calçados, mas só com a máquina de costura o sapato passou a ser mais acessível.
A partir da quarta década do século 20 grandes  mudanças começam a acontecer nas indústrias calçadistas como a troca do couro pela borracha  e  pelos  materiais sintéticos principalmente nos calçados femininos e infantis.
          Provavelmente os funcionários de Pendleton fizeram os sapatos do início ao fim mas na  moderna  indústria o  processo é quebrado em várias e distintas etapas como:
modelagem : criação, elaboração  e  acompanhamento dos modelos no processo de fabricação;
almoxarifado: recebimento, armazenamento, classificação e controle do couro e demais materiais;
corte: operação de corte das diferentes peças que compõem  o  cabedal (parte superior do calçado). No  corte são utilizadas lâminas e facas especiais e/ou superior do calçado).
     No corte são utilizadas lâminas e facas especiais e/ou balancins de corte que pressionam  os  moldes metálicos  na superfície do couro e/ou outros materiais;
chanfração: preparação do couro para  receber  a  costura;
costura: junção  das partes que compõem  o  cabedal.
     Em muitas empresas esse  setor  encontra-se subdividido em preparação, chanfração e costura;
pré-fabricado:  fabricação de solas, saltos e palmilhas. Muitas empresas  não têm esse setor, pois existem fábricas que se especializam na produção desses materiais;distribuição: controla o volume da produção,  revisa a qualidade  dos  materiais e  os distribui para os setores de montagem e acabamento;
montagem: conjunto  de operações que unem  o  cabedal ao solado;
acabamento: operações  finais    ligadas à   apresentação do calçado como escovamento, pintura e limpeza;
montagem  e acabamento: em muitas empresas esses dois setores são organizados em linha de montagem,  isto é, os postos de trabalho  são colocados em  linha e o  produto em elaboração vai  incorporando as  operações parciais de cada trabalhador, até  que,  no  final    da  linha,  o produto resulta acabado;
expedição: embalagem, encaixotamento e envio  ao mercado de destino.
         Na Página Museus do sapato podem  ser encontradas fotos raras e outros aspectos da história.
         Em breve a História do calçado  no novo mundo. A história no Brasil incluirá uma descrição sobre o uso de calçados  no Rio de Janeiro  em 1816 uma descrição  de uma fábrica de calçados e um curtume em 1918.


Fonte: sapatosite.com

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All Star





Dizem que quanto mais velho, mais gostoso fica. Surrado, customizado, com cadarço de cores diferentes. Cada um tem seu próprio jeito de usar ALL STAR, o tênis que não sai dos pés de muitas gerações. Jovens e adultos, universitários, roqueiros, profissionais liberais e celebridades, o ALL STAR é sucesso em todas as tribos. Não é de hoje que famosos exibem seus pares. Companhia para todas as ocasiões há quem afirme que não vive sem ele.


A históriaA história de um dos maiores ícones da cultura americana e posteriormente mundial começou quando Marquis Mills Converse fundou a empresa Converse Rubber Company em 1908, na cidade de Malden, estado do Massachusetts. Em 1917, a empresa lançou uma linha de calçados esportivos, incluindo um tênis feito de lona, sola grossa e biqueira de borracha que revolucionou o basquete, criando assim um calçado inovador para a época, o mundialmente famoso CONVERSE ALL STAR, com o selo de estrela na parte lateral do tornozelo. Charles “Chuck” Taylor, jogador universitário que logo se tornou profissional, foi recrutado para representar e vender o modelo, viajar pelo país e “evangelizar” os demais jogadores de basquete. Em 1921, ele sugeriu novas idéias para uma versão do ALL STAR. Ele mudou o desenho da sola para criar mais tração, adicionou uma proteção no calcanhar para melhorar o apoio e proteção ao tornozelo dos jogadores. Lançado em 1923, o CONVERSE ALL STAR com sua assinatura foi um sucesso instantâneo, sendo o único tênis usado por todos os jogadores de basquete, quer seja profissional ou universitário.

O tênis foi o primeiro modelo produzido para o mercado de massa norte-americano e rapidamente toda a América sucumbiu ao estilo do modelo, que passou a ser o tênis oficial dos jogadores de basquete americanos. O sucesso foi tamanho, que em 1930, o jogador de badminton Jack Purcell deu continuidade ao trabalho iniciado por Taylor, projetando outro modelo, de grande resistência e desenho inovador para a época. O design básico, o conforto, a durabilidade e a funcionalidade foram características que determinaram a escolha do CONVERSE ALL STAR como calçado oficial das forças armadas americanas durante a Segunda Guerra Mundial. Até 1947 o ALL STAR só era encontrado na tradicional cor preta. Mas isso mudou com o lançamento do tênis na cor branca, criando assim mais uma opção básica para seus consumidores.

O sucesso continuou e nos anos 50 e 60, estrelas de cinema e do rock adotaram o ALL STAR como um item básico em seu visual. O ator James Dean, ícone da rebeldia na época, não saía jamais sem os seus durante a filmagem de “A Fúria da vida”. Bruce Springsteen, Graham Nash e Eddie Van Halen eram vistos calçando ALL STAR em seus shows. Até 1955, cerca de 100 milhões de espectadores assistiam aos jogos da NBA e o CONVERSE ALL STAR CHUCK TAYLOR se tornou o calçado número 1 na América. Na década de 60, Hollywood se encantou e utilizou cada vez mais os famosos tênis no cinema. A distância entre os mundos do esporte e da moda começava a se apagar. Outras marcas iniciaram o desenvolvimento de calçados com tecnologia mais avançada e em materiais mais adequados ao basquete. A empresa respondeu a esta demanda agregando cores e materiais como o couro, camurça e vinil; e lançando em 1966 a versão cano curto (conhecida como Oxford Sneaker) e em cores variadas para combinar com os uniformes dos times de basquete. Era o começo de uma nova história para o tradicional ícone. O ALL STAR firmou seu espaço nos anos 70, quando ganhou definitivamente os pés do rock n’roll. Apesar disso, ALL STAR sentiu a ameaça de perder seu lugar estrelado frente ao crescimento de marcas como Nike, Reebok, Puma e Adidas. Mas o tênis seguiu sua trajetória impulsionada pelo LIFESTYLE.

Foi febre nos anos 80, época da moda do conceito “vários em um”. O tênis manteve o modelo clássico, mas a sola era ligada com um zíper à parte de cima, dando a possibilidade de 3 ALL STAR em 1. Também foi lançado o modelo original em couro – chamado de All Star 2000 – e que se tornou um sucesso entre os consumidores, vendendo mais de 1.000.000 de pares. Nesta década algumas personalidades entraram para a história como adeptos dos tênis, entre eles o roqueiro Kurt Cobain, do Nirvana, e os integrantes do Ramones, que acabaram arregimentando usuários entre os fãs de suas bandas. Foi ainda nos anos 80, ultrapassadas quaisquer barreiras culturais e sociais, que os tênis ALL STAR consolidam-se definitivamente como o produto democrático, que atendia a mundos diversos, chegando, inclusive, em terras brasileiras pela primeira vez, onde ficou conhecido pelo slogan “O tênis de todas as estrelas”. Em 1992, o ALL STAR, que já havia virado um ícone no segmento de calçados, comemorou 75 anos com 500 milhões de pares vendidos no mundo inteiro. Em 2001, a empresa sofreu com altas dívidas e seus títulos chegaram a valer menos de US$ 1 na Bolsa de Valores. Tal queda lhe valeu lugar no capítulo 11 da lei americana de empresas em falência. Foi neste momento que a CONVERSE foi assumida pelo fundo americano de Footwear Acquisition por €125 milhões. A produção começou a ser realizada na Ásia, e as filiais estrangeiras foram fechadas e convertidas em distribuidores e passaram a ter contratos de licenciamento.

A empresa foi comprada pela Nike em 2003 por US$ 305 milhões, quando ainda enfrentava enormes dificuldades financeiras, basicamente pelo valor da marca ALL STAR. Para a Nike, a compra da empresa iria ajudar a ocupar um espaço que a marca ainda não conseguiu tomar: tênis de preços mais baixo. Nos anos seguintes, aos poucos a marca ALL STAR foi reconquistando ex-clientes e outras várias gerações de novos consumidores. Outro fator importante para a marca voltar a ganhar força no mercado foi a distribuição. Rede seletiva para distribuir o produto, valor agregada à marca e a comunicação, além de trabalhar com formadores de opinião. Rapidamente o produto voltou a se tornar um básico, um ícone da juventude descolada e moderna. Hoje, com um nome que pesa mais de US$ 2 bilhões em vendas, a líder de calçados esportivos resgatou definitivamente a marca ALL STAR. Não apenas salvou a marca, como transformou o tênis de bico branco em líder entre os varejistas de muitos países. Em 2008 o tradicional tênis completou um século de existência. Embora a idade, a marca de tênis, uma verdadeira estrela no segmento, vestindo jovens e velhos, homens e mulheres, crianças de todos os países, nunca foi tão popular e moderna, mesmo tendo que lutar hoje contra a falsificação. Assim, a cada ano, centenas de milhões de pares são vendidas no mundo, segundo a marca. Mais do que uma moda, ALL STAR é uma epidemia, que oferece tênis em mais de cem cores e materiais diferentes.





Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 1917
● Criador: Converse
● Sede mundial: North Andover, Massachusetts
● Proprietário da marca: Nike Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO & Presidente: Jim Calhoun
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Pontos de venda: 27 mil lojas independentes
● Presença global: 144 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 400
● Segmento: Calçados esportivos
● Principais produtos: Tênis
● Ícones: O próprio tênis
● Slogan: All Star Stay True.
● Website: www.converse.com

A marca no mundo
A Converse vende os tênis ALL STAR em mais de 27 mil lojas independentes em 144 países ao redor do mundo. Desde seu lançamento no mercado já foram comercializados mais de um 1.1 bilhões de pares do CONVERSE ALL STAR CHUCK TAYLOR. A enorme popularidade do modelo faz com que 65% dos americanos tenham pelo menos um par de ALL STAR. O tênis jamais esteve tanto na moda. Mais de 3.000 novos modelos são lançados a cada ano. A marca é dividida em diferentes linhas que são vendidas de forma segmentada conforme o ponto de venda: Premium para boutiques altamente especializadas, Clássico para lojas multimarcas e esportivas, Rock e Militares entre os especialistas de jeans, etc. Se um CONVERSE ALL STAR branco custa hoje aproximadamente US$ 45 nos Estados Unidos, ele custava só US$ 6 em 1957.
Você sabia? Ao longo dos anos o tradicional tênis ganhou vários apelidos: “Cons”, “Connies”, “Convics”, “Verses”, “Chuckers”, “Chucks”, ”Chuckies”, “Chuckie T's”, “Chucker Boots” ou “Chuck Taylors”.
Os modelos clássicos, de lona, com cano baixo, e cores tradicionais, como azul, preto e vermelho são os mais vendidos pela marca.




Fonte: mundodasmarcas

 

 

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A invenção de um líquido em uma tarde de verão no ano de 1886 viria a se tornar parte da história do mundo e das civilizações. Imagine uma marca que esteja em todos os lugares do planeta. Uma marca conhecida por 99,9% da população mundial. Que dificilmente alguém nunca comprou. A COCA-COLA tem consumidores do Tocantins ao Timor Leste. No mais remoto local deste planeta, você será capaz de achar uma. Além disso, pode ser encontrada desde o mais requintado ambiente até o mais simples estabelecimento comercial. Esta é a marca COCA-COLA.
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A história
Tudo começou em 1886 quando John Styth Pemberton, um farmacêutico da cidade de Atlanta, criou uma bebida, a qual chamou de “tônico para o cérebro”, que se tornaria um grande símbolo americano. Da mesma forma que outros inventos mudaram a história, a criação de Pemberton foi motivada pela simples curiosidade. O farmacêutico, que adorava manipular fórmulas medicinais, ao pesquisar um medicamento para amenizar dores de cabeça no porão de sua casa criou uma mistura líquida de cor caramelo que incluía extrato de noz de cola, um estimulante com alto teor de cafeína, e também extrato de folhas de coca.
- - Levou a mistura para uma farmácia, a Jacob’s Pharmacy, onde o xarope de cor castanha, misturado à água carbonatada (gasosa), foi oferecido aos clientes, que consideraram a bebida muito especial e refrescante. A farmácia colocou o copo do produto à venda por US$ 0,05. Frank Mason Robinson, contador de Pemberton, batizou a bebida de COCA-COLA, escrevendo o nome com sua própria caligrafia. Desde então o nome é escrito da mesma maneira. A princípio, o concentrado era acondicionado em pequenos barris de madeira na cor vermelha. Por isso, a cor foi adotada como oficial da marca.
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A data oficial do nascimento do produto foi 8 de maio de 1886. Nos primeiros anos foram vendidos aproximadamente 9 copos (237 ml) por dia. Infelizmente, Pemberton era mais um inventor do que homem de negócios. Sem ter a menor idéia que inventara um produto que viria a ser um sucesso mundial, em 1891 vendeu a fórmula para Asa Griggs Candler, por aproximadamente US$ 2.300. Candler tornou-se o primeiro presidente da empresa e o primeiro a dar real visibilidade ao negócio e a marca. Asa Candler, um vendedor nato, transformou a COCA-COLA de uma simples invenção em um grande negócio. Descobriu formas criativas e brilhantes de apresentar a nova bebida: distribuiu cupons para incentivar as pessoas a experimentarem o produto e abasteceu os farmacêuticos com relógios, balanças e calendários com a marca COCA-COLA. A promoção agressiva funcionou: a marca estava em todos os lugares. A popularidade do refrigerante exigiu novas formas de apresentações que permitiram a mais pessoas apreciá-la.
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No dia 31 de janeiro de 1893, a marca COCA-COLA foi registrada oficialmente. Em 1894, Joseph Biedenharn, um comerciante do estado do Mississipi, colocou a bebida em uma garrafa e a ofereceu a Candler, que não ficou muito entusiasmado com a novidade. Apesar de ser um homem de negócios inovador e brilhante, não podia imaginar, na época, que o segredo do sucesso da COCA-COLA estaria em garrafas portáteis que os consumidores pudessem levar a qualquer lugar. Tanto que cinco anos depois, em 1899, por apenas US$ 1, vendia os direitos de exclusividade para engarrafar e comercializar a bebida aos advogados Benjamin F. Thomas e Joseph B. Whitehead. As garrafas eram convencionais, lisas, com uma rolha e um rótulo de papel que identificava o produto.
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Em 1895, a COCA-COLA já era vendida em todos os estados e territórios americanos. Nesta época, três fábricas nas cidades de Chicago, Dallas e Los Angeles já engarrafavam o produto. Pouco depois, em 1897, o produto já chegava, em pequenas quantidades ao Canadá, México e Havaí. A imitação pode ser a forma mais explícita de se demonstrar admiração. Mas a The Coca-Cola Company não ficou satisfeita com a proliferação de bebidas similares à sua, na esteira do sucesso de seu refrigerante. Era um grande produto e uma grande marca: deveriam ser protegidos. Então, foram elaboradas propagandas dando ênfase à autenticidade da COCA-COLA, sugerindo aos consumidores que exigissem o legítimo e não aceitassem nenhum substituto ou imitação. A empresa também decidiu criar um novo formato de garrafa para dar aos consumidores maiores garantias de estarem tomando a COCA-COLA original. Em 1916, a Root Glass Company, uma empresa do estado de Indiana, iniciou a fabricação da famosa garrafa “Contour”. A embalagem foi escolhida por causa de sua aparência atrativa, design original e pelo fato de, mesmo no escuro ou de olhos vendados, o consumidor poder identificá-la.
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A empresa cresceu rapidamente e se expandiu por todo território americano, atravessando as fronteiras, com seus produtos chegando a Cuba (1906), Panamá, Canadá, Porto Rico, França e outros países. Talvez ninguém tenha causado tanto impacto na empresa como Robert Woodruff. Seu pai comprou a empresa de Candler em 1918 e Robert assumiu a presidência cinco anos depois. Foi Candler quem introduziu a marca no mercado americano. Mas foi Woodruff quem consolidou a marca e a liderança do produto em todo o mundo, durante os 60 anos em que ficou no comando da empresa. Viu muitas oportunidades de expansão, conquistando novos mercados com campanhas inovadoras: a COCA-COLA viajou com a equipe americana para as Olimpíadas de Amsterdã (em 1928); seu logotipo foi estampado nos trenós de corridas de cachorro no Canadá e nas paredes das arenas de touros, na Espanha; abriu fábricas na Espanha, Bélgica, França, Itália, Guatemala, Honduras, Peru, Austrália e África do Sul; alavancou o desenvolvimento e a distribuição dos produtos através da embalagem com 6 unidades (six-pack); das geladeiras horizontais e outras inovações que tornam a marca ainda mais fácil de ser apreciada e reconhecida. Quando ficou claro a preferência das donas de casa pelas embalagens de 6 unidades, a empresa enviou mulheres de porta a porta para instalar gratuitamente um abridor de parede com a marca COCA-COLA.
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Em 1941 os Estados Unidos entraram oficialmente na Segunda Guerra Mundial, enviando milhares de homens e mulheres para as frentes de combate. A marca acompanhou esses combatentes, pois Woodruff determinou que o produto fosse vendido a US$ 0,05 para todo soldado norte-americano não importando onde quer que estivesse, em qualquer parte do mundo, não importando o quanto isso custaria à empresa. Durante o período, 64 instalações de engarrafamento foram criadas para abastecer as tropas que estavam fora do território americano. E foi também durante a guerra que milhares de europeus experimentaram a bebida pela primeira vez. Quando a paz voltou a reinar no mundo, a COCA-COLA já tinha muitos negócios pelo mundo e milhões de apreciadores. A visão de Woodruff, de que uma COCA-COLA deveria estar sempre ao alcance das pessoas foi se tornando aos poucos uma realidade.
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Na década de 80, época em que se iniciou o chamado culto ao corpo, foram anos de mudanças e transformações na empresa. Em 1981, o cubano Roberto C. Goizueta, que deixara seu país em 1961, após a revolução, tornou-se CEO da empresa. Ele organizou as inúmeras fábricas engarrafadoras dos Estados Unidos em uma única empresa, fundando a Coca-Cola Enterprises Inc. Uma iniciativa que entraria para a história da marca foi à mudança do sabor da COCA-COLA, em 1985, a primeira alteração na fórmula em 99 anos. Na fase de testes, os consumidores demonstraram gostar muito do novo sabor. No mundo real isso não aconteceu, pois havia uma relação emocional muito forte com a fórmula original. Os consumidores pediram o retorno da antiga fórmula. Não faltavam críticas dizendo que foi o maior erro de marketing da história. -

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Mas Goizueta tinha o poder de transformar limão em limonada. A fórmula original retornou ao mercado, amparada por uma grande campanha de marketing, como COCA-COLA CLASSIC e o produto rapidamente começou a aumentar a liderança em relação à concorrência. Foi nesta década que teve início à famosa “Cola Wars” (Guerra das Colas), uma batalha de marketing e propaganda entre a marca e sua principal rival Pepsi. Nos anos seguintes a empresa lançou inúmeras variações do refrigerante como: com sabor de baunilha, com gotas de limão, com sabor de lima, entre outros. Todas essas novidades ajudaram a marca COCA-COLA a se manter na liderança do mercado mundial de refrigerantes. Em 2009, a COCA-COLA eliminou a palavra “classic” dos rótulos de seu principal produto nos Estados Unidos, para torná-lo mais atraente para o público jovem. A empresa havia introduzido a palavra “classic” nas embalagens em 1985, para diferenciar a bebida da então recém-lançada New Coke. Ao longo de todos esses anos, a marca COCA-COLA se enraizou em muitas culturas pelo mundo afora. Um exemplo disso é a tradicional caravana de caminhões da empresa adornados por luzes que desfilam em ruas e avenidas de centenas de cidades do mundo para celebrar o espírito de natal.
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- A linha do tempo 1894 O produto é vendido pela primeira vez em garrafa no dia 12 de março, quando o comerciante Joseph Biedenharn, da cidade de Vicksburg, estado do Mississippi, impressionado com a incrível procura pelo produto, instalou uma máquina de engarrafamento em seu estabelecimento.
1902
O refrigerante passou a ser vendido em garrafas com “tampa coroa”, até então, era comercializado em garrafas com tampa de rolha. 1923 Introduzida a embalagem six-pack, contendo seis garrafas do produto, com o objetivo de encorajar as pessoas a consumirem mais COCA-COLA em suas casas. 1929 Lançamento de uma caixa de metal, que conservava a COCA-COLA gelada nos postos de vendas, chamado de “open-top cooler”.
1955
A COCA-COLA é vendida pela primeira vez em lata de alumínio.
1960
A embalagem de lata foi introduzida oficialmente no mercado com grande sucesso. 1964 Introduzida a primeira lata com anel para abertura superior. 1982 Lançamento da DIET COKE que, em apenas dois anos, tornou-se a bebida de baixa caloria mais conhecida do mundo e a segunda de maior sucesso depois da própria COCA-COLA. O produto, também conhecido como COCA-COLA LIGHT, está disponível em mais de 150 países ao redor do mundo.
1983
Lançamento da CAFFEINE FREE DIET COKE, a versão diet sem cafeína.
1985
Introdução do refrigerante de cola com sabor de cereja chamado CHERRY COKE. O novo produto era a terceira extensão da marca COCA-COLA e o primeiro com sabor. Atualmente pode ser encontrado em restaurantes, farmácias e supermercados de aproximadamente 25 países. Seus maiores mercados são os Estados Unidos, Canadá e a Inglaterra, onde é muito popular entre os adolescentes.
1986
Lançamento da DIET COKE CHERRY, a versão diet do refrigerante com sabor de cereja. Atualmente esta versão é chamada de CHERRY COKE ZERO.
2001
Lançamento da DIET COKE WITH LEMON, refrigerante com um toque especial de limão. O novo refrigerante cítrico se tornou um hit de sucesso.
2002
Lançamento da VANILLA COKE, a clássica COCA-COLA com sabor de baunilha. A versão dietética, batizada de DIET COKE VANILLA, seria introduzida neste mesmo ano. 2004 Lançamento da COCA-COLA C2, uma nova versão com metade dos carboidratos, açúcar e calorias da versão normal, introduzida primeiramente no Japão e posteriormente nos Estados Unidos e Canadá. Hoje está disponível em seis mercados mundiais.
Lançamento da DIET COKE LIME, versão do refrigerante light misturado com o sabor lima, introduzido para tentar barrar o grande avanço da rival Pepsi Twist. Atualmente o produto está disponível em mais de 30 países ao redor do mundo.
2005
Lançamento da COCA-COLA ZERO, o sabor inigualável do tradicional refrigerante em uma versão sem açúcar, voltado para um público jovem, que não quer abrir mão do sabor único de COCA-COLA, mas busca uma alternativa sem açúcar do refrigerante. Atualmente o produto está disponível em 133 países ao redor do mundo, e vendeu, somente em 2009, 600 milhões de caixas.
Lançamento da COCA-COLA WITH LIME, a versão original com um toque de lima. O produto é comercializado em 10 países como Estados Unidos, México, Japão, Canadá e Austrália.
Lançamento da DIET COKE WITH SPLENDA, refrigerante adoçado com Splenda, um adoçante sem calorias, que não deixa resíduo e não causa reações alérgicas. O produto é comercializado somente nos Estados Unidos e nas Ilhas Mariana.
Lançamento da COCA-COLA RASPBERRY, o refrigerante tradicional com sabor de framboesa. Atualmente este produto esta disponível somente na Nova Zelândia.
Lançamento da COCA-COLA LIGHT SANGO, o refrigerante diet com sabor de laranja, introduzido primeiramente na Bélgica, país com maior consumo per capita de Coca-Cola Light no mundo, e posteriormente na França.
2006
Lançamento da COCA-COLA BLAK, produto mais sofisticado de sua linha, que une o tradicional sabor da COCA-COLA a essência de café, com apenas 45 calorias. O produto foi introduzido primeiramente na França em uma moderna garrafa de alumínio, e hoje está presente em 7 países ao redor do mundo, incluindo estados Unidos, Espanha e Canadá.
Lançamento da BLACK CHERRY VANILLA COKE, um refrigerante com mistura de essências de café, cereja e baunilha. A versão dietética foi introduzida também este ano. O produto é vendido somente no mercado americano e canadense.
Lançamento da COCA-COLA CITRA, refrigerante misturado com limão e lima, disponível somente no México.
2007
● Lançamento da DIET COKE PLUS, versão do refrigerante dietético enriquecido com vitaminas (B6 e B12) e minerais (magnésio e zinco). Essa combinação aparentemente bizarra de nutrientes com aspartame parece sinalizar uma estratégia da COCA-COLA de unir os benefícios dietéticos de seus produtos a valores realmente nutricionais. O slogan de lançamento do produto foi “Great taste has its benefits”.
Lançamento da COCA-COLA ORANGE, o refrigerante tradicional com sabor de laranja, disponível somente na Inglaterra em edição limitada inicialmente, comercializado em latas de 330ml e 500ml e garrafas de dois litros. 2009 Lançamento das mini-latinhas com 90 calorias para incentivar os amantes da COCA-COLA a manter consumo, mas ao mesmo tempo se preocuparem com a saúde.
Lançamento da PLANT BOTTLE, uma garrafa PET que diminui em 25% o CO2 emitido durante a fabricação. O produto tem etanol proveniente da cana como substituto de parte do petróleo e, por ser 30% à base de planta, diminui a dependência de recursos não renováveis. A nova garrafa é igual a uma PET convencional em relação às suas propriedades químicas, cor, peso e aparência, além de ser 100% reciclável. Em 2010, essa garrafa foi lançada oficialmente no mercado brasileiro.
Lançamento no mercado japonês da COCA-COLA PLUS GREEN TEA, o tradicional refrigerante de cola com zero caloria e uma pitada de chá verde. -

- O refrigerante do futuro?
Depois de cinco anos de desenvolvimento e pesquisas, em 2009 a COCA-COLA pode ter lançado oficialmente o futuro do refrigerante. É a COCA-COLA FREESTYLE, uma moderna e avançada máquina automática de venda, com design assinado pelos projetistas da Ferrari, que permite ao consumidor misturar 106 tipos de refrigerantes para criar sua própria bebida. Imagine um refrigerante que tenha Coca-Cola Diet, suco de maça, chá verde, um pouco de Cherry Coke, com um toque de Sprite e uma pitada de Fanta. Para fazer o pedido, basta escolher os sabores em uma tela sensível ao toque da FREESTYLE. A máquina é conectada a internet, com isso informações como as preferências do consumidor em determinados horários e locais e a necessidade de novos carregamentos de ingredientes são enviadas mais facilmente à empresa. Além disso, a máquina propõe ainda outra novidade: a mistura do refrigerante no copo. Em geral, uma máquina de refrigerante comum combina água carbonatada (gasosa) com xarope de sabor em uma câmara especial e expele o produto acabado pelo bocal. Como a FREESTYLE possui apenas um bocal para montar o refrigerante a máquina libera água carbonatada pelo centro do bocal e depois expele jatos de sabor, misturando a bebida na frente do consumidor. Aproximadamente 500 máquinas estão sendo instaladas como testes em locais exclusivo no sul da Califórnia, Atlanta, Dallas e Salt Lake City. Só um detalhe: quem não quiser experimentar a novidade poderá continuar pedindo a COCA-COLA de sempre, sem nenhuma mistura, na mesma máquina.
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O erro do século
Em 1985, a COCA-COLA, então presidida por Roberto Goizueta, um cubano naturalizado americano, cometeu “o maior erro de marketing do século” ao fazer o impensável: alterar a fórmula tradicional da COCA-COLA. Em uma tentativa de recuperar participação de mercado que havia perdido para a rival Pepsi, a empresa colocou em produção o refrigerante com uma nova fórmula, com um gosto mais doce e suave, que passou a ser conhecida como New Coke. Nos testes com grupos de consumidores, todos os aspectos do novo produto foram aprovados. Mas na vida real não foi bem assim. A empresa anunciou o novo sabor com uma verdadeira festa de propaganda e publicidade. A princípio, em meio a fanfarra de apresentação, o novo produto vendeu bem. Mas as vendas logo caíram à medida que um público atônito reagia. As telefonistas do setor de atendimento ao cliente da empresa passaram a receber cerca de 8.000 ligações diárias, além das mais de 40.000 cartas que foram dirigidas mensalmente à matriz. A mensagem básica dos consumidores americanos era bem clara: “A Coca-Cola Company os traíra”. Um grupo chamado “Old Cola Drinkers” iniciou protestos, distribuiu camisetas e ameaçou abrir um processo, a menos que a COCA-COLA trouxesse de volta a fórmula antiga. A vida do novo refrigerante foi curta. Três meses depois a empresa se rendeu ao descontentamento dos consumidores e voltou a produzir o refrigerante com a fórmula original, lançado-o com o nome de COCA-COLA CLASSIC. A re-introdução da fórmula original aumento as vendas, o que levou a que alguns críticos sugerissem que a comercialização da nova fórmula havia sido uma grande estratégia de marketing. Anos mais tarde, em 1992, a New Coke foi batizada Coke II.
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A fórmula secreta
A fórmula exata da COCA-COLA é um segredo comercial. A cópia original da fórmula é guardada no cofre principal do SunTrust Bank em Atlanta. Uma lenda diz que apenas dois executivos têm acesso à fórmula, cada um deles tendo acesso a apenas metade da fórmula. De fato, a COCA-COLA possui uma regra restringindo o acesso a apenas dois executivos, cada um sabendo a fórmula completa e outros conhecendo o processo de formulação.
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A vedete de uma marca
O primeiro engarrafamento da COCA-COLA ocorreu em Vicksburg, estado do Mississippi, na Biedenharn Candy Company em 1894. As garrafas originais eram muito diferentes do visual atual de silhueta que as atuais. Este tipo de recipiente, inovador na época, era ainda produzido de uma forma artesanal. Cada garrafa era feita à mão, soprada por um operário vidreiro e, por esse motivo, não havia duas rigorosamente iguais. Mesmo assim, já ostentavam o logotipo da marca gravado no vidro. A famosa e conhecida “Garrafa Contour”, embalagem de vidro de 237ml da COCA-COLA, foi lançada em 1916. Mas é uma celebridade até hoje por simbolizar a autenticidade de COCA-COLA com o seu formato mundialmente identificado como marca registrada do centenário refrigerante: ela cabe perfeitamente na mão, faz um som único quando é aberta e oferece um sabor e refrescância que só podem ser de COCA-COLA. O desenho curvilíneo da garrafa Contour foi baseado em um conceito original sugerido pelos sopradores de vidro, o sueco Alexander Samuelson e Earl R. Dean, funcionários da Root Glass Company, de Indiana, inspirado em um desenho de uma semente de cacau, de forma convoluta e marcada por sulcos que correm verticalmente por toda a casca.
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A idéia era criar uma garrafa única e especial, que pudesse ser instantaneamente reconhecida até mesmo no escuro. O conceito da garrafa foi proposto em 1913 e patenteado no United States Patent Office em 16 de novembro de 1915. A garrafa foi colocada em uso em 1916, com algumas modificações, na cidade de Terre Haute, estado de Indiana. E devido às suas curvas, foi apelidada de “Mae West”, famosa atriz de cinema, conhecida na época por sua sensualidade e curvas insinuantes. Em 1950 a garrafa transformou-se em celebridade sendo o primeiro produto a aparecer na capa da prestigiosa revista TIME. Entre 1951 e 1960, a garrafa passou a ser protegida pela Lei de Direitos Comuns como um símbolo de identificação da COCA-COLA. Nesta década os consumidores estavam bebendo o produto em maior volume. A COCA-COLA lançou então, em 1955, versões maiores (de 284, 340, 454 e 738 mililitros) da garrafa original, que tinha apenas 184 mililitros. Em 1960, o U.S. Patent and Trademark Office concedeu à garrafa o status legal de Marca Registrada, uma honra conferida a poucas embalagens. Esta década foi marcada pela necessidade de conveniência. Garrafas de vidro não-retornáveis de 284, 340 e 454 mililitros ingressaram na linha.
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Recentemente, em 2005, começou uma nova era para o ícone da COCA-COLA. A garrafa contour, reverenciada através da pop arte em obras de Andy Warhol e Keith Haring, ganhou ares de modernidade e apareceu em nova versão, diretamente moldada no alumínio, sem recortes ou remendos, que ficou conhecida como “M5” (Magnificent 5). A inovadora garrafa, que brilhava no escuro, era vendida em algumas selecionadas baladas no Brasil e no mundo. Foram desenvolvidos cinco modelos diferentes por cinco seletos escritórios de design, um em cada continente do globo: The Designer’s Republic (Inglaterra), Lobo (Brasil), MK12 (Estados Unidos), Rex & Tennant McKay (África do Sul) e Caviar (Japão). Com um conceito inspirado na Pop Art e design contemporâneo, as garrafinhas se tornaram mais um desejado objeto de consumo entre os amantes da marca.
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- Nos anos seguintes a tradicional garrafa, que se tornou uma importante ferramenta de marketing para a marca, ganhou edições limitadas com interpretações modernas e ousadas pelas mãos de nomes como os estilistas italianos Roberto Cavalli (três visuais diferentes com ares sedutores e femininos com estampas de zebra, onça e corações) e Giorgio Armani; o duo do Justice mais o produtor SoMe; e o espanhol Manolo Blahnik (que estampou sapatos vermelhos e de saltos altíssimos nas garrafas cobertas com fundo branco). A mítica garrafa ainda ganhou versões de 007 do agente secreto James Bond para o lançamento do filme “Quantum of Solace”; completamente amarelas para comemorar o centenário da loja de departamento inglesa Self & Ridges; e até uma inspirada no sucesso do seriado “Ugly Betty” (Betty, A Feia), desenhada pela famosa estilista de “Sex and the City”, Patricia Field, para o mercado do Reino Unido, que vinha com estampa de oncinha e acompanhada de alguns pequenos adesivos permitindo a consumidora personalizar a sua garrafa colocando um toque especial nela. - -
A COCA-COLA resolveu dar às garrafas de 600 mililitros do refrigerante uma cara mais tradicional. Em 2007 começaram a chegar às lojas dos Estados Unidos as novas garrafas “contour”. A nova embalagem tem um apelo ecológico, pois leva 5% menos plástico que as garrafas de 600 mililitros atuais. A tampa também atende ao quesito “conforto ao consumidor”, pois o sistema de fácil abertura é mais prático: o consumidor precisa dar menos “voltas” para desrosqueá-la. Em 2009, o formato contour foi também adotado nas novas garrafas PET de 2 litros da marca.
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A lata Azul
Acredite isso É REAL. Trata-se da lata da COCA-COLA na cor azul, uma edição especial e única para o Festival de Parintins, no Amazonas. O festival folclórico, que só perde em tamanho para o Carnaval, acontece todo fim de junho onde Caprichoso (representando pela cor azul) e Garantido (representado pelo vermelho) se enfrentam para ver quem é o melhor bumba, diante de 100.000 visitantes. De alguns anos pra cá, a festa tomou proporções internacionais e grandes empresas começaram a patrocinar o evento, entre elas a COCA-COLA, que investiu cerca de R$ 5 milhões este ano. Porém, a marca avermelhada de Atlanta encontrou um problema sério durante as comemorações do festival: os seguidores do Caprichoso não consumiam o refrigerante em virtude da cor vermelha, que em suas cabeças dava total conotação a turma do Garantido. Isso começou causar problemas para a marca, e a única forma de não melindrar o pessoal do boi Caprichoso e evitar que eles se atirem nos braços da rival Pepsi-Cola, que, convenientemente, já tem o azul na marca, foram tomadas medidas drásticas, que acabou culminando na regionalização da comunicação de um produto que tem uma comunicação mundial: em decisão inédita e única em mais de 100 anos da marca, a COCA-COLA lançou, em 2005, a sua lata na cor azul (no tom azul claro, claramente uma escolha proposital, pois a Pepsi-Cola utiliza um tom de azul mais forte), com autorização da matriz em Atlanta.
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E não somente a cor da embalagem, mas toda a divulgação visual passou por uma mudança radical também. Uma amostra de como o produto e/ou o marketing precisam se regionalizar para vender e isso incide diretamente no logotipo, na identidade visual que a empresa possui. A decisão não foi inédita, em relação a comunicação, já que nos estádios do Grêmio e do Boca Juniors o logotipo da COCA-COLA é utilizado em azul ou preto. Porém, no quesito “mudar a cor da embalagem do produto original (entenda-se Coca-Cola CLASSIC)”, isso sim, de fato é inédito. Essa iniciativa mostra que por mais que se queira manter uma identidade visual rígida e global, muitas vezes culturas específicas e consumidores específicos merecem atenção especial que acabam quebrando paradoxos de empresas centenárias.
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- - Criando uma lenda? A publicidade da COCA-COLA tem tido um impacto significativo na divulgação da cultura norte-americana, sendo freqüentemente creditada à marca a “invenção” da imagem moderna do Papai Noel como um homem idoso em roupas vermelhas e brancas, justamente as cores da COCA-COLA. Porém, a imagem do Papai Noel passou a existir a partir de 1822, até então, Noel era representado pela figura sisuda de São Nicolau, graças ao poema The Night Before Christmas (A noite da véspera do Natal), do professor americano Clement Clark Moore. Sua barba era branca, sua bochecha e seu nariz rosados e sua barriga grande. Em 1851, o cartunista Thomas Nast se baseou na descrição do poema para desenhar Papai Noel nas capas da revista americana Harper’s Weekly. Mesmo com figuras em preto-e-branco, conseguiu popularizar a imagem. O vermelho só virou a cor oficial do Papai-Noel em 1931, quando o artista Haddon Sunblom criou uma campanha publicitária de inverno para a COCA-COLA com o objetivo de tentar conquistar um público mais jovem. Nos anúncios, Papai Noel aparecia tão fofinho quanto nos desenhos de Nast, mas vestido com uma roupa vermelha de bordas brancas. E foi a partir deste momento que a imagem do Papai Noel, associada à campanhas natalinas da COCA-COLA por mais de 50 anos, se tornou popular e conhecida no mundo inteiro.
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O museu Só falta a Disney inventar seu próprio refrigerante, porque a COCA-COLA já criou seu próprio parque temático. O The New World of Coca Cola, inaugurado no dia 24 de maio de 2007 na cidade de Atlanta, é uma mistura de museu e parque temático que celebra à “criatividade, a inovação e os bons momentos” da marca mais conhecida do mundo. A palavra “NEW” foi utilizada no nome, pois havia outro museu da marca, inaugurado em 1990, bem mais modesto, tanto em tamanho quanto em acervo, que fechou as portas no dia 7 de abril de 2007. O novo museu temático, entre outras coisas, possui o maior acervo de memorabília desse que é um dos grandes ícones da cultura americana e mundial. O passeio alimenta a idéia da “magia” em torno da bebida, posicionamento de marketing bastante visível na exibição dos filmes publicitários de diversos países em uma das salas do museu. Dos mais antigos aos mais novos, todos têm o apelo emotivo em comum. Uma das partes mais interessantes é a exposição de artistas consagrados como Andy Warhol e Steve Penley com obras onde as garrafas do refrigerante são utilizadas como tema central e referência principal. O museu conta ainda com uma sessão de vídeo em 4D (chamado “In Search of the Secret Formula”), uma mini-fábrica e um salão de degustação, onde é possível experimentar refrigerantes da empresa, além de COCA-COLA direto da fonte. O museu foi construído para ser um ponto turístico da cidade, mas é inevitável sentir um ar de ação promocional. - -
Acessando o www.woccatlanta.com, pode-se conhecer o local através de um tour virtual, comprar entradas, que custam US$ 14 para adultos e US$ 8 para crianças, e visitar a loja on-line com centenas de produtos da marca.
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A marca na moda
As coleções da COCA-COLA CLOTHING, resultado de um licenciamento feito em 2004 da marca COCA-COLA para o grupo AMC Têxtil (o maior no segmento de moda na América Latina, e proprietário de marcas famosas como Colcci), são direcionadas para um público jovem e antenado, com peças criativas e completamente diferentes do usual, já que todas levam a marca mais conhecida do mundo, a garrafinha, estampada em formas inéditas e coloridas. São camisetas e blusinhas em malha, mini-saias e calças em jeans estonados e customizados, misturados a acessórios como bonés, bolsas e cintos, tudo com um toque moderno e diferente. Em 2008 desfilou, pela primeira vez, sua nova coleção no Fashion Rio. Neste mesmo ano lançou sua primeira campanha publicitária no mercado. Atualmente as coleções são comercializadas em mais de 500 lojas no Brasil.
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-- Campanhas que fizeram história
Inúmeras campanhas publicitárias, a grande maioria de enorme sucesso, fizeram parte da história da marca como em 1927 quando lançou o primeiro Spot em rádio ou em 1941 quando a palavra COKE (registrada como marca em 27 de março de 1944), que se tornaria sinônimo do refrigerante, apareceu pela primeira vez em um de seus comerciais, seguido do surgimento do personagem Sprite Boy. A propaganda, que sempre foi uma parte muito importante do negócio, tornou-se a sua alma nos anos 70, refletindo a perfeita sintonia da marca com a alegria de viver e a liberdade. Em 1970, pela primeira fez a famosa “Onda” apareceu no logotipo da marca, inspirada nas curvas da fruta do cacau.
- - O apelo internacional do produto e da marca foi concretizado em um comercial, intitulado “Hilltop”, no ano de 1971, no qual um grupo de jovens, de todas as partes do mundo, se juntava no pico de uma montanha na Itália para cantar “Like to Buy the World a Coke” (em tradução livre, significa “Gostaria de Comprar uma Coca-Cola para o Mundo”). Este comercial é considerado um dos mais brilhantes da história da publicidade mundial. Clique no ícone abaixo para assistir ao famoso comercial.
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A letra do famoso jingle:
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I’d like to buy the world a home
And furnish it with love
Grow apple trees and honey bees
And snow white turtle doves.
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I’d like to teach the world to sing
In perfect harmony
I’d like to buy the world a Coke
And keep it companyThat’s the real thing.
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What the world wants today
Coca-Cola (background)
Is the real thing
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I’d like to teach the world to sing
Sing with me (background)
In perfect harmonyI’d like to buy the world a Coke
And keep it company
That’s the real thing.
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Em 1993, os famosos “Ursos Polares” apareceram na propaganda do produto pela primeira vez. Eles faziam parte da campanha “Always COCA-COLA” e estrelaram o primeiro comercial, chamado “Northern Lights”, onde assistiam ao filme Aurora Bureal e bebiam COCA-COLA.
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No esporte, hoje amplamente associado à empresa, a COCA-COLA iniciava sua marcante trajetória ao patrocinar os Jogos Olímpicos de Amsterdã em 1928. Desde então, patrocinaria todos os Jogos Olímpicos realizados, tornando-se a mais antiga patrocinadora contínua do evento. Em 1950, inaugurava sua participação na Copa do Mundo da FIFA ao patrocinar o mundial realizado no Brasil. Em 1974 tornava-se também um patrocinador regular da FIFA, apoiando não só a Copa do Mundo, mas também dezenas de outras competições oficiais da entidade.
- - Uma fábrica feliz
A campanha The Coke Side Of Life, lançada em 2006, criada pela agência Wieden+Kennedy e utilizada atualmente em mais de 150 países, já é considerada pela COCA-COLA o melhor desempenho comercial da marca no mundo na última década. Como parte desta enorme campanha, o famoso comercial “Happiness Factory” é um caso a parte.
O filme, lançado em 2006, tem produção e animação irretocável, nos levando ao maravilhoso mundo que se encontra dentro de uma máquina automática da COCA-COLA. Cada pequeno detalhe do comercial dirigido por Todd Muller e Kylie Matulick foi pensado para emocionar o telespectador.
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A seqüência do famoso comercial, lançada em 2007, e chamada de “Happiness Factory: The Movie” é ainda melhor. Mais do que apenas um comercial, o filme de 3 minutos e meio de duração, é na prática um curta-metragem animado, exemplo perfeito de “branded entertainment”. O lançamento aconteceu com ares de espetáculo no Second Life, como se fosse mesmo uma pré-estréia de cinema, com direito a presença da cantora Avril Lavigne. O filme amplia o mundo mágico apresentado no comercial anterior, mostrando que tudo estava correndo tranqüilamente dentro do universo da máquina de COCA-COLA, até que um dia faltou refrigerante. Começa então uma corrida para conseguir atender o pedido de quem inseriu a moeda. - - A evolução visual
O primeiro logotipo da COCA-COLA, que data de 1886, era escrito em letras retas. Ele apareceu pela primeira vez em um anúncio no jornal Atlanta Journal Constitution. Foi somente em meados de 1887, que o famoso logotipo da marca, criado por Frank Mason Robinson, contador e sócio da empresa, surgiu. Nos anos seguintes esse logotipo teve pequenas variações de acordo com suas aplicações. Na década de 40, ele ganhou letras mais finas. Nos anos 50 e 60 o logotipo foi utilizado dentro de uma forma vermelha, que ganhou o apelido de “Fishtail”. Em meados da década de 60 o tradicional logotipo ganhou a famosa “Onda”, quando Lippincott Mercer, responsável pela identidade da COCA-COLA, queria dar mais consistência a marca. Em 1985, com a mudança de fórmula do produto, e o relançamento com o nome de NEW COKE, surgiu também o logotipo com a palavra COKE.
- - Pouco tempo depois, em 1987, o escritório de design Landor, querendo dar mais consistência a identidade da marca, trouxe de volta o tradicional logotipo com a onda e a palavra COKE escrita abaixo. Na década de 90 foi utilizado o logotipo redondo com uma garrafa do produto e a tradicional assinatura. No início do novo milênio ocorreu uma nova alteração com a palavra CLASSIC sendo acrescentada ao logotipo. O atual logotipo foi lançado recentemente e se assemelha muito com o criado por Frank Robinson há mais de 120 anos atrás. - - Recentemente também a COCA-COLA modificou a identidade de suas latinhas que ganharam um visual mais limpo e moderno. - --
Os slogans A primeira propaganda veiculada no The Atlanta Journal, três semanas após o produto ser inventado, anunciava: “COCA-COLA. Deliciosa! Refrescante! Fantástica! Revigorante! O Novo Refrigerante Gaseificado contendo as propriedades da maravilhosa planta, a Coca, e a famosa noz, a Cola”. Depois foram criados mais de 30 slogans, alguns inesquecíveis como: - 1886: Drink Coca-Cola. (Beba COCA-COLA)
1904: Delicious and Refreshing. (Deliciosa e Refrescante)
1905: Coca-Cola Revives and Sustains.
1911: Real satisfaction in every glass. (Satisfação real em cada garrafa)
1923: Enjoy Thirst.
1924: Refresh Yourself. 1926: It Had to Be Good to Get Where It Is. 1927: Around the Corner from Everywhere.
1929: The Pause that Refreshes. (A pausa que refresca)
1932: Ice Cold Sunshine. 1938: The Best Friend Thirst Ever Had. 1939: Thirst Asks Nothing More. 1942: The Only Thing Like Coca-Cola is Coca-Cola Itself. 1948: Where There's Coke There's Hospitality. 1949: Along the Highway to Anywhere. 1952: What You Want is a Coke.
1956: Coca-Cola, Making Good Things Taste Better. (COCA-COLA, fazendo coisas boas com melhor sabor)
1957: Sign of Good Taste. 1958: The Cold, Crisp Taste of Coke. 1959: Be Really Refreshed. 1963: Things Go Better with Coke. 1969: It’s the Real Thing. (É a coisa real) 1976: Coke Adds Life. (COCA-COLA dá vida)
1979: Have a Coke and a Smile. (Tenha uma Coca e um sorriso)
1982: Coke Is It. (COCA-COLA é isso aí)
1985: We've Got a Taste for You. 1985: America's Real Choice. 1986: Red, White & You. (Coca-Cola classic).
1986: Catch the Wave. (Pegue a Onda)
1987: When Coca-Cola is a Part of Your Life, You Can't Beat the Feeling. 1988: You Can't Beat the Feeling.
1990: You Can't Beat the Real Thing. 1993: Taste it all.
1993: Always Coca-Cola. (Sempre COCA-COLA)
2000: Coca-Cola. Enjoy. 2001: Life Tastes Good.
2005: Make It Real. (Torne isso real)
2006: The Coke Side of Life. (Viva o lado COCA-COLA da vida)
2009: Open Happiness.
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No Brasil a marca utilizou alguns slogans marcantes como “Abra um sorriso”, “Gostoso é viver”, “Emoção pra valer”, “Isso é que é”, e mais recentemente “Viva o lado Coca-Cola da vida”.
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O gênio por trás da marca Existem coisas no mundo que soam como um contra-censo. Imagine um executivo cubano o principal responsável por transformar a marca COCA-COLA, talvez o maior símbolo americano mundo, na gigante que é hoje. Pois, foi exatamente isso que aconteceu. Roberto Crispulo Goizueta nasceu no dia 18 de novembro de 1931 na cidade de Havana em Cuba, descendente de uma rica família de usineiros. Foi educado em uma escola tradicional de jesuítas para ser um administrador da iniciativa privada. Depois de formar-se em engenharia química na tradicional universidade americana de Yale, retornou ao seu país, onde começou a trabalhar na COCA-COLA em 1954. Quando saiu de Cuba, fugindo do regime de Fidel Castro, em 1960, tinha apenas US$ 200 no bolso e um lote de 100 ações da COCA-COLA depositadas em um banco nova-iorquino. Começava então uma história de sucesso. Radicado nos Estados Unidos, chegou à presidência da COCA-COLA em 1981. A empresa estava um verdadeiro caos: disputava um braço-de-ferro com a rival Pepsi, que controlava a categoria-chave das vendas em supermercados; uma norma vigente na empresa impedia de pedir dinheiro emprestado, o que restringia a capacidade da marca em investir nas suas operações.
- - Porém, apesar das dificuldades, durante sua liderança a empresa mudou sua estratégia concentrando-se mais nos canais de distribuição e pontos de vendas. O produto estava por todos os lados ao mesmo tempo: nas universidades, estações de metrô, aeroportos, museus, centros de reunião, etc. Uma frase sintetiza aquela estratégia: “Pepsi?, desculpe, só temos Coca”. Entre seus feitos estão: a consolidação da marca COCA-COLA mundialmente, a expansão das operações da empresa (triplicou a sua dimensão, controlando metade do mercado mundial de refrigerantes) e o lançamento da Diet Coke, que contribuíram para que o valor de mercado da empresa saltasse de US$ 4.3 bilhões, em 1981, para US$ 180 bilhões, em 1997. O espetacular desempenho deu origem a um fenômeno típico de empresas bem-sucedidas: transformou Goizueta numa espécie de lenda, dotada, aos olhos de funcionários e acionistas, de características dogmáticas similares à infalibilidade Papal. Apesar do sucesso, é acusado de ter falhado ao não formar e indicar seu sucessor. O mito faleceu em 18 de outubro de 1997, aos 65 anos, vítima de um câncer no pulmão, e a COCA-COLA ingressou em um período de grande instabilidade gerencial: três presidentes nos oito anos seguintes. Em seu funeral, entre outras inúmeras personalidades, estava Roger Enrico, homem forte da eterna rival Pepsi. Depois da missa, a Orquestra Sinfônica de Atlanta tocou a Fuga em G de Bach. Depois, surgiu outra música familiar, a melodia de um anúncio da COCA-COLA.
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos ● Lançamento: 8 de maio de 1886 ● Inventor: Dr. John Styth Pemberton ● Sede mundial: Atlanta, Georgia ● Proprietário da marca: The Coca-Cola Company
● Capital aberto: Não ● Chairman & CEO: Muhtar Kent ● Faturamento: US$ 15 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Valor da marca: US$ 70.452 bilhões (2010)
● Presença global: + 200 países ● Presença no Brasil: Sim ● Maiores mercados: Estados Unidos, México e Brasil ● Funcionários: 92.800 (The Coca-Cola Company) ● Consumo: 1.4 bilhões de copos diariamente ● Segmento: Refrigerantes de cola
● Principais produtos: Coca-Cola, Diet Coke, Coca-Cola Zero, Cherry Coke, Coca-Cola Light Lemon, Diet Coke Plus
● Ícones: A cor vermelha, onda, garrafa Contour, palavra Coke e Papai-Noel
● Slogan: Open Happiness. ● Website: www.coca-cola.com
- O valor Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca COCA-COLA está avaliada em US$ 70.452 bilhões, ocupando a posição de número 1 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. - A marca no Brasil
Sua entrada no país é histórica: chega em 1942, em um esforço de guerra determinado por Robert Woodruff, presidente da Coca-Cola Company na época. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele assegurou aos soldados norte-americanos que, onde quer que estivessem, poderiam tomar uma COCA-COLA gelada pelo mesmo preço - 5 centavos de dólar - e com o mesmo sabor inigualável. Foi assim que a marca desembarcou em Recife (Pernambuco). Para matar a sede e a saudades dos pracinhas, o refrigerante era produzido inicialmente pela Fábrica de Água Mineral Santa Clara, até serem instaladas mini fábricas em Recife e Natal no Rio Grande do Norte. Na realidade, as mini fábricas eram apenas kits com os equipamentos básicos para a produção do refrigerante. A primeira fábrica brasileira de verdade, foi instalada na então capital, Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, no dia 18 de abril deste mesmo ano.
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Em 1943, a empresa abre em São Paulo sua primeira filial no país. Dois anos mais tarde é inaugurada a segunda fábrica carioca, também em São Cristóvão, mas com uma novidade: uma máquina Liquid 40, capaz de produzir 150 garrafas por minuto. Com a COCA-COLA, pouco a pouco os brasileiros adquirem o hábito de tomar bebidas geladas. O início da década de 50 é marcado pela criação do slogan “Isto faz um bem”, que foi tema da COCA-COLA no Brasil por 14 anos. A marca é um sucesso inegável no país e torna-se bebida preferida nas festas dos anos 50 e 60. Em 1959 na cidade de São Paulo acontece um evento marcante para a marca no Brasil: para implantar o conceito de vasilhame em casa e a venda a domicílio, um grupo de simpáticas jovens percorre as casas e promove a degustação da bebida. Com os vasilhames em casa, fica mais fácil ter sempre à mesa uma COCA-COLA, novidade que conquistou em definitivo as donas de casa. Era a COCA-COLA em tamanho família que chegava aos lares brasileiros.
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Os anos 70 chegam com uma grande inovação: as máquinas post-mix oferecem ao consumidor a COCA-COLA fresquinha, feita na hora, servida em copos. Já no final desta década, com a campanha “Coca-Cola dá mais vida”, o refrigerante é associado aos bons momentos da vida. E a empresa prepara o caminho para tornar isso uma realidade inegável. Em 1981, lança o refrigerante em lata, a primeira de uma série de iniciativas pioneiras da empresa no país. Em 1988, inunda o mercado brasileiro com várias novidades. Primeiro, as embalagens one way. Depois, a tampa de rosca, que permite guardar os refrigerantes deitados na geladeira. Uma vantagem aparentemente pequena, mas que, na verdade, abriu espaço para o lançamento de outras embalagens maiores, que dificilmente poderiam ser acondicionadas em pé nos refrigeradores convencionais. Além disso, também relança as tradicionais garrafas colecionáveis em miniaturas.
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Já embalada por um novo slogan “Emoção pra valer”, a COCA-COLA não pára de surpreender os consumidores. Inicia a década de 90 colocando no mercado a Big Coke (dois litros) e a embalagem 1,25L. Em junho de 1990 a marca lançou a lata de alumínio 100% reciclável para toda a sua linha de produtos. Mas a determinação de atender sempre melhor os consumidores avança ainda mais. Pouco tempo depois, chega ao mercado a maior revolução em termos de embalagem dos últimos 50 anos: a Superfamília, garrafa plástica retornável de 1,5L que, além de prática, atende às exigências da legislação internacional de proteção ambiental. O Brasil saiu na frente, sendo o terceiro país do mundo a adotar essa embalagem, após a Alemanha e a Holanda.
- - Em 1992, a COCA-COLA comemorou 50 anos de atividades no Brasil e lançou no país as primeiras máquinas de vender refrigerantes em lata, mais uma iniciativa pioneira que alcançou grande sucesso. Em 1999, surge a garrafa PET de 2,5 litros. Em 2005, mais novidades: COCA-COLA em mini lata de 250 ml e garrafa de vidro de 200 ml. Dois anos mais tarde chega a COCA-COLA ZERO. Recentemente, a maior novidade lançada pela empresa no mercado brasileiro foi a COCA-COLA LIGHT PLUS, introduzida com o slogan “Dê um Plus na sua vida”.
- -- A marca no mundo Hoje, mais de 900 milhões de garrafas ou 1.4 bilhões de copos do refrigerante são vendidos diariamente em mais de 200 países. Somente nos Estados Unidos são vendidas cerca de 40 mil latinhas e garrafas de COCA-COLA por segundo. O Brasil representa o terceiro maior volume de vendas para a marca avermelhada, atrás dos Estados Unidos e do México. A COCA-COLA é a bebida mais vendida na maioria dos países, mas não em todos. Lugares como a Escócia, onde a bebida local Irn Bru é a líder em vendas; na Argentina onde a rival Pepsi tem a liderança; e em Québec e Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá, onde a Pepsi é também líder do mercado; fogem dessa regra. A COCA-COLA também é menos popular em países do Oriente Médio e Ásia, como os territórios palestinos e a Índia, na maioria devido ao sentimento anti-ocidental.
- Você sabia? Suas vendas cresceram de nove copos por dia em 1886 para mais de 1.4 bilhões de copos/dia em 2009.
Em 1998, um estudo realizado no Reino Unido revelou que as pessoas confiavam mais na marca COCA-COLA do que na Família Real.
Em 2009, a marca entrou para o Guinness (livro dos recordes) ao reunir o maior número de pessoas abrindo ao mesmo tempo uma garrafa “contour” de COCA-COLA em Dubai.

 

Fonte: http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/ 

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Os sites de relacionamento social viraram uma epidemia na Internet. Gigantes como Orkut e MySpace dominam o mercado. Ou melhor, dominavam. O mais novo fenômeno digital é o site de relacionamento FACEBOOK, que virou o “queridinho” dos cibernéticos com números que apavoram a concorrência: em apenas 20 minutos, são compartilhados 1 milhão de links, feitos mais de 1.4 milhões de convites, anexadas 2.7 milhões de novas fotos, enviadas mais de 2.7 milhões de mensagens e feito mais de 10 milhões de comentários. Por tudo isso, não é nenhum exagero afirmar que o FACEBOOK mudou a maneira como as pessoas usam a web e se conectam com os amigos.
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A história
O estudante de graduação Mark Zuckerberg e seus colegas de quarto Dustin Moskovitz e Chris Hughes criaram o THE FACEBOOK em seu dormitório no campus universitário, no dia 4 de fevereiro de 2004, com o suporte e a acessória de Andrew McCollum e Eduardo Saverin, permitindo que os colegas da Universidade de Harvard, na região de Boston, na costa leste dos Estados Unidos, pudessem colocar fotos e se manter em contato uns com os outros, compartilhando experiências e planejando eventos. Em quatro horas a novidade atraiu 450 visitantes. No final do primeiro mês aproximadamente metade dos alunos da tradicional universidade estavam cadastrados. Apesar da idéia inicial que a adesão fosse restrita apenas para estudantes da universidade de Harvard, o site cresceu rapidamente e passou a admitir estudantes de outras universidades da região de Boston (Boston College, Boston University, Northeastern University, Tufts University e o tradicional Instituto de Tecnologia de Massachusetts, conhecido como MIT), além de Rochester, Stanford, Columbia, Yale, NYU e Northwestern.
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Em dezembro rompia a barreira de 1 milhão de cadastrados. Era um sucesso avassalador na comunidade estudantil americana. Em dezembro de 2005, trocou seu nome de “THE FACEBOOK” para apenas FACEBOOK. Somente a partir de 11 de setembro de 2006, qualquer internauta, desde que tivesse mais de 13 anos, através de um e-mail, poderia se cadastrar no FACEBOOK. A explosão de tráfego foi visível: crescia aproximadamente 3% por semana. Nesta época as atualizações eram freqüentes: versão Mobile, opções de Mural, Share, Ads, traduções oficiais em diversas línguas, o botão Like e integração com empresas. Em 2007, o FACEBOOK tornou-se uma das empresas de Internet mais caras do mundo, valendo quase US$ 15 bilhões. Tudo em virtude da poderosa Microsoft que comprou uma parte minoritária da empresa (1.6% de participação no capital) por US$ 240 milhões, batendo uma proposta do rival Google. Nesta época o FACEBOOK contava com mais de 49 milhões de usuários, 250 mil novos registros por dia, e um modesto lucro de US$ 30 milhões. Recentemente, em 2009, o FACEBOOK lançou o jogo virtual Farmville, cujo objetivo é evoluir como um fazendeiro administrando uma fazenda virtual, com atividades que incluem o plantio, cultivo e colheita de diversas plantas, árvores e animais, além da construção de casas, celeiros e outros elementos típicos de uma fazenda. Atualmente o jogo possui mais de 80 milhões de usuários no FACEBOOK.
- - Um fator para manter o sucesso e a popularidade do FACEBOOK são as constantes inovações, como aconteceu em 2010 quando foi lançado o Facebook Places, um sistema de geolocalização no qual o usuário pode compartilhar com seus amigos onde ele está; e o Facebook Mail, um serviço de mensagens que mescla SMS, email e bate-papo. O resultado dessas inovações: o crescimento do FACEBOOK foi impressionante, superou os 500 milhões de usuários de ativos e nos Estados Unidos foi o site mais visitado. Todo esse sucesso vem atraindo a atenção de investidores: no início de janeiro de 2011 a empresa arrecadou US$ 500 milhões do banco Goldman Sachs e de um investidor russo, o que levou o FACEBOOK a ser avaliado, segundo estimativa já que não possui capital aberto, em US$ 50 bilhões. Enquanto isso no Brasil, apesar da enorme popularidade do Orkut, o número de usuários do FACEBOOK dobrou nos últimos três anos, totalizando mais de 7 milhões de pessoas - -- Os diferenciais
O FACEBOOK permite o compartilhamento de informações, vídeos, fotos e participação em grupos, ou seja, atividades comuns que existem em diversas outras redes sociais. Então por que todo esse crescimento e sucesso? O verdadeiro diferencial do FACEBOOK foi a decisão de manter sua interface de programação de aplicações, também chamada de API, aberta a desenvolvedores independentes. Essa estratégia permite que a rede social se renove de acordo com as tendências e preferências dos próprios internautas, chamando atenção dos usuários fidelizados e potenciais. Essa ação de sucesso fez com que seus principais concorrentes também adotassem essa política, porém tardiamente. Alguns outros fatores e estratégias também colaboram para seu sucesso:
Privacidade (o perfil fica visível apenas para aos amigos do usuário).
Fotografias – disponíveis desde outubro de 2005 - (não há limite de fotos e de tamanho, além de ser possível montar álbuns personalizados com ferramentas como o Slideshow e o Photobucket).
Chat (há mais de 40 tipos de aplicativos que disponibilizam chats no perfil).
Feeds (assim que é feito o login, são mostrados os feeds dos amigos, como as alterações que eles fizeram no perfil, os aplicativos que eles adicionaram ou qualquer evento ou site que eles postaram).
Compartilhamento (o usuário pode compartilhar tudo: links, vídeos, fotos, blogs, músicas).
Interface do usuário (a interface é muito mais agradável e inteligente).
Aplicativos (há impressionantes 10.000 disponíveis, de horóscopos e presentes virtuais a players de música e vídeo, tornando-se o grande trunfo do FACEBOOK).
Vídeos (há ferramentas para vídeos em comunidades e o usuário pode colocar vídeos de praticamente todos os formatos).
Jogos sociais (jogos inteligentes e divertidos como Farmville, Máfia Wars e Café World conquistam milhares de fãs no mundo inteiro e que permitem socialização entre os usuários da ferramenta). -
Interface moderna, agradável e limpa
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O gênio por trás da marca
Mark Elliot Zuckerberg nasceu em 14 de maio de 1984 e cresceu em Dobbs Ferry, subúrbio de classe média alta de Nova York. É o segundo de quatro filhos – e o único homem – de um dentista e de uma psiquiatra. Começou a mexer com computadores bem cedo, aprendeu a fazer programação por conta própria. Quando estava no último ano do ensino médio, ele e o amigo Adam D’Angelo fizeram um programa para o Winamp, um tocador de MP3 que “aprendia” os hábitos musicais de uma pessoa e criava uma lista de acordo com seu gosto. Eles ofereceram o download gratuito de sua criação na Internet, e grandes empresas como a America On Line e a Microsoft entraram em contato. “Foi uma oferta do tipo vocês podem vir trabalhar para nós, e, por falar nisso, nós também vamos levar essa coisa que vocês fizeram”, diz Zuckerberg. Apesar disso, os dois resolveram ir para a faculdade. D’Angelo para a Caltech e Zuckerberg para Harvard, onde tudo começou. Hoje em dia, ele é um típico geek, o nerd que gosta de tecnologia, e dono de uma fortuna estimada em bilhões de dólares e de uma empresa avaliada em US$ 50 bilhões. A história de sucesso do FACEBOOK e de seu criador foi recentemente retratada no filme “The Social Network”. Avesso a badalações, ele tem uma rotina burocrática. Embora tenha uma fortuna no banco, sua casa não oferece nem um mínimo de conforto. Vive em apartamento alugado, cuja mobília se resume a um colchão no chão, duas cadeiras e uma mesa. “Nunca fui apegado ao dinheiro”, costuma afirmar o geek, que quase nunca se separa do seu jeans, tênis e moletom.
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Mark Zuckerberg: o poderoso da Internet atualmente
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Dados Corporativos ● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 4 de fevereiro de 2004
● Fundador: Mark Zuckerberg, Chris Hughes e Dustin Moskovitz ● Sede mundial: Palo Alto, California
● Proprietário da marca: Facebook Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO: Mark Zuckerberg ● Faturamento: US$ 2 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Usuários: 600 milhões ● Acessos: 2º site mais visitado da Internet
● Presença global: Sim (qualquer país pode acessar)
● Maiores mercados: Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Austrália
● Funcionários: 1.700
● Segmento: Internet ● Principais produtos: Rede social de relacionamento
● Website: http://www.facebook.com/ -- A marca no mundo
O FACEBOOK, que hoje já conta com mais de 600 milhões de usuários (60% deles fora dos Estados Unidos), está disponível em mais de 65 línguas e idiomas. No Brasil o número de usuários ultrapassou 7.3 milhões de usuários. 200 milhões de usuários ativos acessam o site através de dispositivos móveis.
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Você sabia?
No FACEBOOK estão publicadas mais de 20 bilhões de fotos. Semanalmente são mais de 60 milhões de novas fotos publicadas. Somente durante o final de semana do ano novo de 2010 foram publicadas mais de 750 milhões de fotos. Um verdadeiro recorde.



Fonte: http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2007/11/facebook.html


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Alguém poderia imaginar que uma maçã, antes colorida e agora prateada, se tornaria mais famosa que a fruta que representa a cidade de Nova York ou a maçã, que é símbolo dos discos dos Beatles? Com certeza não. Em matéria de maçã como um símbolo, a do fabricante de computadores APPLE talvez seja apenas comparável a de Adão e Eva. Mas o fato é que, quando se fala em símbolo e quando o símbolo é uma maçã, o que hoje nos vem imediatamente à cabeça são produtos revolucionários como iPod, iPhone, iPad e Macintosh. A marca traduz aos usuários toda a imagem da criatividade, inovação, design e originalidade.
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A história
Tudo começou quando os jovens engenheiros Steve Wozniak e Steve Jobs, que tinham sido colegas de turma no colegial, vislumbraram a possibilidade de desenvolver e comercializar computadores pessoais. Ambos eram interessados em eletrônica e ávidos por inovação. Após a graduação, continuaram amigos e em contato direto, trabalhando em empresas localizadas no Vale do Silício. Jobs trabalhava na Atari e Wozniack na Hewllet-Pachard. Jobs com sua grande visão futurista insistia que ambos, mais Ron Wayne, deveriam tentar vender computadores pessoais. A idéia era desenvolver um microcomputador que pudesse ser menor e bem mais acessível que os modelos desenvolvidos pela lendária PARC. Essa idéia e união resultaram no nascimento da APPLE COMPUTER COMPANY em 1° de abril de 1976.
- - O capital inicial da empresa, com sede na garagem da casa dos pais de Steve Jobs era originário da venda de uma Kombi e de uma calculadora HP. A palavra Apple foi escolhida por três razões: o nome iniciava-se com “A”, portanto apareceria listado na frente da maioria dos competidores; ninguém esperaria uma associação de sentidos de uma maçã com computadores, sendo uma aposta no inusitado; e uma maçã está ligada a uma vida saudável (“an apple a day keeps the doctor away”). Além do mais, muito acreditam que a maçã desenhada com faixas era uma alusão à marca listrada da IBM e o pedaço mordido uma clara referência ao pecado bíblico.
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Steve Jobs, não queria somente vencer a concorrência no ramo dos computadores pessoais, mas sim, mudar uma sociedade, criar uma nova perspectiva de vida para uma nova geração que estava por vir. A recém-fundada empresa resolveu então colocar no mercado o computador batizado de Apple I, criado e desenvolvido por Wozniack. Porém, os hobistas não levaram o Apple I, vendido por US$ 666.66, a sério e os computadores só decolaram em 1977, quando o Apple II foi apresentado em uma feira de informática. Primeiro computador a ter o CPU feito de plástico e com designers gráficos coloridos, era uma máquina impressionante e fez muito sucesso. Em meados de 1978, o lançamento do Apple Disk II, o floppy drive mais barato da época, fizeram com que as vendas da empresa disparassem. Com o aumento das vendas, veio também um aumento significativo da empresa e pôr volta de 1980, quando o Apple III foi lançado no mercado, começaram a vender seus computadores para o exterior. No afã de dar continuidade à revolução que iniciou, Jobs cometeu o que talvez tenha sido seu primeiro erro: mandou seus projetistas eliminarem a ventoinha do Apple III, o que resultou na necessidade de substituir milhares de unidades danificadas por superaquecimento.
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Três anos mais tarde, seria lançada uma versão revisada do Apple III, mas a imagem da máquina já tinha sido irremediavelmente arranhada pela falha de projeto do modelo anterior. Em 1981 as coisas começaram a se complicar. Primeiro, o mercado ficou saturado dificultando as vendas. Depois, Wozniack sofreu um acidente aéreo ficando ausente da empresa e Steve Jobs assumiu o controle. E para complicar o fracasso do computador Lisa. Era o início de uma grande crise, que culminaria com a saída, e depois volta em 1996, de Steve Jobs da empresa.
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- Nem o estrondoso lançamento do Macintosh em 1984 foi capaz de contê-la. De uma hora para outra os computadores da APPLE perderam o brilho e traziam uma interface desatualizada para os padrões da época, com características que desagradavam os consumidores. Em meados da década de 90, quase a beira da falência, a APPLE começaria a protagonizar uma das maiores reviravoltas no mundo dos negócios com o lançamento de dezenas de produtos e programas, dentre eles o PowerBook, o iMac, o iBook, e mais recentemente o iPod, iPhone e iPad, que revolucionariam o mundo dos computadores e da comunicação, e acabariam com as inúmeras crises por qual a empresa passou, transformando-a na mais inovadora do mundo.
- - Durante toda sua história a APPLE sempre foi pioneira ao lançar produtos revolucionários como a impressora laser PostScript; o Desktop Publishing; a Universal Serial Bus, popularmente conhecida como entrada USB que substituiu diversas outras, se tornando um padrão mundial, e atualmente usada em Pen Drives e MP3 Players; os primeiros laptops com mouse de série e teclados externos (série PowerBook 100, introduzidos em 1991); o abandono do leitor de disquetes (iMac original, introduzido em 1998); o primeiro computador disponível comercialmente a se basear principalmente no USB para a conexão de periféricos (iMac original, introduzido em 1998); e o primeiro laptop com monitor de tela larga (PowerBook G4, introduzido em 2000). - -
Em junho de 2005, Steve Jobs surpreendeu o mundo da informática ao anunciar que a APPLE estava trocando os processadores PowerPC de seus computadores por processadores da marca Intel. Os primeiros modelos de Macintosh equipados com chips da Intel apareceram à venda no começo do ano seguinte: o MacBook Pro e o iMac, ambos equipados com o processador Intel Core Duo. A frase de campanha comercial para os novos modelos, bastante provocativa, era: “O que um chip Intel faria dentro de um Mac? Muito mais do que já fez em qualquer PC”. Com o lançamento de dois novos produtos, o Apple TV e o iPhone, durante a MacWorld 2007, a APPLE anunciou a mudança do seu nome de Apple Computers Inc. para Apple Inc. Esta mudança ocorreu principalmente pelo novo posicionamento mercadológico que a empresa passou a adotar. A empresa, com estes dois novos produtos, e juntamente com o iPod e seus computadores, passou a atuar não somente no mercado de computadores mas também no mercado de eletrônicos. Hoje em dia, MacBooks poderosos, iMacs que carregam toda a potência de um computador dentro do próprio monitor e iPhones cada vez mais versáteis, provam a total capacidade de inovação da empresa. Além disso, a APPLE mostra ao público tecnologias que visam a portabilidade, como o incrível MacBook Air e o iPod nano 3G, peças que provam o poder da empresa no mundo da tecnologia.
- - A linha do tempo 1983
LISA. Primeiro computador com interface gráfica, conhecida como GUI, o que mudava para sempre o mundo da informática. Era a primeira vez que uma máquina podia ser usada por qualquer um, sem linguagem especial, pois a operação era feita através de menus e comandos simples. O avançado computador tinha 1MB de memória RAM, dois drives de disquete, disco rígido de 5MB e um monitor de 12 polegadas. Outra inovação era o mouse. Mas seu alto preço (aproximadamente US$ 10.000) não empolgou o público. 1984 MACINTOSH. Primeiro computador pessoal a popularizar a interface gráfica amigável com um sistema operacional revolucionário. Somente em 2007 foram vendidos cerca de 7 milhões de computadores.
1989
MACINTOSH PORTABLE. Primeiro modelo portátil da marca. Pesando 7.2 kg e desajeitado devido ao seu tamanho, o modelo era considerado mais uma “mala” do que um portátil. 1990 MAC OS. Um sistema operacional próprio, lançado depois da batalha com a Microsoft, em virtude do sistema operacional Windows. 1991 QUICKTIME. Primeiro player criado para computadores. Era um poderoso software de multimídia capaz de reproduzir arquivos de vídeo, som, animação e música de vários formatos.
POWERBOOK 100. A nova geração do Macintosh portátil, vendido inicialmente por US$ 2.500. Este computador ajudou a solidificar a reputação da APPLE em produzir desktops e laptops de qualidade. 1993 NEWTON MESSAGE PAD. Primeiro assistente pessoal digital (PDA, na sigla em inglês) com tela sensível ao toque (touch screen), que surgia para destronar os modelos da IBM e da Palm. Seu sistema inovador de reconhecimento de escrita, contudo, ficou só na promessa: o aparelho registrava os caracteres errados. Apesar de ter sido um fracasso comercial, o Newton estabeleceu a base de uma nova categoria que foi a precursora e inspiradora de aparelhos como o BlackBerry, o Palm Pilot e o Pocket PC.
1994
QUICKTAKE. Uma das primeiras câmeras digitais voltadas para o consumidor doméstico foi um tremendo fracasso comercial. Ficou no mercado durante 3 anos.
1996
APPLE PIPPIN. Vídeo-game que foi um enorme e estrondoso fracasso devido a dois fatores: pouca quantidade de jogos publicados e ao grande número de consoles que eram vendidos com defeitos de fabricação.
1997
POWERMAC G3 e o POWERBOOK G3. Linha de computadores e notebooks mais rápidos da época, desenvolvidos para profissionais de computação gráfica. Esses computadores eram baseados em uma nova série de processadores. 1998 iMAC. Sem disquetes (apenas CD), com entradas USB (primeiro computador a oferecer isso), design inovador e várias opções de cores, se tornou um ícone pop e ganhou o título de computador pessoal que mais vendeu em seu lançamento. Era chamado de “a segunda revolução” dos PCs. 1999 iBOOK. A versão portátil do iMac, que acumulou 140.000 pedidos de compra antes mesmo de seu lançamento oficial nas lojas.
POWERMAC G4. Computador voltado para profissionais de publicidade e designers.
2001
iPOD. Em meio ao boom da música digital na Internet, a empresa cria um tocador portátil de arquivos MP3 e comemora mais um sucesso instantâneo de vendas. Este primeiro modelo era compatível apenas com os computadores Macintosh, tinha capacidade de 5GB e chegou às lojas dos Estados Unidos por US$ 399. Nos dois primeiros meses o produto vendeu 125 mil unidades. Com capacidade para guardar mil músicas e fazer seleções personalizadas, dominaria o mercado, tornando-se o Walkman da geração digital. Em todas as suas versões o iPod já vendeu aproximadamente 300 milhões de unidades.
iTUNES. Melhor player de música já criado, foi desenvolvido para reproduzir e organizar arquivos de música e vídeo digitais. Pelo iTunes também era possível fazer compras de canções e vídeos na iTunes Store e carregar arquivos para iPod.
MAC OS X. Grande evolução de estética e usabilidade do seu sistema operacional, abandonando de vez o MAC OS, passando a utilizar um sistema operacional muito mais avançado e eficiente. Está em todas as máquinas da empresa e é o sistema base do iPhone.
- - 2002 iMAC LCD. Enquanto fabricantes do mundo todo copiavam ou adaptavam o design surpreendente do primeiro iMac, a empresa dava um passo à frente com a nova versão da máquina. Similar a um abajur, com uma tela de cristal líquido presa a uma haste móvel, o novo iMac era o primeiro computador-objeto de decoração. 2003 iTUNES STORE. Maior acervo de música digital legalizado do mundo, foi criado para venda de músicas, clipes, álbuns, seriados e até filmes para iPod pela Internet. Uma resposta da APPLE para a disputa entre as gravadoras e os usuários de sistemas de downloads de músicas. Vendendo canções avulsas de forma eficiente e relativamente barata pela Internet, o novo sistema inaugurou o futuro da indústria musical. Milhões de músicas são comercializadas em meses. Atualmente os arquivos de música custam US$ 0.99; jogos por US$ 4.99; US$ 1.99 por episódio de seriado; enquanto o preço dos filmes varia de US$ 9.99 a US$ 14.99. Desde seu lançamento vendeu mais de 6.5 bilhões de músicas. A empresa vende sete em cada dez arquivos de música comercializados legalmente. Em abril de 2008, a iTunes Store ultrapassou o Walmart e tornou-se a maior vendedora de músicas do mundo. Hoje em dia a iTunes Store está disponível em 23 países.
SAFARI. Navegador de Internet introduzido pela APPLE junto com seu sistema operacional MAC OS X no dia 7 de janeiro.
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2004
iPOD MINI. A versão menor do iPod original. Foi descontinuado em 7 de setembro de 2005, sendo substituído pelo iPod Nano.
iPOD PHOTO. Apresentava uma tela colorida com capacidade de armazenar e exibir imagens (JPEG, BMP, GIF, TIFF e PNG) e executar música por até 15 horas. Lançado originalmente em versões de 40GB e 60GB. Em 2005 este aparelho se fundiria com a linha iPod.
G4 CUBE. Um computador com design extremamente moderno, mas que não decolou nas vendas por ser mais caro dos que os demais modelos da APPLE. Esteve à venda por apenas um ano. 2005 iPOD NANO. Um aparelho com design mais fino, que viria a substituir o iPod Mini. Lançado em cinco cores cheias de estilo, display mais brilhante, com capacidade de 2GB, 4GB e 8GB. A maior novidade em relação ao seu antecessor era a substituição do HD por memória flash, o que fez com que o tamanho e o peso fossem drasticamente reduzidos.
iPOD SHUFFLE. Versão mais simples do iPod, foi criado com o intuito de ser menor, mais leve e mais barato. Além de não contar com um visor e com um Click Wheel, também não utilizava um HD.
MAC MINI. Menor computador desktop vendido pela APPLE, foi desenvolvido com o objetivo de atrair proprietários de computadores Windows, iPods, modelos mais antigos de Macintosh, e qualquer um que se interessasse por um computador pessoal pequeno e fácil de usar. Foi anunciado na Macworld Conference & Expo do dia 11 de janeiro. Dois modelos foram lançados nos Estados Unidos no dia 22 de janeiro. Versões ligeiramente melhoradas foram lançadas no dia 26 de julho. Modelos atualizados com processadores Intel Core foram lançados no ano seguinte. - -
2006
MACBOOK. Computador portátil, sucessor do iBook, possuía melhorias significativas como tela Wide Screen e os processadores Intel Core Duo que maximizaram a confiabilidade, velocidade e, principalmente, o consumo de energia em relação ao antecessor. 2007 iPHONE. Um telefone celular com funções de tocador de áudio, câmera digital e Internet. A navegação é feita através de sua tela sensível a múltiplos toques (multitouch). Destaca-se ainda pela utilização de uma versão “enxuta” do sistema operacional OS X. Outra característica da interface é a fluidez dos movimentos e trocas de telas. No dia 10 de janeiro, que mais parecia final da Copa do Mundo, nas lojas da APPLE, milhares de fãs se aglomeravam em frente aos monitores de televisão para ver o presidente da empresa, Steve Jobs, anunciar o iPhone seis meses antes de ser lançado no mercado. Poucas horas depois do anúncio, os papéis da empresa na bolsa subiram 8.3% deixando a APPLE US$ 6 bilhões mais rica. Em apenas seis meses foram vendidos 4 milhões de aparelhos.
MAC OS X LEOPARD. No dia 26 de outubro a nova versão do sistema operacional da marca chegou as lojas dos Estados Unidos. Os novos recursos incluem um sistema de backup de arquivos conhecido como “Time Machine”, melhoras nos sistemas de email e mensagens instantâneas, a capacidade de visualizar documentos ou arquivos sem abrir um programa separado, e acesso rápido a outros computadores em uma rede doméstica ou de escritório. O Leopard é a sexta versão do sistema operacional da APPLE em seis anos, um feito que a empresa não perde tempo em contrastar com a prática da Microsoft, que levou mais de cinco anos para lançar uma nova versão do Windows. O sistema operacional vendeu mais de 6.5 milhões de cópias desde seu lançamento.
iOS. Sistema operacional móvel desenvolvido inicialmente para o iPhone, e atualmente utilizado iPod Touc, iPad e Apple TV. A interface do usuário é baseada no conceito de manipulação direta, utilizando gestos em multi-toque. A interação com o sistema operacional inclui gestos como apenas tocar na tela, deslizar o dedo, e o movimento de “pinça” utilizado para ampliar ou reduzir imagens.
iPOD TOUCH. Versão que apresenta os recursos Cover Flow e Multi-Touch para a linha do iPod. Foi a primeira geração da linha a incluir acesso Wireless à iTunes Store.
APPLE TV. Aparelho capaz de executar vídeos digitais gravados em computadores em televisores. Em 2010 foi lançada a nova versão do aparelho, bem menor que a anterior. A caixinha também possui acesso à Netfix, podcasts e Flickr. Além disso, os usuários podem acessar streaming de música a partir de seus computadores e usar o AirPlay para enviar conteúdo multimídia de seus dispositivos. Em pouco mais de um mês a empresa vendeu mais de 250 mil unidades da nova versão do aparelho. 2008 MAC BOOK AIR. Apresentado em janeiro, o mais delgado, leve e irresistível computador portátil da história, com apenas 1.9 centímetros de espessura, pesando 1.36 quilos e tela de 13,3 polegadas. O novo laptop conta ainda com uma câmera embutida iSight e não incluiu leitor ou gravador de CD ou DVD, mostrando que a APPLE aposta na transmissão de dados sem fio. O produto foi apresentado na MACWORLD por Steve Jobs que fez questão de tirá-lo de dentro de um envelope ofício para reforçar suas proporções.
iPhone 3G. Lançamento, em junho, da nova geração de iPhone chamada 3G, mais fino e maior que seu antecessor, além de ser vendido nas cores brancas e pretas. A nova versão contava com alguns novos aplicativos, como GPS e ferramentas para blogueiros. O aparelho começou a ser vendido no dia 11 de julho em 22 países (o Brasil não estava incluído) ao preço de US$ 199 para o modelo com 8 GB de memória, o equivalente a um terço do preço inicial da versão anterior.
APP STORE. Loja online para venda de programas e aplicativos para iPhone em várias categorias, incluindo jogos, negócios, notícias, esportes, saúde e viagens. A loja alcançou sucesso imediato, impulsionando as vendas do smartphone e ajudando a remodelar a forma de distribuição de conteúdo para celulares. Atualmente a loja oferece mais de 300 mil programas para iPhone, além de mais de 40 mil programas para o tablet iPad. No dia 22 de janeiro de 2011 a loja alcançou 10 bilhões de downloads, enfatizando a liderança da fabricante do iPhone na batalha de software online para celulares. 2009 MAGIC MOUSE. Mouse sem fio com a tecnologia inteiramente sensível ao toque inspirado no iPhone. O novo produto, com design moderno e superfície sem emendas, dispensa os botões e permite ao usuário manipulá-lo apenas com o movimento dos dedos. Apenas com gestos, os usuários podem paginar documentos, girar imagens grandes ou avançar páginas da Internet. Pode ser configurado para canhotos e funciona com até dez metros de distância do computador.
MAC OS X SNOW LEOPARD. Mais novo sistema operacional da APPLE. Entre as mudanças mais importantes no sistema estão: transição para a plataforma de aplicativos de 64 bits; o Grand Central Dispatch, que permite aos equipamentos com processadores de vários núcleos tirarem melhor proveito dessa característica; e o OpenCL, sistema que permite aos Macs utilizarem melhor os processadores gráficos e aprimorar o desempenho nessa área.
2010
iPAD. O primeiro computador em formato de prancheta digital da marca, que une computador, videogame, tocador de música e vídeo e leitor de livro digital, foi apresentado como “mágico” e “revolucionário”. Pesando pouco menos de 700 gramas e equipado com uma tela sensível a múltiplos toques de 9,7 polegadas, com espessura total de 1,2 centímetros, o aparelho pode ser ligado a um teclado externo próprio, ou o usuário pode usar teclas virtuais exibidas na tela. O iPad usa um processador Apple A4 de 1 GHz, tem conectividade Wi-Fi, armazenamento de 16 GB a 64 GB (em memória Flash), Bluetooth 2.0, alto-falantes, microfone e bateria com duração de até 10 horas. A principal novidade é o aplicativo iBooks (para leitura de livros eletrônicos). A empresa já garantiu acordos de distribuição de conteúdo das editoras Penguin, Harper Collins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette. O aparelho chegou às lojas dos Estados Unidos custando a partir de US$ 500 na versão mais barata, e vendeu em seu primeiro dia 300.000 unidades. Em 80 dias já tinham sido vendidos mais de 3 milhões de aparelhos; e em dezembro atingiu a marca de 14.7 milhões de unidades.
iPhone 4. A quarta geração do ícone da APPLE trouxe novas funcionalidades como resolução de imagem melhor, possibilidade fazer ligações com vídeo, câmera de 5 megapixels com Flash de LED, câmera de vídeo com resolução em HD e iluminação de LED, e bateria com vida mais longa. 2011 MAC APP STORE. Loja online com cerca de mil aplicações gratuitas ou pagas para os computadores Mac. - - Para acompanhar a evolução dos principais produtos da APPLE ao longo dos tempos clique na imagem abaixo para ampliar.
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- Uma lenda chamada Macintosh As bases do projeto Macintosh surgiram no início de 1979 com Jef Raskin, que idealizou um computador fácil de utilizar e barato para o grande público. Em dezembro foi autorizado a iniciar o projeto e começou a procurar um engenheiro capaz de construir o primeiro protótipo. Bill Atkinson, membro do projeto Lisa, apresentou-o a Burrell Smith, um técnico que acabara de ser contratado naquele ano pela empresa. O primeiro protótipo obedecia às especificações de Jef Raskin: tinha 64 KB de memória, utilizava o lento microprocessador 6805E da Motorola e tinha um monitor de 256 x 256 pixels em preto e branco. Esta máquina utilizava menos controladores de memória que o computador Lisa, tornando sua fabricação bem mais barata. O projeto inovador do Macintosh atraiu a atenção de Steve Jobs que deixou o projeto Lisa para se concentrar no Macintosh. -

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Em janeiro de 1981, assumiu a direção do projeto, forçando Jef Raskin a sair. O nome Macintosh derivava de um tipo de maçã. O computador foi apresentado de forma estrondosa ao público em 22 de janeiro de 1984, durante o intervalo do Super Bowl (final do campeonato de futebol americano profissional), evento esportivo de maior audiência nos Estados Unidos, e que possui os 30 segundos mais caros da publicidade mundial. O célebre comercial, intitulado de “1984”, dirigido por Ridley Scott e apresentado uma única vez, foi considerado um dos melhores na história da propaganda mundial. O comercial consistia em uma metáfora para a liberdade, onde o Grande Irmão (figura da famosa borá de George Orwell) simbolizava a gigante IBM. O Macintosh chegou as prateleiras das lojas com um preço de US$ 2.495. O comercial pode ser assistido clicando no ícone abaixo.
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Inicialmente as vendas foram boas, mais de 50 mil unidades nos primeiros 100 dias, porém no natal desse mesmo ano, não se sustentaram devido a alguns problemas que o computador apresentava como a memória RAM e a conectividade do disco rígido. Apesar desses problemas, o Macintosh possuía um sistema operacional revolucionário, de uso fácil e intuitivo, utilizando nomes como “lata de lixo” e “notas” em substituição aos complicados comandos dos computadores antigos. O Macintosh foi o primeiro computador pessoal a popularizar a interface gráfica (GUI), na época um desenvolvimento revolucionário. Foi com o Macintosh que o mercado descobriu o desktop publishing, a arte de permitir ao próprio usuário, em casa ou no escritório, criar e editar em ambiente gráfico suas próprias cartas e material impresso com qualidade até então só disponível nas gráficas. A primeira campanha de marketing do Macintosh, chamada de “Test Drive a Mac”, foi introduzida no mercado em dezembro, onde celebridades como Mick Jagger, Michael Jackson e Andy Warhol foram presenteadas com um Macintosh.
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Apple Store
No dia 19 de maio de 2001, a APPLE inaugurava suas duas primeiras lojas de varejo, chamadas Apple Store, uma na cidade de McLean, Virginia, e outra em Glendale, Califórnia. As lojas tinham design moderno, limpo, espaçoso e inovador, onde os consumidores podiam saber tudo sobre produtos revolucionários como Macinstosh e iPod. O sucesso foi tanto que outras 25 unidades abriram pelo país. Em 2004 inaugurava uma unidade em Londres, primeira loja no continente europeu. A loja mais espetacular foi inaugurada em 19 de maio de 2006 na badalada 5ª Avenida no coração de Nova York. Como toda criação da empresa, a loja, que custou aproximadamente US$ 9 milhões, tinha visual inovador. Sua entrada era situada em um cubo de vidro de quase 10 metros de altura, decorado com a imagem prateada da maçã, o que lhe rendeu o apelido de “Cubo de Stebe Jobs”. Inteiramente montada no subterrâneo de Manhattan - eram mais de 2.000 m² construídos no subsolo - oferecia mais de 100 computadores Macintosh e 200 iPods para serem experimentados antes da compra, bem como o maior sortimento de acessórios dentre todas as suas lojas no mundo.
- - Com cerca de 300 funcionários, a loja possuía também a maior das equipes de atendimento, com Mac Specialists, Mac Geniuses e Mac Creatives para oferecer suporte pessoal, orientação e trabalho em projetos criativos gratuitamente a qualquer hora do dia ou da noite, já que a loja funciona 24 horas por dia. O sucesso dessas lojas se espalhou pelo mundo, chegando ao Canadá, ao Japão, a Itália, Ao Reino Unido, a China e a Alemanha. Atualmente a rede conta com mais de 320 unidades em 11 países e, em 2010, superou os US$ 12 bilhões em faturamento. A empresa não utiliza o termo “flagship” para suas lojas, prefere chamá-las “Significant Stores”, algo como lojas importantes.
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Infinite Loop
A sede da APPLE está localizada em Cupertino, mais ou menos 70 km de São Francisco, em pleno Vale do Silício (Silicon Valley para os íntimos), no endereço mais famoso da cidade: 1, Infinity Loop Driveway. A cidade é basicamente a própria APPLE. O enorme campus, com 79.000 m2, é formado por seis prédios baixos com seus vidros verdes como uma universidade. Todos os prédios da rua pertencem à empresa, e cada um possui um número de um dígito como endereço, sendo o endereço oficial da APPLE 1 Infinite Loop. Infelizmente, a sede é um dos locais mais bem guardados da cidade, impedindo visitas ou tours programados. O consolo para os fãs é a completa loja da APPLE, onde se pode encontrar diversos produtos com o logotipo da marca (é a única loja que vende estes produtos), além de computadores, iPods, iPhones, iPads e acessórios. - - Think Diffrent A APPLE, que iniciou na década de 70 a revolução dos computadores pessoais, vinha perdendo grande parte desse mercado nos últimos anos. Com uma série de produtos inovadores, e campanhas publicitárias geniais, a empresa começou a recuperar parte do mercado que havia perdido. Em 28 de setembro de 1997 durante a pré-estréia do filme “Toy Story”, foi apresentada a campanha Think Different (“Pense Diferente”). Com peças impressas, mídia externa (outdoors, pinturas de parede, tetos de ônibus e pôsteres), e um comercial de televisão de 1 minuto, a campanha celebrava figuras históricas que mudaram o mundo por pensarem de maneira diferente como Albert Einstein, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Jr., Pablo Picasso, Maria Callas, Thomas Edson, Miles Davis, Jim Henson, Ted Turner, John Lenon & Yoko Ono, Frank Sinatra e Muhammad Ali, entre outros, exemplificando por que as pessoas deveriam ter um Macintosh. Uma homenagem a gênios criativos que nos servem de inspiração até os dias de hoje. - -
È uma versão reduzida do texto abaixo que o ator Richard Dreyfuss narrou no anúncio para televisão, enquanto cenas em preto e branco de gênios da história apareciam.



Here’s to the Crazy Ones. The misfits.The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes.
The ones who see things differently.They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo.You can praise them, disagree with them, quote them,disbelieve them, glorify or vilify them.
About the only thing that you can’t do, is ignore them. Because they change things.They invent. They imagine. They heal.They explore. They create. They inspire.
They push the human race forward. Maybe they have to be crazy.How else can you stare at an empty canvas and see a work of art? Or, sit in silence and hear a song that hasn’t been written?
Or, gaze at a red planet and see a laboratory on wheels?We make tools for these kinds of people.While some may see them as the crazy ones, we see genius.Because the ones who are crazy enough to think that they can change the world, are the ones who do.
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O sucesso foi enorme e começava ali o renascimento da APPLE como marca. As pessoas que eram fiéis a marca foram resgatadas, levando consigo milhões de novos seguidores. Os criativos da TBWA Chiat/Day, agência que criou a campanha, disseram, em entrevista, que nunca poderiam produzir esses anúncios para o Macintosh, com a rapidez que foram feitos, sem a própria tecnologia Macintosh. Clique no ícone abaixo para assistir ao filme.
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A evolução visual
O logotipo original da APPLE, desenhado por Ron Wayne, mostrava Isaac Newton embaixo de uma macieira. O símbolo da empresa, dizem alguns, foi escolhido pois representava o senso de descoberta. No logotipo original é possível ler a frase: “Newton…A mind forever Voyaging Through strange seas of thought…alone”. Devido a complexidade e dificuldade de ser reproduzido em vários tamanhos, Steve Jobs contratou Rob Janoff, em 1976, para redesenhar o logotipo. O resultado foi o surgimento do famoso logotipo representado por uma maçã colorida com uma mordida, que muitos acreditam estar relacionando a marca com a história bíblica de Adão e Eva ou até mesmo com o matemático Alan Turing, considerado o pai do computador, que cometeu suicídio comendo uma maçã que ele havia envenenado com cianeto. Em 1999, o logotipo assumiu várias cores para acompanhar as cores do iMac. O logotipo atual adotou uma cor cinza cromada, passando uma imagem de tecnologia e sobriedade.
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Os slogans 1984: The computer for the rest of us. 1986: Changing the world — one person at a time. 1988: The power to be your best. 1997: Think different. 1998: iThink, therefore iMac.
2001: It’s the biggest thing to happen to Macintosh since the Macintosh. (OS X)
2001: Rip, mix, burn. (iTunes)
2002: Switch.
2004: 10,000 songs in your pocket. (iPod)
2004: From the creators of iPod. (iMac)
2010: This changes everything. Again. (iPhone 4)
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O Gênio por trás da marca Steven Paul Jobs é o garoto-propaganda dos sonhos de qualquer marketeiro. Ele personifica como poucos os conceitos de arrojo e genialidade. Tanto que Jobs é o responsável por anunciar pessoalmente cada lançamento da APPLE. Considerado uma espécie de pop-star corporativo do mundo dos negócios, ele nasceu no dia 24 de fevereiro de 1955 em São Francisco, filho biológico de Joanne Carole Schieble e Syrian Abdulfattah John Jandali, e criado pelos pais adotivos, Paul e Clara Jobs. Não era um aluno aplicado, achava a escola chata e isolava-se freqüentemente dos colegas. Influenciado pela profissão do pai, mecânico de um laboratório de física, começou, desde muito novo, a se interessar por máquinas e pelo seu funcionamento. Embora tenha abandonado a universidade no primeiro ano, comparecia a palestras técnicas na lendária Hewlett-Packard. Foi nessa época, início dos anos 70, que iniciou a parceria com Steve Wozniak, seu amigo de colegial, com um capital de US$ 1.300. Porém com poucos recursos, tiveram de recorrer à garagem do pai de Jobs para instalar a sua pequena oficina. Para financiar os primeiros 50 circuitos do computador Apple I, ele teve que vender o seu carro Volkswagen e Wozniak a sua calculadora programável. Era o começo de um embrião que se chamaria APPLE.
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Considerado o “Pai do Macintosh”, computador revolucionário que preconizou todos os futuros PCs depois de 1984, foi forçado a deixar a empresa, em 1985, pelo conselho de administração, e fundou a NeXT, uma empresa dedicada a soluções informáticas para a educação e o setor empresarial. Sua forte personalidade não deixou que ficasse quieto. Em 1986, comprou a divisão de animação gráfica da LucasFilm, e fundou a PIXAR ANIMATION STUDIOS, que anos mais tarde ficou famosa por uma nova linguagem de animação 3D para curtas e longas metragens. -
- Em 1996 retornou para a APPLE, que estava em uma situação financeira frágil. Sob sua orientação, a APPLE aumentou suas vendas significativamente depois de inovações como o iMac, iPod e o iPhone. Para se ter uma idéia do que Steve Jobs é capaz de fazer, basta assistir ou acompanhar as palestras emblemáticas anuais (Keynotes), que ele comanda na MacWorld (feira oficial da APPLE), quando lança suas tão esperadas idéias, que nos últimos anos revolucionaram o mercado e a forma de como a sociedade se comunica. Tais apresentações são marcadas pela sua maneira de se apresentar, sempre vestindo camisa preta, jeans e tênis New Balance modelo 991. Tudo muito “cool” como dizem os americanos. Cada vez que ele sobe ao palco com seu visual minimalista para anunciar um novo produto, o mundo para. Afinal, todos querem saber o que a mais inovadora empresa do mundo anda aprontando. A APPLE não seria a mesma sem Steve Jobs. Em 2006, a Walt Disney comprou a PIXAR e tornou Steve Jobs o maior acionista individual da empresa, onde ocupa também o cargo de conselheiro executivo. A rivalidade dele com Bill Gates, presidente e dono da Microsoft, já é elemento cultural do setor. Essa disputa pode ser conferida no filme produzido pelo canal de TV a cabo TNT, “Pirates of Silicon Valley”, que aborda a biografia deles e das suas empresas. Steve Jobs anunciou no dia 14 de janeiro de 2008 que estava se afastando da empresa por licença médica até o final de junho. O executivo disse, por e-mail, a funcionários da empresa que seus problemas de saúde são mais complexos do que ele pensava. Steve Jobs também indicou a pessoa que assumiria os negócios durante sua licença: Tim Cook, atual diretor-chefe de operações da APPLE. Mas, seu afastamento durou pouco e ele voltou para fazer novas apresentações revolucionárias como o iPad. No início de 2011 ele anunciou um novo afastamento temporário.
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos ● Fundação: 1 de abril de 1976
● Fundador: Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne ● Sede mundial: Cupertino, Califórnia (1 Infinity Loop)
● Proprietário da marca: Apple Inc.
● Capital aberto: Sim (1979)
● Chairman & CEO: Steve Jobs
● COO: Tim Cook ● Faturamento: US$ 65.2 bilhões (2010)
● Lucro: US$ 14 bilhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 314.5 bilhões (janeiro/2011)
● Valor da marca: US$ 21.143 bilhões (2010)
● Lojas: 323 (Apple Stores)
● Presença global: + 125 países ● Presença no Brasil: Sim ● Funcionários: 49.400 ● Segmento: Eletrônicos ● Principais produtos: iPod, iPhone, iTunes, iPad, iMac e Macbook
● Ícones: Steve Jobs, Macintosh, a maçã e a Apple store New York
● Slogan: Think Different. ● Website: www.apple.com - O valor Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca APPLE está avaliada em US$ 21.143 bilhões, ocupando a posição de número 17 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 56 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano em 2010).
- A marca no mundo A mais criativa e inovadora empresa do mundo está presente em mais de 125 países, contando aproximadamente com 320 lojas próprias localizadas, em sua grande maioria, nos Estados Unidos, além de unidades na Inglaterra, Canadá, Japão, Itália, Austrália, China, Suíça, Alemanha, França e Espanha. Seu faturamento é de US$ 65.2 bilhões. O sucesso da marca pode ser traduzido em números: O iTunes, oferecendo mais de 14 milhões de títulos musicais, 2.500 filmes, 3.000 programas de TV, 40.000 vídeo clipes, 20.000 audiobooks e mais de 1 milhão de podcasts, já vendeu mais de 10 bilhões de músicas, mais de 200 milhões de programas de TV e seriados, e 3 milhões de filmes, desde seu lançamento; o iPod, que detém aproximadamente 70% do mercado, já vendeu mais de 300 milhões de unidades desde seu lançamento; o iPhone já superou a marca de 45 milhões de aparelhos comercializados; as vendas nas Apple Stores, onde já passaram quase 300 milhões de pessoas, chegam a cifras superiores a US$ 12 bilhões anualmente. A APPLE nunca foi tão rica e poderosa.

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Quase todos já tiveram, em algum momento, uma decepção com o rápido desvanecimento ou a perda da cor de suas fotografias tradicionais. Porém, poucas pessoas compreendem a natureza da perda da cor e as opções que permitem maximizar a permanência obtida atualmente. As pessoas desejam que suas fotos durem por muitas gerações. A EPSON procura continuamente desenvolver produtos que possam transformar os desejos dos consumidores em realidade quando o assunto é imagem.
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A história:
A história da empresa japonesa teve início na cidade de Nagano no dia 18 de maio de 1942 com a fundação da Daiwa Kogyo Ltd. por Hisao Yamazaki, que fabricava inicialmente peças de relógios. A empresa foi fruto do investimento da família Hattori, fundadores do Grupo Seiko. Em 1959, esta empresa se fundiu com a Daini Seikosha Company para formar a Suwa Seikosha. Dois anos depois teve início as operações da Shinshu Seiki, cujo nome mudou para Epson Corporation em 1982. O destino da empresa começaria a mudar em 1964, quando durante a Olimpíada de Tóquio, a fabricante de relógios Seiko, da qual era subsidiária, ficou responsável pela cronometragem das provas, e era necessário imprimir os resultados.
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Era o início da entrada da empresa na área de impressão com a criação da impressora elétrica, a primeira impressora matricial de uma gigantesca linha de impressoras que viria nos anos seguintes. Foi neste momento que surgiu o nome EPSON, quando da introdução da EP-101 (Impressora Elétrica), primeira mini-impressora do mercado. Esse produto foi criado com as tecnologias ultrafinas e de alta precisão desenvolvidas pela EPSON para sua produção de relógios, e revolucionou o mercado, tornando-se um produto amplamente reconhecido. As iniciais “EP” formaram a base do nome da empresa, à qual se juntou a palavra “son” (filho), na esperança de que uma série de produtos de sucesso seria criada dali para frente. E assim nasceu a marca EPSON, que seria oficialmente utilizada no mês de junho de 1975, para sua nova geração de impressoras. Foi neste mesmo ano que a empresa começou suas operações nos Estados Unidos, inaugurando a primeira subsidiária de vendas no exterior.
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Pouco depois, em 1978, foi introduzida no mercado a impressora matricial. Em 1985 ocorreu a fusão da Suwa Seikosha com a Epson Corporation, formando a empresa Seiko Epson Corporation. No começo da década de 80, em 1982, a empresa um produto revolucionário: EPSON HX-20, primeiro computador com dimensões de um notebook (caderno, em inglês). O novo produto tinha, aproximadamente, as dimensões de uma folha A4 (30 cm x 21 cm) e pesava ao redor de 1.6 kg. Tinha 16 kB de RAM, um monitor LCD de 120 x 32 pixels (menor do que os visores dos telefones celulares atuais), uma pequena impressora e um drive de fitas mini-cassete. O revolucionário HX-20 marcou a entrada das empresas japonesas no mercado de notebooks. Outros produtos revolucionários surgiriam nos anos seguintes como a primeira televisão portátil com tela de LCD, em 1983; a primeira impressora comercial a jato de tinta em 1984; e o primeiro projeto compacto de cristal colorido em 1989.
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Em 1994, ocorreu um dos principais lançamentos da história da empresa, quando a impressora colorida a jato de tinta MJ-700V2C (que daria início a linha de produtos com o nome STYLUS) foi introduzida em vários mercados ao redor do mundo, alcançando sucesso mundial. Dois anos depois, a série STYLUS ganharia uma impressora especialmente desenvolvida para a impressão de fotografias. Em 1998 introduziu no mercado a primeira impressora a laser colorida. A capacidade de inovação tecnológica é uma marca de distinção da EPSON, que ao longo do último século estabeleceu importantes marcos no domínio da inovação tecnológica, o que, aliado ao desenvolvimento da empresa fizeram, com que a EPSON desempenhasse um papel preponderante no setor.
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No início do novo milênio, apresentou um verdadeiro arsenal, com a qual pretendia conquistar usuários, principalmente os domésticos. As estrelas eram, naturalmente, as impressoras jato de tinta com qualidade fotográfica. A novidade eram os modelos que usam seis cartuchos de tinta (preto, cyan, magenta, amarelo, cyan claro e magenta claro). As impressoras tradicionais usavam apenas quatro cartuchos, ou três, no caso de modelos mais baratos. Com esses dois cartuchos adicionais era possível obter maior variedade de cores, melhores contrastes e cor de pele mais reais. Eram quatro modelos nessa linha, integrantes da família Stylus Photo, todos com resolução de 2.880 x 720 pontos por polegada.
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Outra novidade, introduzida em 2002, foi a Epson Stylus C63, primeira impressora a oferecer cartuchos individuais, com tintas DURABrite (resistentes à água e luz). Em 2004 a EPSON introduziu no mercado uma impressora compacta de fácil manuseio, que poderia ser colocada e levada para qualquer lugar.
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Recentemente a EPSON introduziu no mercado produtos revolucionários como a impressora Epson Stylus Pro 3800, resultado de anos de desenvolvimento de produtos que satisfazem a necessidade dos mais exigentes profissionais da cor. Ainda que se acreditasse que a qualidade de impressão havia chegado ao seu limite máximo, a EPSON surpreendeu com este novo modelo que voltava a elevar o patamar de qualidade a um nível sem precedentes.
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Os slogans
Exceed Your Vision. (2005)
Color Your Life. (2002)
You've Got To See It In Epson Color.
Imagens sem limites. (Brasil)
A diferença entre ver e sentir uma imagem. (Portugal)
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Dados corporativos
● Origem: Japão
● Fundação: 18 de maio de 1942● Fundador: Hisao Yamazaki● Sede mundial: Nagano, Japão● Proprietário da marca: Seiko Epson Corporation● Capital aberto: Sim (2003)
● Chairman: Seiji Hanaoka● Presidente: Minoru Usui● Faturamento: US$ 11.2 bilhões (2008)
● Lucro: - US$ 1.11 bilhões (2008)
● Valor de mercado: US$ 2.7 bilhões (junho/2009)
● Fábricas: 37● Presença global: 120 países● Presença no Brasil: Sim● Funcionários: 88.900
● Segmento: Eletrônicos● Principais produtos: Impressoras, scanners, projetores
● Ícones: A linha de impressoras Stylus● Slogan: Exceed Your Vision.● Website: www.epson.com
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A marca no mundo

A EPSON emprega aproximadamente 89.000 funcionários e possuí 37 fábricas e centros de desenvolvimento ao redor do mundo. Seus produtos são comercializados em mais de 120 países. A EPSON é uma das maiores fabricantes mundiais de impressoras inkjet, impressoras matriciais e impressoras laser, multifuncionais, scanners, PCs, projetores para home theaters e multimídia, robots e equipamentos de automação industrial e comercial, laptops, componentes para LCDs e outros componentes eletrônicos. Aproximadamente 32% de suas vendas são realizadas no Japão, 25.5% na Europa, 22.3% na Ásia e Oceânia e 20.4 nas Américas. A EPSON está no Brasil desde 1984, e após a abertura do mercado brasileiro em 1992 passou a vender impressoras importadas. Em 1997 inaugurou sua unidade fabril em Barueri para a produção local de impressoras. Atualmente comercializa produtos importados e fabricados localmente.
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Você sabia?
● Um dos grandes sucessos da marca é a série de impressoras Stylus, que há muito tempo vem trazendo novidades no mercado de impressão.

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Elas estão nas prateleiras de lojas de departamentos chiques como Saks Fifth Avenue e Bergdorf Goodman, em Nova York, e Galleries Lafayette, em Paris. Ocupam espaço em vitrines da badalada Via Spiga, em Milão, dividindo a cena com marcas famosas como Dior e Prada. Adornam pés de socialites, artistas, modelos e até mesmo do Presidente da República. Ao mesmo tempo são vistas em uma marcha do Movimento Sem-Terra sobre Brasília, nos pés de milhares de homens, mulheres e crianças. Sem dúvida é a sandália mais democrática que se tem notícia. Estou falando das sandálias HAVAIANAS. Calça “do mais pobre ao mais rico” - como disse o escritor Jorge Amado. O que começou como um produto popular, que já foi considerado “coisa de pobre” no Brasil, virou produto fashion em menos de quatro décadas, e hoje enfeita pezinhos milionários, como das atrizes Julia Roberts e Sandra Bullock, e os das super modelos Naomi Campbell e Kate Mossvisto. Bonita e gostosa, a sandália se transformou em um objeto cult. No exterior, os modelos mais incrementados, feitos sob encomenda, chegam a custar US$ 100.
Tudo leva a crer que foi a Zori, típica sandália de dedo feita de palha de arroz e usada pelos agricultores japoneses, a real fonte de inspiração para a criação das sandálias HAVAIANAS no dia 14 de junho de 1962 pela empresa Alpargatas São Paulo. Por essa razão, o solado das HAVAIANAS possui uma textura que reproduz grãos de arroz, um dos muitos detalhes que a torna inconfundível. Mas a versão nacional trazia um grande diferencial: eram feitas de borracha. Um produto natural, totalmente nacional e que, acima de tudo, garantia um calçado durável e confortável. Eram as tradicionais branquinhas com tiras laterais, disponíveis em cinco cores (branca, preta, azul, vermelha e amarela). Visualmente pobres e baratas. Embora o design das sandálias fosse de origem oriental, seu nome foi inspirado no Havaí, o paraíso do sol e do mar, onde ricos e famosos americanos passavam suas férias. Esse nome era considerado ideal, já que a sandália era adequada para o uso em países de clima quente, pois deixava os pés descobertos, evitando o excesso de transpiração.
A idéia da nova sandália se espalhou feito rastilho de pólvora. Em menos de um ano, a empresa fabricava mais de mil pares por dia, o que levou ao aparecimento das imitações, mas “legítimas, só as havaianas” (slogan criado pela agência JW Thompson), as únicas que “não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras”. As cópias, de qualidade inferior, eram citadas pelos comerciais da marca como cópias “fajutas”, e o novo termo acabou parando no Dicionário Aurélio como sinônimo de produto de má qualidade. Exatamente dois anos depois de seu lançamento, já fazendo sucesso, a direção da empresa resolveu entrar com pedido de patente de modelo industrial n.5891, sob o título “Novo modelo de palmilha com forquilha”. O pedido chegou ao Departamento Nacional da Propriedade Industrial do Ministério da Indústria e do Comércio no dia 13 de agosto de 1964. Em 1980, já eram vendidos mais de 80 milhões de pares da sandália por ano. As Havaianas eram tão fundamentais na vida do brasileiro que, nesta década, foram consideradas como um dos itens da cesta básica, assim como o feijão e o arroz.
Durante quase trinta anos, o consumidor das tradicionais sandálias, vendidas com mais freqüência em mercados de bairros, se restringia a uma classe menos favorecida e costumava-se dizer que “Havaianas era chinelo de pobre”. Depois da forte concorrência dos chinelos de PVC, liderados pelo modelo Rider, da Grendene, era preciso adotar um novo posicionamento para alavancar as vendas e mudar sua imagem na mente dos consumidores. O grande toque de Midas foi o lançamento, em 1994, de uma nova versão: HAVAIANAS TOP com cores fortes, ligeiramente mais altas no calcanhar do que o modelo original e o nome gravado em relevo. O novo modelo, com tiras e solados monocromáticos, foi inspirado na moda inventada pelos surfistas brasileiros que viravam as palmilhas de suas (antigas) HAVAIANAS a fim de deixar a face colorida voltada para cima. O modelo foi posicionado no mercado como um produto mais caro do que as tradicionais. Impulsionada por maciços investimentos em campanhas publicitárias protagonizadas por artistas e celebridades, transformou-se em objeto de desejo. No primeiro ano, foram comercializadas 300 mil unidades das novas sandálias. Nas revistas, a explosão de cores e as imagens divertidas dos anúncios traduziam o alto-astral da marca. Em seguida, a distribuição também passou a ser focada em nichos de mercado. Cada ponto de venda recebia um modelo diferente, de acordo com seu público alvo. Outra mudança foi na exposição do produto no ponto de venda. Ao invés das grandes cestas com os pares misturados, criou-se um display para valorizar o produto, facilitar a escolha e, claro, impulsionar as vendas.
A partir do final desta década, HAVAIANAS não parou mais de inventar moda. São criadas novas estampas, cores e modelos – até mesmo para os que mal tinham aprendido a andar, como as Havaianas Baby; ou a Havaianas Surf, com modelos simples de tiras pretas com cores e estampas renovadas com desenhos de manobras, paisagens, tribais e grafismos que refletiam o espírito do surfe. A partir do ano 2000, as sandálias da marca se tornam mania internacional. Estrangeiros compravam no Brasil e levavam para seus países. Rapidamente as HAVAIANAS viraram assunto nas páginas das grandes revistas e jornais do mundo, e conquistaram algumas das vitrines mais concorridas do planeta. O novo posicionamento também permitiu o desenvolvimento de estratégias mais ousadas, como a parceria feita com a joalheria H.Stern para lançar seis pares de HAVAIANAS com acabamento em ouro 18K e diamantes. Um deles chegou a ser vendido por R$ 52 mil. Isso gerou uma enorme exposição de mídia espontânea para a marca. O mesmo ocorreu quando a empresa colocou o logotipo de Miró“Havaianas Socks, para quem é louco por Havaianas”.
As novas opções e o posicionamento diferenciado caíram no gosto do povo. E de repente, andar de HAVAIANAS por aí não parecia mais coisa de pobre, mas algo da moda. E assim as sandálias se tornaram objeto de desejo dos brasileiros. Sucessivos ciclos de inovação em estilos e cores, que passaram a ser pesquisados com a ajuda de birôs internacionais, romperam com o velho estigma e valorizaram o produto. A partir de 2008, a marca iniciou a inauguração de lojas franqueadas das HAVAIANAS, onde era possível encontrar todos os produtos da marca em um só lugar, em um ambiente colorido e moderno com todo o astral da marca. Ao final deste ano a marca já possuía 26 lojas franqueadas, incluindo o conceito de quiosques em grandes centros comerciais.
A expansão da linha de produtos (sandálias, meias e toalhas) teve continuidade nesse mesmo ano, quando no mês de novembro a marca lançou oficialmente no mercado uma linha de bolsas. Foram, inicialmente, oito modelos em cores, tamanhos e formatos diferentes. Tinha a Mega, ideal para quem ama levar todo o armário na bolsa; a Side, inspirada no modelo carteiro; a Tote, espaçosa e com base reforçada; a Zip com vários zíperes e um compartimento coringa para guardar toalhas ou jaquetas; e a Saco com alças iguais as das tiras da sandália - ideal para quem gosta de carregar somente o necessário. Produzidas em 100% algodão possuíam detalhes emborrachados e em metal e a versão estampada trazia um floral composto por mini sandálias HAVAIANAS. O charme ficava claro, por conta do chaveirinho em formato da tradicional sandália colorida. As novas bolsas foram comercializadas inicialmente em apenas 60 pontos de venda em todo o país e num único local no exterior: a Galeries Lafayette, em Paris.
Em 2010 a marca lançou sua primeira coleção de calçados casuais, intitulada Soul Collection, que conta com três modelos feitos de lona e os tradicionais solados de borracha em seu interior. O relevo das tiras e dos solados são detalhes que também estão presentes. Além dos modelos de cano baixo e alto, há uma sapatilha e o bom e velho sapato de lona em uma nova versão, com borracha no lugar da palmilha de corda. A novidade foi lançada primeiramente na Europa e pouco depois, já estava nas prateleiras do Espaço Havaianas, em São Paulo. Ainda este ano, no mês de fevereiro, como parte do palno de consolidação da marca no mercado internacional, a cidade espanhola de Barcelona foi a primeira a receber um espaço exclusivo da HAVAIANAS. Pouco depois, a segunda franquia internacional foi inaugurada em Huntington Beach na Califórnia.
A revolução da marca começou com a criação do departamento de comércio exterior em 2000. Até então, as vendas para o exterior eram esparsas, não havia um movimento articulado em direção a esse mercado. A decisão de explorar a marca no exterior deu-se pelo fato de ser um produto tipicamente brasileiro, colorido e sem concorrência interna ou externa. E uma das primeiras medidas para chegar a esses destinos foi reorganizar a rede de distribuidores no mundo todo. Alguns eventos contribuíram para o sucesso da marca no exterior, como quando as brasileiríssimas sandálias chegaram ao mercado francês em 2001 através de uma amostra sobre a América Latina na chique Galeries Lafayette, onde foram vendidos três mil pares. Em 2003, os tradicionais chinelos de borracha desfilaram nos pés de todas as modelos na passarela do estilista Jean-Paul Gaultier. Nada melhor para criar uma boa imagem da sandália e aumentar as vendas. Hoje, é possível esbarrar nas ruas com mais de um milhão de franceses usando HAVAIANAS. Esse aumento só foi possível porque a distribuidora francesa trabalhou o conceito da marca. Além do desfile de Gaultier, em 2003, a empresa fez parceria com grandes lojas de departamento, como a Galeries Lafayette, Printemps e o Bon Marche, que passaram a comercializar as sandálias.
Outro evento importante para divulgação da marca no exterior ocorreu em 2003 quando foram distribuídas HAVAIANAS aos indicados ao Oscar. Dois meses antes da cerimônia, a empresa desenvolveu um modelo sofisticado, decorado com cristais austríacos Swarovski e guardado em caixas especiais com o nome dos atores imitando os símbolos estampados na calçada da fama de Hollywood. Paralelamente, a fábrica entrou em contato com os agentes das 61 celebridades indicadas ao prêmio - entre elas, Jack Nicholson, Nicole Kidman e Renée Zellweger - para saber que número calçavam. No dia seguinte à premiação, todos receberam sua sandália. Iniciativas como essa ajudaram a empresas a vender 1 milhão de pares de HAVAIANAS aos varejistas americanos neste ano. Nos últimos anos, a receita gerada pela exportação do produto praticamente quadruplicou. Austrália, Filipinas, Argentina, Estados Unidos, França, Itália e Espanha são os maiores mercados da marca no exterior. Em acelerado ritmo de expansão internacional, a marca passou a atuar diretamente na Europa em 2008. Em apenas uma década, as tradicionais sandálias HAVAIANAS saíram das praias brasileiras e foram parar nos pés de celebridades como Angelina Jolie, Brad Pitt, Britney Spears e Kate Hudson.
A qualidade do produto, a estratégia de marketing e a campanha publicitária baseada em depoimentos de gente famosa usando as tradicionais sandálias, trouxeram vida para a marca, ainda que ela dispensasse maiores apresentações. Quem primeiro apresentou o produto, por muitos anos, foi o humorista Chico Anysio com o slogan “Não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras”. Na década de 90, ele voltou em um dos anúncios do lançamento das HAVAIANAS TOP proclamando “Isso é amor antigo”. A simbiose entre o produto e o artista foi tão grande que houve tempo em que se acreditava ser ele o dono da empresa. Saiu Chico Anysio e entrou Thereza Collor. “Todo mundo usa Havaianas” era o tema da campanha, que foi ao ar logo depois com o ator Luis Fernando Guimarães. Ele flagrava personalidades como Vera Fisher, Malu Mader, Maurício Mattar e o jogador Bebeto usando as sandálias. Na televisão, a popularidade de Carolina Ferraz caiu ao tirar suas HAVAIANAS. Cristiana Oliveira ia tirando as peças de sua indumentária para descobrir o responsável pelos miligramas a mais que a balança quebrada não acusava. Em outro filme uma fã quase descobre Fábio Assunção disfarçado na praia através de suas sandálias. Pouco depois, um garoto beijava as sandálias de Rodrigo Santoro pensando serem de Luana Piovani; outro pedia as HAVAIANAS da Déborah Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Raí, Popó, Luma de Oliveira e Reinaldo Gianechini também apareceram nas telinhas em divertidas situações relacionadas à marca. Uma coisa é certa: objeto de desejo, as HAVAIANAS têm glamour, personalidade e estilo. Básicas, irresistíveis, imprescindíveis, elas serão eternas enquanto durarem. Suas famosas campanhas publicitárias impressas são cheias de humor, cores e uma linha criativa alegre como podemos observar nas imagens abaixo.

Fonte: http://mundodasmarcas.blogspot.com/
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